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quarta-feira, 5 de junho de 2013

"FAZ UM MILAGRE EM MIM"- UMA ANÁLISE DESSE SUCESSO GOSPEL

 Por João de Souza
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Não é difícil analisar a letra e música que Régis Danese escreveu sobre o texto de Zaqueu.

A música pegou. É aquele tipo de música que cai no gosto popular pela simplicidade e facilidade de se cantar. É de música simples como esta que o povo gosta e tem facilidade de cantar.

A questão que coloca a letra sob suspeição de não ser bíblica é a comparação que se tem de fazer entre a letra do cântico e o texto bíblico.

Basta comparar a letra com o texto de Lucas 19.1-10.

Régis diz:

Como Zaqueu
Eu quero subir
O mais alto que eu puder
Só pra te ver
Olhar para Ti
E chamar sua atenção para mim.

Zaqueu subiu numa árvore para ver a Jesus. Correto. Mas o cântico não fala a verdade. Veja:

1. Primeiro erro. 

Em nenhum momento Zaqueu queria chamar a atenção de Jesus pra ele. Era baixinho, rico, líder dos publicanos e só queria ver a Jesus porque era baixinho e não conseguia enxergá-lo no meio da multidão. 

Entrando em Jericó, atravessava Jesus a cidade. Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos e rico, procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura. Então, correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque por ali havia de passar”.

Não era preciso chamar a atenção de Jesus para si, porque Jesus viu a Natanael sem que este chamasse a atenção de Jesus. Não é mesmo? A capacidade de ver de Jesus era maior que a capacidade de chamar a atenção de Zaqueu. “Jesus viu Natanael aproximar-se e disse a seu respeito: Eis um verdadeiro israelita, em quem não há dolo! Perguntou-lhe Natanael: Donde me conheces? Respondeu-lhe Jesus: Antes de Filipe te chamar, eu te vi, quando estavas debaixo da figueira” (Jo 1.47-48).

Quer dizer, Jesus viu a Natanael que estava debaixo da figueira. E Natanael nem o percebeu!

Convenhamos. Hoje para vermos a Jesus temos que descer e não subir. Temos que descer de nosso orgulho, e não subir para o seu orgulho como fez Zaqueu. O problema da era pós-evangelho é que as pessoas querem ser maior que Jesus; e querem chamar a atenção para si. Nós invertemos os valores do evangelho, para um evangelho que nos agrade e nos satisfaça. E esquecem que não é preciso subir a uma árvore para ser visto. Basta ficar debaixo dela, como fez Natanael! Dentro do conceito pós-evangelho Régis está certo. As pessoas querem ser vistas, e fazem de tudo para que isto ocorra. Mas não se aplica aos cristãos. Porque não precisamos subir a lugar algum para ver a Jesus; basta que desçamos de nosso pedestal e o encontraremos.

Queremos chamar a atenção de Jesus e esquecemos que ele é que quer chamar nossa atenção! 

2. Poesia sem base na verdade.

O restante da letra é poesia e romantismo sem base na verdade. Porque nada do que o autor fala aconteceu. Zaqueu não pediu para Jesus entrar na casa dele. Ao contrário: Jesus se ofereceu pra entrar na casa dele! O autor inverte a verdade, pois o texto diz que “quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa. Ele desceu a toda a pressa e o recebeu com alegria”.

Zaqueu não falou nada disso pra Jesus: “Entra na minha casa, entra na minha vida”. Jesus é que se ofereceu para ir à casa de Zaqueu. Os publicanos eram uma classe de judeus comerciantes, coletores de impostos para Roma, que viviam com trinta por cento do que arrecadavam dos impostos e eram desprezados por seus patrícios, seus irmãos. Jesus se encontrava com pessoas desprezadas e malquistas pela sociedade.

3. Romantismo sem a verdade. 

E aqui reside nosso maior problema. Um cântico tem que dizer a verdade; uma poesia tem que desvendar a verdade, mas esta poesia do Régis esconde a verdade. É de um romantismo simplista que leva o povo a cantar uma coisa que não é verdadeira. Porque a atitude de Zaqueu foi diferente:

Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais. Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido”.

Se Régis tivesse composto o cântico falando a verdade, isto é, falando da conversão de Zaqueu que prometeu a Jesus restituir tudo o que roubou, talvez o impacto social de seu cântico não tivesse tanto sucesso, mas, repito, o cântico precisa falar a verdade; a pessoa que se encontra com Cristo muda de vida. No cântico do Régis a pessoa não muda de vida; ela pede a Jesus que mexa com sua estrutura, que a ensine a ter santidade. Ora, santidade não é algo a ser aprendido, mas sim vivido

Como na maioria dos cânticos gospel este também trata das carências das pessoas e do seu anelo pessoal, nunca das necessidades do reino ou do compromisso com Jesus. 

Um cântico deve falar a verdade. Deve ser bíblico. Deve ter poesia e simplicidade. Falo sobre isto em "Deixem Soar os Tamborins" editado pela EME Editora.

2 comentários:

Liu disse...

verdade, nunca tinha prestado atençao nessa letra..!

William Teodoro disse...

Nao sou fã, nem sou exemplo de cristão, mas Você pode estar errado amigo. O único trecho de que fala de Zaqueu é o de subir numa árvore. O restante fala da pessoa que canta que talvez não tenha a sua experiência Cristã de saber disso tudo que mencionou no blog, mas que anseia por Jesus. A verdade que você fala é a Palavra a qual está disponível para quem quiser ouvir ou ler. E onde está escrito que um cântico tem que ser fiel a bíblia. Até onde eu saiba Jesus pregava por parábolas. Tenho certeza que pessoas se abriram por escutar essa canção porque mesmo que você esteja certo a palavra de Deus diz retenha o que é bom. Ah e cuidado com julgos...

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