Combatendo os mercenários e cafetões da fé, porque "a sabedoria do alto é primeiramente pura e depois pacífica" (Tg. 3.17)
sábado, 29 de julho de 2017
LEITURAS - EM BUSCA DA IDADE MÉDIA
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
LEITURAS - IGREJA, MINISTÉRIO, CHAMADO E ORDENAÇÃO
10- livro lido em 2016- IGREJA, MINISTÉRIO, CHAMADO E ORDENAÇÃO. ESTUDOS A PARTIR DE LUTERO (Martin N. Dreher/ Editora Sinodal,
Concórdia, 2011).LEITURAS- O LIVRO QUE FEZ SEU MUNDO
9- livro lido em 2016- O LIVRO QUE FEZ SEU MUNDO (Vishal Mangalwadi/ Editora Vida,
2012).LEITURAS - LUTERO E A TEOLOGIA DA CRUZ
8- livro lido em 2016 - LUTERO E A TEOLOGIA DA CRUZ (Alister Mcgrath / Cultura Crista Editora
, 2014).LEITURAS- O PENSAMENTO DA REFORMA
7- livro lido em 2016- O PENSAMENTO DA REFORMA (Alister Mcgrath/ Cultura Crista Editora,
2014).LEITURAS- ORIGENS INTELECTUAIS DA REFORMA
LEITURAS- SÍMBOLOS CRISTÃOS PRIMITIVOS
LEITURAS - A HERESIA DA ORTODOXIA
LEITURAS- MINISTRANDO COMO O MESTRE
LEITURAS- SURPREENDIDO PELAS ESCRITURAS
2- livro lido em 2016- SURPREENDIDO PELAS ESCRITURAS (N.T. WRIGHT/ Editora Ultimato,
2015). LEITURAS - SOB OS CÉUS DA ESCÓCIA, vl. 1.
1- livro lido em 2016- SOB OS CÉUS DA ESCÓCIA (Renato Cunha/ EditoraReflexão,
2015). segunda-feira, 21 de setembro de 2009
MISSA DO GALO; NÉLIDA PINÕN E MACHADO DE ASSIS

O conto de Nélida Pinõn é narrado em primeira pessoa por Menezes (Chiquinho), o marido de Conceição. A ação se passa em um curto espaço de tempo, uma parte de uma noite. Tem como assunto as reminicências em uma noite de Natal de um homem de meia idade[3], o Menezes, que à mesa com a família medita sobre a brevidade de sua vida, passando um pouco de sua história a limpo. Ele reflete sobre o pouco tempo que lhe resta ara viver: “o tempo esgota-se sem cerimônias”, sua família e negócios, bem como seu caso amoroso extraconjugal e sua queda por mulheres. Ele chega a admitir: “Sou o primeiro a aceitar que muito excedi-me no trato com as moçoilas...”. O tema central da trama é a vida familiar de um homem que sente que pouco tempo lhe resta para viver. A idéia que a leitura de tal história nos transmite é a de que quando o ser humano sente que não tem muito tempo de vida, passa a procurar viver o pouco tempo que lhe resta de uma maneira que possa desfrutar cada momento, mesmo que esse prazer não seja da maneira mais certa. Se lança numa busca desenfreada pela vida. O Menezes parece ter um desejo imenso de aproveitar seus dias nos braços de Pastora, a amante, a corre atrás de outras mulheres em um desejo forte de conquistas: “ciente do quanto os dias se encurtam, lanço-me agora, e com mais desenvoltura, aos gostos que se provam nestas desventuras”.

Nélida Pinõn
Escrevendo usando um estilo parecido com o autor original, assumindo traços do seu estilo numa espécie de pastiche, [4]Nélida usa o recurso da intertextualidade fazendo referências diretas ao conto de Machado. Os personagens de Machado aparecem na obra de Nélida: Menezes, seu hóspede o jovem Nogueira, parente de sua primeira esposa, a esposa Conceição, que em Machado parece ser uma mulher sedutora, mulher que deixa Nogueira encantado, sabe-se se lá se por sua pouca idade, dezessete anos, trazendo-lhe sensações: “Pouco a pouco, tinha-se inclinado; fincara os cotovelos no mármore da mesa e metera o rosto entre as mãos espalmadas. Não estando abotoadas, as mangas, caíram naturalmente, e eu vi-lhe metade dos braços, muitos claros, e menos magros do que se poderiam supor. A vista não era nova para mim, posto também não fosse comum; naquele momento, porém, a impressão que tive foi grande... Há impressões dessa noite, que me aparecem truncadas ou confusas. Contradigo-me, atrapalho-me”. Em Nélida esta mulher é apresentada como quase desinteressante, Menezes chega a dizer: “E não é feia, a minha Conceição. Ocorre apenas que os mesmos encantos que em outra mulher reluzem firmemente, nela, por mistério que não explico, simplesmente empalidecem...Se ao menos Conceição soubesse sorrir!” Motivo que o Menezes apresenta como desculpa para seus casos. Voltam a aparecer no conto de Nélida, D. Inácia e o escrevente juramentado da empresa de Menezes. Ela também faz referência aos romances Três Mosqueteiros e A Moreninha como no texto de Machado. Nélida vai além ao fazer uma apresentação mais longa de Pastora, do escrevente juramentado e de Nogueira. Este faz perguntas ao Menezes sobre sua mulher, elogia a mesma, parece ter cuidados com ela. Em Machado este homem se casa com Conceição no final quando ela fica viúva de Menezes. Aí se entende as várias referências do Menezes no conto de Nélida para com a brevidade da vida e o pouco tempo que ele acha que lhe resta a viver. E também pode está aí o motivo para a construção da seguinte frase que Nélida coloca na boca de Menezes acerca de seu escrevente juramentado: “Adivinha-me ele as fraquezas”. Ironia da autora? Ele viria a casar com Conceição. Na história de Machado, Menezes sai de casa para seu encontro amoroso de sempre, Nélida o faz dizer que este encontro será com um vizinho. Já no texto de Machado quem tem um encontro marcado com um vizinho é Nogueira que está a esperar que chegue a hora para irem juntos a Missa do Galo, sendo este o enredo do seu conto. Nota-se também que em Machado o Menezes sai logo no início, e em toda a história está ausente, já no texto de Nélida ele só sai no final.
O leitor tem a impressão de que parece que Nélida quis fazer sua história se passar nos momentos que correspondem ao tempo em que o Menezes ainda está em casa, isto é, os primeiros momentos do conto de Machado. É como se a história de Nélida acabasse quando a de Machado ainda vai começar, pois o pontapé inicial do texto machadiano é: “Naquela noite de Natal foi o escrivão ao teatro.”
Estaria Nélida apontando com isso para o fato de que Menezes não estava vivendo a sua história? Quem sabe...
NOTAS
[1] Para o texto de Machado veja: Contos Escolhidos. São Paulo: Martin Claret,2001.
[2] Para o texto de Nélida veja: TELLES, Lygia Fagundes, etc e tall. Missa do Galo: Variações sobre o Mesmo Tema. Rio de Janeiro: José Olympio, 2008.
[3] Nélida coloca na boca de Menezes as seguintes palavras: “Com mais freqüência agora apóio na bengala encastoada a conversar com os amigos na esquina do ouvidor.”
[4] Pastiche: “Obra literária imitada suavemente de outra”. Novo dicionário Básico da Língua Portuguesa Folha/Aurélio. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
PERDÃO
Perdão não é o mesmo que tolerância. Não é sinônimo de inclusão. Não é indiferença, seja ela pessoal ou moral. Perdão não significa que não levamos o mal a sério. Para começar, implica uma determinação em dar nome ao mal e envergonhá-lo. Sem isso, não haverá o quê perdoar. Além disso, perdão quer dizer que estamos determinados a fazer tudo que está ao nosso alcance para retomar um relacionamento adequado com o ofensor depois que o mal foi tratado. Por fim, significa que decidimos, em nossa mente, que não permitiremos que o mal determine o tipo de pessoa que seremos. É isso o que significas perdão. É algo difícil de praticar e de receber-e difícil também no sentido de que, uma vez em prática, ele é poderoso; diferente da falsa tolerância, que se limita a seguir a lei da menor resistência.
N. T. Wrigth, em O Mal e a Justiça de Deus, p. 134.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
A CABANA, LI E GOSTEI.

Não resisti a propaganda, comprei e li A Cabana de William P. Young. O livro tem seus altos e baixos que passo a destacar agora.
Problemas:
a) Na tradução existe um troca-troca entre as palavras “rezar” e “orar”. Saber-se que o livro é escrito num contexto evangélico, o homem vai ao culto (22), existe a menção a Escola Dominical (89), portanto a palavra que se espera para a conversa com Deus é “oração” e não “reza”. Mas, o tradutor usa as palavras como se fossem sinônimas em todo livro (22, 23, 32, 34, 39, 44, 46, etc).
c) Existe o tropeço feio quando no capitulo 11, a idéia de que todos são filhos de Deus é apresentada (a mesma coisa acontece na página 209), mas a Bíblia claramente afirma que todo são criaturas e só passam a ser filhos quando aceitam a Jesus Cristo (Jo. 1:11-12; Gl. 3:26).
e) Nas páginas 168-169 aparece um conceito totalmente estranho ao Novo Testamento onde Jesus parece dizer que não importa de que religião você faça parte, e bota no mesmo saco, Protestantes, Mórmons, Budistas. Não fica claro se Jesus diz que vai buscar os seus nestes lugares, ou se que nesses lugares estão os que lhe servem. Se assim for é um universalismo cego e herético, que não tem nada com a mensagem do Jesus do Novo Testamento.
g) O arminianismo surge na página 180, quando Deus diz que a morte de Jesus só fez abrir uma porta, mas sua objeção não foi objetiva, ou seja, Ele fez sua parte, agora você deve fazer a sua para ser salvo. Sua morte salva, mas não salva. Não é um ensino Protestante.

h) Também aparece o estranho ensino na página 209 de que todos os seres humanos estão perdoados pelo sacrifício de Jesus. Ora, isso é uma contradição, pois se todos estão perdoados porque não estão todos salvos, já que para o autor do livro o perdão livra do julgamento (210).
Recomendações:
a) Tirando estes senões que não passam despercebidos a um leitor atento, mais experimentado teologicamente, o texto é muito bem escrito, não um composto de frases soltas, cumpre o objetivo de prender o leitor.
c) Jesus diz que o céu é realmente o universo purificado (164), nada como aquela imagem e ruas de ouro, pessoas de branco sentadas em nuvens, etc. Isto é só um símbolo. E isso eu acredito certamente.
d) Mack ao encontrar três pessoas na cabana onde supostamente acharia Deus, e sendo estas três pessoas duas mulheres (Deus e o Espírito Santo) e um homem (Jesus) pode surpreender. Mas, quando ele pergunta qual dos três é Deus, os três respondem em uníssono “EU”. Mostrando assim o seu conceito ortodoxo da triunidade de Deus (73,91). E também o autor deixa claro que na cruz Deus estava em Jesus e por isso também tem as marcas dos cravos também (86).
e) Apresentar Deus como uma negra gorda e sorridente, que é bem humorada e dança ao som de um walkman enquanto conzinha certamente é moderno e eu gosto (80-810.
f) O jeito de ver os símbolos do Apocalipse também é muito interessante (164).
Assim, apesar destes atropelos que citei antes eu recomendo a leitura do livro efusivamente. É um ótimo romance, com final surpreendente e uma mensagem cristã maravilhosa capaz de levar as lágrimas. Merece o sucesso, e merece ser lido por você
terça-feira, 7 de julho de 2009
A PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO DE KARL BARTH, UMA LEITURA.
Nascido na Basiléia, Suíça, em 1886, Barth morreu nesta mesma cidade em 10 de Dezembro de 1968. Pertencia a Igreja Reformada da qual foi pastor por 12 anos, e manteve uma vida acadêmica como professor em universidades por 40 anos.[2] De uma vasta produção teológica, na qual se sobressai a sua Dogmática Eclesiástica, Barth deu os rumos da Teologia de sua época.,
A Proclamação do Evangelho é um opúsculo dirigido originalmente para pastores e composto de uma introdução feita pelo autor em 1961; um artigo intitulado “O Falso Profeta”, onde ele afirma que o falso profeta é o pastor que tenta agradar a todos em sua pregação tentando disfarçar a realidade. Não se deve confundir isso com a atitude do pregador que tenta saber o que a sua congregação precisa ouvir, pois para Barth o pastor deve procurar “escutar’ o coração do seu povo (p.47); e mais três capítulos.
1- Em “Definições Fundamentais da Pregação” Barth afirma que a pregação é a palavra de Deus pronunciada por ele mesmo. Ela é fruto da ordem dada à igreja de servir à Palavra de Deus. Por isso a pregação é em si: A Palavra de Deus e a palavra humana.
O discurso da pregação é livre, pessoal. Não é nenhuma exegese. O pregador diz a palavra que ouve no texto da Escritura, tal como ele mesmo a recebe. Isto porque na pregação Deus se faz ouvir; é Ele quem faz e não o homem. Este último só anuncia que Deus vai dizer alguma coisa (p.16). Isso é estranho, pois Barth recomenda o trabalho exegético na página 40, e muito rigor no estudo da preparação do sermão.
2- Na segunda parte que tem por título “Caracteres Essenciais da Pregação”, Barth afirma que a pregação deve confirmar-se à revelação. O papel da pregação não consiste em revelar a Deus ou em servir-lhe de mediador. Deve respeitar o fato de que o próprio D
eus tem se revelado (p.17).Aqui ele faz uma afirmação estranha, a de que a pregação não deve pretender ser a transmissão da verdade acerca de Deus (17). Ora, se a pregação não pretende ser a verdade, qual a sua utilidade? E porque tanto rigor e imparcialidade com o texto bíblico?Barth também diz que não temos, tampouco, que expor a verdade divina sob uma forma estética por meio de imagens inúteis ou apresentando Jesus Cristo por meio de efusões sentimentais.
A pregação deve conformar-se à revelação (p.20). Tem um ponto de partida único, a saber, Deus tem-se revelado. Assim é necessário dizer também que ela tem igualmente um ponto único de chegada, o cumprimento da revelação, da redenção que vem ao nosso encontro (p.21)
Para Barth o lugar da pregação é a igreja, isto porque ela está ligada à existência e à missão da igreja. É assim porque na igreja, onde ressoa a Palavra da reconciliação, todas as outras relações aparecem como manchadas de impureza, contaminadas, submergidas na esfera da queda e, como tais, condenadas. Quando é conforme ao que Deus tem nos revelado, a pregação cria a reconciliação. Só porque ressoa esta chamada e porque os homens podem escutá-la é que existe uma igreja. Assim, o caráter eclesiástico da pregação deriva-se imediatamente de sua conformidade com revelação Porque não se pode saber o que é a pregação, sem sabermos o que é sacramento (pp.24-25). Barth faz uma afirmação eu diria perigosa na página 25, quando diz que “só há pregação, no sentido exato do termo, ali onde o sacramento a acompanha e a esclarece”. Fazendo assim a pregação depender do sacramento, quando o contrário é que deve acontecer, a pregação é quem esclarece a ordenança. E ele entende assim, pois inexplicavelmente, na mesma página faz a seguinte observação: “A pregação é o comentário, a interpretação do sacramento; tendo o mesmo sentido que este, porém, em palavras” (p.25).
Barth dá muito valor ao sacramento, para ele o batismo confirma o pertencer de um homem à igreja, e se o batismo caracteriza o acontecimento que está no ponto de partida, a ceia é, por sua vez, o sinal do mesmo acontecimento. Tanto valor é dado ao sacramento por Barth que ele chega a dizer que os Católicos Romanos têm muito a ensinar aos Protestantes em tal assunto (p.27).
Na ótica de Barth, a Igreja não é uma instituição destinada a manter o mundo no caminho reto, daí que a pregação para Barth devia ser essencialmente doutrinária. (p.30), e deve também fidelidade apostólica, o que para Barth seria o pregador ter consciência das debilidades inerentes a sua ação (p. 35). E isso faz a pregação ter um caráter provisório, pois é uma ação humana e manchada pelo pecado, e os nossos meios humanos sempre serão insuficientes (p 37).
Voltando ao aspecto da pregação que é sua fidelidade as Escrituras, Barth ainda afirma que a mesma consiste em uma explicação das Escrituras, e deve se ater só as mesmas. Para o teólogo de Basiléia, explicar as Escrituras seria repeti-las (p. 40), mas isso não sem um sério trabalho exegético, o que para o nosso autor deveria fazer o pregador ter em conta até as línguas originais, pois é ali que o mesmo deve ler seu texto. E sendo fiel as Escrituras, o pregador não deve se considerar um iluminado cheio de idéias pré-concebidas (p.43), deve beber só do texto e ser original, sendo sua palavra a de um homem de hoje, palavra cuja responsabilidade ele assume (p.44), sem imitações.
Esta pregação deve adaptar-se a comunidade, porque o pregador é um corpo com ela e está no seu nível. Deve ter tato sabendo o que deve dizer a cada pessoa da comunidade para a qual prega (pp.46-47).
3- Na terceira a última parte que leva o titulo: “A Preparação da Pregação”. A escolha do texto é colocada como algo de muita importância pelo autor, por isso não se deve escolher arbitrariamente, ou segundo os desejos do pregador. Também se deve evitar textos demasiadamente curtos, os fáceis e as alegorias. O pregador não deve fazer da pregação um discurso utilitário, nem ser temático, pois, quando a pregação é temática quem domina são os gostos do pregador e não o texto (pp.49-51).
Para preparar a pregação deve-se dar a máxima prioridade ao texto, observar seu contexto, suas idéias; o pregador deve fazer uma análise geral. É necessária uma atualização do texto, mas nem sempre (p.56).
Nas páginas. 56-61 Barth dá três exemplos de esquemas de sermões expositivos, muito simples por sinal, para depois dizer que a pregação dever ser escrita palavra por palavra dada a sua importância. (pp.64-65).
Quanto a se a pregação dever ter ou não introdução, Barth diz que não é necessário, pois elas mais despistam do que ajudam (p.66). E para os que advogam que a introdução atrai a atenção do ouvinte para Palavra, o autor diz que quem conhece a teologia dos reformadores sabe que quem atrai é Deus e mais nada (p. 67). Coisa que está mais de acordo com as Escrituras do que muitos livros de Homilética de certos reformados. Assim, deve o pregador ir de verso em verso expondo os mesmos a medida de sua importância, e nem sempre deve ter uma conclusão, mas o pregador deve parar quando o texto parar (p.68).
A Proclamação do Evangelho de Karl de Barth tem seu valor o tocante ao alto conceito e apego que o mesmo tem para com as Escrituras, coisa que os livros da matéria devia se preocupar mais, mas quanto ao seu apego demasiado aos sacramentos quase os colocando acima da Palavra, e o seu rigor quanto a imparcialidade do pregador frente ao texto levando o mesmo a escrever seu sermão palavra a palavra, tornando a espontaneidade algo a ser condenado (p. 65), o livro deixa a desejar. Não é preciso tamanho engessamento para se pregar um sermão. Acho que quanto a ciência da pregação e seu conceito reformado, existem no mercado outras obras mais úteis como: Pregação e Pregadores do Dr. Martyn Lloyd-Jones, ou O Perfil do Pregador de John Stott, ou A Importância da Pregação Expositiva para o Crescimento da Igreja, de Hernandes Dias Lopes. Quanto A Proclamação do Evangelho vale a leitura a título de conhecimento e pelo grande teólogo que Karl Barth foi.
NOTAS





