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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

O CONHECIMENTO DA VERDADE E A LIBERTAÇÃO



Por Joelson Gomes


João 8. 31-32


Introd.: O Senhor Jesus quando falava, não queria ser entendido como um professor. As palavras que Ele proferia não eram para ter o efeito que as palavras de mestres intelectuais tinham, e têm. Você os escuta, aprende, e tudo bem. Sua mente foi alimentada; você julga o que deve aceitar ou não, e segue a vida. Mas, no quesito ser humano, você continua a mesma pessoa, surpreendida pela vida a todo instante, e nesses instantes as palavras dos professores de nada valem, ou valem pouco. E você se vê só.

·         Jesus quando falava não queria que as pessoas escutassem suas palavras, mas que as pessoas comessem sua palavras (Ex.: Ez 2.8-3.3; Ap 10. 8-11). Para que Ezequiel e João se transformassem em servos da Palavra, proclamadores da Palavra, ela não deveria ser apenas ouvida, está em suas cabeças. Mas, deveria está dentro deles, se transformar no sangue e carne deles.
·         Só cumpre o propósito designado a palavra vivida, e não apenas crida, ou aprendida. E aqui Jesus mostra isso. Só assim a Palavra liberta!


I-                   O que NÃO é conhecer a Verdade.
  
      a)  Na é conhecer doutrina, ou fazer parte de grupo religioso – Nicodemos (Jo 3) era um grande conhecedor de doutrinas, e fazia parte de um grupo religioso, mas não tinha a liberdade da vida. Não havia nascido de novo mesmo com todo seu conhecimento. Não é o conhecimento intelectual que liberta. Os Fariseus era um grupo religioso respeitado na época de Jesus. Viviam estudando a Bíblia diariamente, mas quanto mais estudavam, mas se afastavam de Jesus. Conheciam muito doutrina, eram professores na época. Mas, quando foram até João Batista para serem batizados, João os enxotou dali (Mt 3). E o próprio Cristo disse: Vocês vivem examinando as Escrituras, mas não me enxergam (Jo 5.39).

     b)     Não é saber que Jesus existe e é bom – os discípulos sabiam muito bem disso, e experimentaram na pele a bondade de Jesus. Viram e participaram de sua bondade, mas quando Ele exigiu o compromisso que liberta, o abandonaram (Jo 6.66).

    c)    Não é acreditar em Jesus – as pessoas para quem Jesus fala aqui acreditavam, mas não eram libertas. E na Parábola do Semeador (Mt 13. 20-21), mesmo muitos crendo (receberam com alegria), essa crença deu em nada.


II-                O que É conhecer a Verdade?

    a) Talvez a chave esteja na palavra “conhecer” (32). No nosso mundo, essa palavra te conotações intelectuais, tem a ver com o intelecto. No caso da Bíblia não. “Conhecer” tem a ver com o “ser”. Conhecer não é saber de algo, mas é o limite da intimidade com algo, ou alguém (Mt 1.25).

     b)     Mas, que Verdade é essa com o que eu tendo que me relacionar para ser liberto? É um conjunto de doutrinas? É um livro? É um conjunto de regras de um grupo religioso? Não. aqui no texto não. letras pretas ou seja de que cor em uma superfície de papel, ou não; conjunto de ensinos ou regras, não libertam ninguém, ao contrario, prendem. Tantas pessoas presas pela religião. Acompanhe o raciocínio de João:

1-      Conhecereis a Verdade e a Verdade libertará vocês: a Verdade liberta (32);
2-      Se o Filho vos libertar, sereis livres de verdade: o Filho liberta (36).

Conclusão lógica: A Verdade é o Filho (Jo 1.14, 17; 14.6).

    c)  Entendeu porque tanta gente continua religioso e preso? Com medo da vida; com medo de si; com medo de fantasma; com medo do futuro; com medo de doenças; com medo de ficar pobre; com medo de Deus? Só há libertação quando aceitamos o Filho: a Verdade. E só aceitou a Verdade quem passou pelo seguinte processo:
  
1-    Testou suas verdades e viu a falência delas. Viu que suas verdades (jeito de viver próprio, dirigido por si mesmo) são um fracasso; 
2-      Arrependeu-se. Passou pela crise da fé; crise da consciência de ver suas verdades falidas. Reconheceu sua incapacidade latente; sua insuficiência existencial. Não sou nada; para onde vou?
3-      Deixou suas verdades de lado e abraçou Jesus como a única verdade; única saída; único modelo de vida coerente. Abraçar Jesus não é um conceito teológico, uma coisa abstrata, é assumir sua verdade, seu estilo de vida (Jo 7. 16-17; 14.23; 1Jo 2.6).
4-      Reconheceu e aceitou com convicção (fé é convicção Rm 4. 18-22) Jesus como o “Cristo” (Jo 20.31). Isto implica em reconhecer que diante de Deus, Jesus salva qualquer pecador de qualquer julgamento. 

     d)    Assim, quem reconheceu que suas verdades, seu estilo de vida apontado pelos seus pensamentos, são o mesmo que nada; quem se arrependeu de um dia ter andado assim; quem assumiu o caminho de Jesus, seu jeito de viver como sua verdade; e passou a confiar plenamente que diante de Deus, toda nossa divida foi paga porque Jesus é o Cristo, Salvador: esse conheceu a Verdade.

     e)     Veja, não é um ensino, uma religião, um grupo, mas é uma Pessoa: Jesus Cristo.


III-             Porque conhecer essa Verdade liberta?

Veja que Jesus disse que quem O Conhece como a Verdade será liberto. Mas, como e de que?

1-      Liberdade do pecado e suas consequências. Sim, é a escravidão ao pecado quem primariamente está na cabeça de Jesus aqui (34). Quem conhece Jesus como Cristo, sabe que Ele é o ungido sacerdote que intercede por nós diante de Deus (Hb 7.20-25); e Ele é o sacrifício que me substituiu e levou em Si todos os meus pecados, me dando Sua justiça (2Co 5.21; 1Pe 2. 21-24);

·         Aí se acabam as depressões culposas, as culpas acachapantes, o medo de não ter perdão, o sentimento de ser a pior pessoa do mundo. É liberdade de todo sentimento que nos esmaga.

2-      Liberdade da morte mesmo vivo. Algumas pessoas estão mortas em pé. A vida para elas é isso aqui, e como isso vai mal, sempre foi mal, elas estão no mesmo ritmo. Conhecer a Cristo como a Verdade, é assumir o estilo de vida de Cristo, e isto liberta a pessoa desse estilo de vida de baixo, pois a mente sai daqui e vai para onde Cristo está (Cl 3. 1-4). Quando a cabeça sai da terra e vai para o céu, não tem como não viver bem (Mt 6. 19-21, 24-34).

·         Essa forma de vida trás a liberdade total ao ser humano. Não são mais coisas, circunstâncias, ou pessoas que o prendem. Se o seu estilo de vida, sua verdade, for o estilo de Jesus, ele dirá como Paulo: Fp 4. 10-13; 1Tm 6. 6-11). Paulo era livre.
·         Agora entendemos porque a Bíblia diz que a Palavra é Vida (Jo 6.63). Conhecer a Crist é a ter a Vida (Jo 17.3). Quem conhece a Cristo não morre, nem eternamente, nem psicologicamente (Jo 5. 24-25).
·         A Conclusão é óbvia: quem conhece a Verdade, conhece a Cristo (tem intimidade, se relaciona, assume seu etilo de vida) está livre! Agora, isso se faz numa levantada de mão em um templo ou evento religioso?

CONCLUSÃO: quando a Bíblia fala que a libertação está em conhecer a Verdade, está dizendo que o ser humano precisa ter uma relação existencial com Jesus. Essa relação é tal, que é como se Ele morasse dentro de nós (Jo 14.23).
·         Aí o que vai sair de nós é Jesus Cristo: pego, ando, olho, penso, falo, me comporto, como Jesus Cristo. Isso é ser discípulo. É a liberdade. 
   
·       Talvez isso explique porque vivemos tão mal. Somos discípulos? Conhecemos a Verdade? Somos livres? Ou somos religiosos, medrosos, sofredores, depressivos, que se matam cumprindo regras achando que com isso agradamos a Deus, mas nos escravizamos mais e mais, porque estas regras nunca mudam nossa essência? Quem não vive a vida de Cristo está preso, por mais que se autoengane achando que está livre. 

·        Ou Cristo me veste, ou não sou discípulo (Rm 13.14). Sou religioso (ódio, preconceito, egoísmo, falta de compreensão e perdao, etc. Esses são os produtos de corações religiosos). 

·         Só viverei a Palavra/Cristo (são se para Cristo do que Ele disse) quando ela se transformar em meu ser (Ezequiel, João para viver tiveram que comer). E aí nasce a vida/liberdade: amor, perdão, dádiva, compreensão, desapego do materialismo, esperança, certeza de salvação, contentamento com o que se tem, cabeça no céu/eternidade, contentamento com a vida, seja ela qual seja. 

·         Essa Verdade fará qualquer um livre.

segunda-feira, 31 de março de 2014

A IGREJA E A PIEDADE BÍBLICA




1Tm. 4.7-8 

 *Por Joelson Gomes
Mensagem pregada no 57° Concílio Nacional da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil.

INTRODUÇÃO.


• As vezes escutamos a expressão: “fulano de tal é uma pessoa piedosa”, mas o que queremos dizer com isso? Alguns pensam que ser piedoso é alguém que tem muita pena de quem sofre, ou de quem precisa de ajuda. Foi nessa perspectiva que Cazuza escreveu o seu “Blues da Piedade”. Tem gente que compara piedade a uma pessoa que frequenta uma igreja com constância e participa de tudo que ali acontece, um cumpridor das obrigações do templo (é uma pessoa muito piedosa). A piedade também é associada a quem faz cara de santo.


• Sim, piedade envolve contrição, santidade. Agora, nossa imagem subjetiva de alguém piedoso não corresponde totalmente a verdade dos fatos quando olhamos a palavra bíblica para piedade e as palavras dela  derivadas. Piedade nas Escrituras é algo objetivo, muito prático. Cristão piedoso para as Escrituras não é aquele que vive a religião, quem aparenta a religião, mas o que FAZ o resultado do evangelho na vida prática.


• Não é novidade que como Igreja vivemos um momento critico, liderança e liderados estão na mesma situação. Dos escândalos, das dubiedades, das máscaras não escapa mais ninguém. Vivemos um eterno baile de máscaras de tapinhas nas costas e apertos de mão tão verdadeiros quanto muamba do Paraguai, Assim, precisamos saber o que é piedade verdadeira, a Igreja precisa saber o que é e como se manifesta a piedade bíblica. Você precisa saber se é um cristão piedoso segundo as Escrituras? Você é?



I-             O que é a piedade.



• Para compreender muitos conceitos bíblicos, estudar a palavra que é usada no idioma original das Escrituras, e suas derivadas, ajuda muito. Faremos isso agora.



• O substantivo piedade é uma palavra grega, um termo do NT, e em seu idioma original é “eusebeia”. Este vocábulo aparece 14 vezes no NT, destas ocorrências, 03 estão em 2ª Pedro:



1-  2Pe. 1.3- é nos dito que tudo nos foi dado para nos conduzir a piedade;

2-  2Pe. 1. 6-7- somos exortados a juntar a perseverança com a piedade;

3-  2Pe. 3. 11- o autor nos diz que quanto mais se aproxima a vinda de Cristo deve-se viver em piedade.



•  As outras 10 estão nas cartas pastorais. Isso mostra que ela é uma palavra característica destas cartas. Observe estes usos:



1- 1Tm. 2.2- é pedido oração para que pessoas vivam na piedade;

2- 1Tm. 3.16- fala-se da Cristologia (doutrina da vida e obra de Cristo) como sendo o mistério da piedade;

3- 1Tm. 4. 7-8- é dito que Timóteo deveria praticar a piedade porque o fruto dela é vida boa aqui na terra e também na eternidade;

4- 1Tm. 6.3- condena-se quem não ensina segundo a piedade;

5- 1Tm. 6.5-6- condena-se quem quer lucrar materialmente com a piedade, e também se diz que a piedade produz lucro espiritual;

6-  1Tm. 6.11- exorta-se a seguir a piedade;

7-  Tt. 1.1- Paulo diz que promove o conhecimento da verdade de acordo com a piedade.



Existem outras palavras derivadas que devemos conhecer seus usos também:



• O adjetivo “eusebês” ocorre em: At. 10.2, 7; 2Pe. 2.9, onde é traduzida por alguém “piedoso, temente a Deus”;

• O advérbio “eusebôs” aparece em 2Tm. 3,12; e Tt. 2.12, onde é traduzido por “piedosamente”, estilo de vida piedoso.

•  O verbo “eusebein” ocorre em At. 17. 23; 1Tm. 5.4, onde tem o significado de “dever religioso”, “devoção espiritual”.



• O significado básico da palavra na Bíblia é: “temor na presença do majestoso” (Pv. 1.7; Is. 11.2 usam esta palavra na LXX); Reverencia na presença do divino e uma vida e conduta apropriada daquela reverencia. Para o grego da época do NT a palavra significava o conhecimento com o qual se deveria prestar culto; vida, conduta correta diante do divino. Era a atitude certa para com o Deus adorado. Ora, vendo isso chega-se a conclusão que não há palavra que devamos entender mais plenamente se quisermos ser cristãos da forma bíblica. Achegar-nos a Deus da forma adequada. O culto, a adoração da Igreja, depende de como ela entende a palavra piedade.  E vocês que são a Igreja devem entender esta palavra para serem Igreja. A sua identidade como Igreja depende de entender a maneira correta de se aproximar do Deus da Igreja, de viver a fé no Deus da Igreja.

• Agora sabendo o significado, resta saber como se manifesta esta atitude certa para com Deus, para saber como a igreja (no caso nós) podemos viver a piedade bíblica?



II-           Como se manifesta a piedade?



a) O poder divino de Cristo é o que traz a verdadeira piedade (2Pe. 1.3)-  Devemos entender que sem a visão de Jesus; sem a presença de Jesus; a piedade verdadeira é impossível. Quando a igreja brasileira troca Jesus pela prosperidade, ato profético, bizarrices com nome de espiritualidade; quando o crente troca Deus pelo “Eu” esquecendo as Escrituras como voz do Senhor e usando-a como amuleto da sorte, ela se coloca longe da verdadeira piedade.



• Mas, acontece algo pior, ela produz uma falsa piedade que engana. É o paliativo que produz o arrepio momentâneo, a gritaria, mas daqui a pouco está vazio de novo, vamos fazer a próxima programação. É assim porque satisfez o psicológico, o superficial, mas não tocou a alma. Paulo chama a piedade de “mistério” (1Tm. 3.16). Mistério no grego antigo era algo ininteligível para os de fora, mas para o praticante da religião verdadeira era algo claro como o cristal. Assim Paulo está dizendo que os cristãos receberam a revelação do mistério de Cristo, Ele trouxe aos seus o segredo da adoração verdadeira, é Nele, e só nEle que os homens aprendem a adorar a Deus. E só nEle que a Igreja cumpre a função de noiva.


   * Mas como ser noiva piedosa uma “igreja” que está encantada com ela mesma ou com as bolotas dos porcos no chiqueiro que é o mundo? Como ser Igreja piedosa uma “igreja” que já trocou de marido faz tempo, e tem tantos maridos quanto apareçam oferecendo mágica, dinheiro, espetáculo? Seu conceito de Cristo revelará a validade de sua piedade.



b) O crente deve se exercitar e batalhar pela verdadeira piedade (1Tm. 4.7), segui-la (1Tm. 6.11)- aqui temos algo muito importante:



1- Primeiro Paulo manda se exercitar na piedade, e usa a palavra do atleta, ou seja, passar por rigoroso treinamento, passar por disciplina, esforço;

2- Depois, em 6.11 ele um termo que significa correr com pressa, decidido em direção ao alvo (ex. Fp. 3.14).


Isso nos diz que o nosso tempo deve ser empregado nisso, e não em nossas coisas apenas. Estas coisas devem ser vistas como o mais importante e que merecem mais atenção na vida. 


* Mas como ser Igreja piedosa uma “igreja” que gasta seu tempo com arremedos de festas mundanas, diversão e coisas vãs? O esforço que você faz para ser um cristão bíblico revela a sua piedade.



c) A piedade deve ser vivida a luz da eternidade (2Pe. 3.11)- Mesmo não sabendo o dia em que Jesus voltará, o cristão verdadeiro sempre está pronto para a chamada de Deus. A vida aqui é vivida na perspectiva do porvir. Os olhos e ouvidos estão lá. No “ainda não” para a Teologia, no céu para o simples. Por isso a piedade tem o próximo significado.



d) A verdadeira piedade não pode ser confundida com prosperidade material (1Tm. 6.5-6)- Toda pessoa que vê na sua religião caminho para o sucesso material, ou usa a mesma para isso, nunca conheceu a verdadeira piedade, tem um conceito muito baixo de espiritualidade. Todos os grandes homens e mulheres de Deus no mundo eram pessoas que não tinham apego nenhum pelo material, aliás alguns eram ricos e deram tudo o que tinham. Em um país onde campeia a famigerada Teologia da Prosperidade, e onde as pessoas vão aos templos para “buscar a bênção’, como precisamos entender o culto (que é oferecer, ofertar e se ofertar, e não buscar), e como precisamos saber o que é piedade. Quando se conhece esta piedade, os olhos saindo daqui e sendo postos lá, temos os elementos de viver bem aqui e na eternidade (1Tm. 4.8).



* Mas como ser Igreja piedosa uma “igreja” que vive o “restitui o que é meu”; que “não morrerá enquanto não se cumprir as promessas”; que esperando a “vitória do sabor de mel”? O nível de satisfação que você tem em Deus e não em seus bens materiais revelam o nível de sua piedade bíblica.



e) A piedade é a origem de todo ensinamento, toda doutrina verdadeira (1Tm. 6.3-4; Tt. 1.1)- Mas, isso é muito próprio, tinha que ser assim. Deus não fala ao homem mais do que ele é capaz de entender (ver Jo. 16.12).  Para aprendermos acerca de Deus devemos primeiro obedecer a Deus (piedade verdadeira). Você que prega vive a verdadeira piedade no quesito conhecimento bíblico-doutrinário? Porque para ouvir um sermão decente hoje se anda léguas procurando aos domingos a noite? Os membros de sua igreja diriam que têm um pregador que vive segundo a piedade bíblica e isso é visto em suas pregações? Veja como ensinar segundo a reta doutrina é de suprema importância. E você que diz que não gosta de doutrina, não estuda doutrina, não se preocupa em que os membros de sua igreja local aprendam Teologia/doutrina?



* Como ser Igreja piedosa se a profundidade bíblico-teológica das lideranças é no nível de uma aranha em cima d’ água? Como ter esta piedade se articular os artigos mais elementares da fé  Protestante (usando a Bíblia) é a maior dificuldade para pastores? Se o alimento doutrinário passado nas igrejas locais tem a mesma sustância que pipoca? Se os cultos de doutrinas e EBDs (quando tem) são mortos por culpa do líder? O nível bíblico de seu comprometimento com doutrina bíblica revela o nível de sua verdadeira piedade.



f) A verdadeira piedade começa em casa (1Tm. 5.4)- Um fato salta aos olhos aqui: O cristão que negligencia a família é irreligioso. O trabalho religioso mais importante é o que é realizado na intimidade do lar. Sua esposa acha o que de você pastor? Ela se senta na primeira fileira para ouvir seu sermão como de um homem de Deus? Ou na sua pregação ela fica a pulso, obrigada para não fazer vergonha? O que seu esposo acha de você irmã? Ele lhe tem como exemplo de esposa bíblica? Ou quando se fala em esposa crente ele ora para que você seja uma, porque até agora não é?



* Como ser Igreja piedosa se as casas dos crentes são negligenciadas pela TV ou internet? Como viver a piedade verdadeira se não há investimento nas famílias da liderança, e por tabela na membresia da igreja local? Sua família lhe encara, como cristão ou impostor? Como você trata a sua família  e dela cuida revela a sua piedade.



CONCLUSÃO


• “Mas, se é assim, é muito difícil viver a verdadeira piedade”. Sim, e as coisas pioram, pois diz Paulo a Timóteo quem quiser viver em piedade sofrerá perseguição (2Tm. 3.12). E aqui se revela mais uma vez a sua piedade. O que você escolherá? A aceitação do mundo e a vida fácil e uma “falsa piedade”, ou a critica de seus colegas, irmãos, igrejas, e viver a verdadeira piedade? Escolherá o preço da verdadeira vida cristã, ou a comodidade, e a paz de uma religião “paraguaia”? Ser diferente do mundo é perigoso, mas Cristo não veio oferecer paz com o mundo, mas oferece glória (1Jo. 2. 15-17).


• Nestes tempos em que vivemos mais do que nunca precisamos da verdadeira piedade. E esta piedade tem ser muito prática. Prática na vida dos lideres e por tabela, ensino e exemplo, na vida da igreja.



1- A verdadeira piedade está em viver em Cristo, e só nEle;

2- Ser disciplinado, esforçado na corrida pela piedade;

3- Preparado dia a dia para eternidade;

4- Desfocado de bens materiais, pois quem foca nisso ainda é incrédulo, não conhece a verdadeira piedade;

5- O apego ao conhecimento e ensino capaz da Palavra de Deus se mostra a nós à medida de nossa piedade;

6-  A nossa piedade bíblica se mostra em como tratamos nossa família.



•  A Igreja precisa viver a verdadeira piedade bíblica; esta liderança aqui precisa viver esta piedade.
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