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segunda-feira, 3 de junho de 2013

1ª CONSULTA SOBRE OS CIGANOS DO NORDESTE



Por Joelson Gomes



A palavra cigano é um exônimo (nome pelo qual um nome próprio é conhecido em outra língua que não aquela(s) falada(s) nativamente) para roma (singular: rom; em português, "homem") e designa um conjunto de populações nômades que têm, em comum, a origem indiana e uma língua (o romani) originária do noroeste do subcontinente indiano. Também são conhecidos, em português, pelos termos boêmios, gitanos, calons, e quicos. Hoje, existem dois grandes grupos de ciganos no País: 


a)      O Calon, oriundo de Portugal, que fala o dialeto caló, é tradicionalmente nômade, ligado ao comércio de cavalos, carros, correntes e artefatos imitando ouro. As mulheres praticam a quiromancia em praças públicas, exibem dentes de ouro e pintas (sinais) no rosto;

b)      O Rom, vindos principalmente do Leste Europeu e que falam a língua romance (romani). 


No Brasil, encontram-se ciganos dos seguintes subgrupos Rom: Kalderash que se dizem “puros”, alguns ainda nômades, trabalhando no comércio de carros e as mulheres na quiromancia e cartomancia; Macwaia ou Matchuai, vindos basicamente da Sérvia (antiga Iugoslávia), vivem sedentários em grandes cidades, não se identificam com o vestuário cigano e, na sua maioria, sobrevivem de atividades da arte advinhatória; Horahane, de origem turca ou árabe, com atividades semelhantes aos Matchuaias. Vivem principalmente no Rio de Janeiro e só poucos ainda são nômades; Lovaria, um grupo de poucas pessoas que se dedica ao comércio e à criação de cavalos e é basicamente sedentário; e os Rudari, também em número reduzido, dedicados ao artesanato de ouro e madeira, sedentários e que também vivem basicamente no Rio de Janeiro. [1]


No Brasil segundo números oficiais existem 295 cidades que tem acampamentos ciganos, tivemos um presidente cigano: Juscelino Kubitschek, mas mesmo assim este povo continua desconhecido e esquecido pela maioria da igreja. Para se ter ideia deste fato, de acordo com dados do Censo 2010 do IBGE, existem no País cerca de 800 mil ciganos, e apenas 03 igrejas ciganas e 15 missionários de tempo integral entre eles.  Só agora os ciganos estão entrando no mapa missionário da igreja brasileira, mas já estão entre os objetivos de alcance dos Testemunhas de Jeová e dos Muçulmanos faz tempo.


Pr. Igor Shimura
Notando a necessidade de conhecimento da cultura cigana e de um maior despertamento missionário em direção a eles, foi promovida no dia 31 de maio, no Centro de Missões Transculturais da Missão Juvep, em João Pessoa-PB, a 1ª Consulta Sobre os Ciganos do Nordeste. Com participantes de vários Estados do Brasil e sob a coordenação do Pr. Igor Shimura especialista na área, e presidente da missão Amigos dos Ciganos, durante todo dia houve palestras, e grupos de debates, tendo entre os participantes pastores ciganos que já desenvolvem trabalhos em acampamentos ciganos. 
 

O Nordeste é a região que tem o maior número de ciganos e o menor número de ministérios direcionados aos mesmos. Os desafios são imensos, precisa-se de uma igreja cigana contextualizada, autossustentada, e autogovernada. Mas, a necessidade não pode ser desculpa para se tentar fazer um trabalho de todo jeito, apenas por impulso entre os ciganos, pois para ser missionários entre este povo, deve-se ter um chamado especifico, e ser profundamente treinado nesta cultura, sob pena de fracassar completamente.
 

Saímos desta consulta entendendo que existem imensos desafios: barreiras culturais, falta de mão de obra qualificada, falta de conscientização da igreja brasileira para esta realidade e capacitação para este ministério. O povo cigano é amado por Deus e precisa ouvir o evangelho de Cristo, precisamos de pessoas e igrejas dispostas a encarar o desafio. Foi criada ao fim do evento a Aliança Pró-evangelização dos Ciganos, com o objetivo de trocar informações e fomentar ações concretas destinadas à pregação do evangelho para esta cultura, ficou como seu coordenador o Pr. Robelito Cordeiro (1ª Igreja Batista em Cruz das Almas-Bahia) ele mesmo cigano.  


Temos um grande campo missionário entre os ciganos, mas faltam igrejas conscientes do chamado a missão e que ore e adote esta cultura como campo de missão. Ore você também por isso.

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