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sexta-feira, 18 de julho de 2014

CINCO RAZÕES PELAS QUAIS NÃO EVANGELIZAMOS

Por Mike Mckinley


O Novo Testamento compele o povo de Deus a levar o evangelho para o mundo. Jesus deu aos seus discípulos uma ordem permanente de ir e fazer discípulos (Mt 28.19). Ele lhes disse que eles se tornariam pescadores de homens (Mt 4.17). Pedro aconselhou as igrejas da Ásia Menor a estarem prontas quando as pessoas fizessem perguntas sobre a sua esperança (1Pe 3.15).
Mas parece que algo saiu dos trilhos. Muitos cristãos não vivem como pescadores de homens. Não são muitas as pessoas que nos perguntam sobre a esperança que temos em Cristo, e quando elas perguntam, nós não estamos prontos para dar uma resposta. As igrejas evangélicas falam muito sobre evangelismo, mas de acordo com pesquisas, a maioria dos membros de igreja não compartilham a fé com muita frequência.

Por que não evangelizamos?

Eu gostaria de sugerir cinco razões pelas quais igrejas e membros de igreja não compartilham o evangelho como parte do curso normal da vida. Outros artigos sugerem maneiras de remediar essa situação, mas por agora, nos atentemos a diagnosticar o problema.

1. As igrejas isolam os cristãos dos incrédulos

Em primeiro lugar, as igrejas isolam os cristãos dos incrédulos. Em outras palavras, muitos cristãos não conhecem nenhum incrédulo. Embora nossas vidas diárias nos coloquem em contato regular com muitas pessoas que não conhecem Jesus, é fácil passar pela vida sem ter relacionamentos próximos com qualquer uma delas.
As igrejas permitem esse isolamento de algumas maneiras. Muitas igrejas organizam uma série de programas nas noites dos dias de semana e, então, definem se um membro de igreja é bom em termos de presença em tais programas. Como resultado, os calendários de muitos cristãos são cheios de atividades na igreja e há pouco tempo para convidar vizinhos e colegas de trabalho até suas casas.
Além disso, algumas congregações cultivam hostilidade para com o mundo. Conforme nossa cultura se torna cada vez mais explicitamente hostil ao cristianismo e à moralidade bíblica, é fácil permitir que se estabeleça uma mentalidade de defesa. Quando isso acontece, o mundo lá fora se torna um bicho papão e a maneira pela qual o povo de Deus continua santo é mantendo a distância dele. Então os cristãos vivem vidas em trilhos paralelos aos do mundo, com suas próprias escolas, negócios, ligas esportivas e programas de escotismo, mas pouquíssimas chances de construir relacionamentos com incrédulos.

2. Nós acreditamos que o evangelismo é extraordinário

Uma segunda razão pela qual os cristãos não evangelizam é por acreditarem que se trata de algo extraordinário. Nós suspeitamos que o evangelismo é apenas para aqueles que possuem o dom do evangelismo, ou para pastores e outros cristãos profissionais. Então simplesmente não se sentem capazes de compartilhar o evangelho. De tempos em tempos as pessoas na minha congregação trazem amigos ou familiares até mim para que eu fale de Jesus para elas, e eu tenho que desafiá-las a tomarem coragem e fazerem elas mesmas! Afinal, em Atos 8.1-4 não são os apóstolos, mas cristãos “normais” que levam a mensagem a respeito de Jesus para fora de Jerusalém e para o resto do mundo.

3. As igrejas não falam sobre o custo de seguir Jesus

Em terceiro lugar, nossas igrejas não falam sobre o custo de seguir Jesus. Contudo, o evangelismo pode ser custoso. Realmente não há como contar às pessoas que você crê que Deus tomou carne humana, sendo nascido de uma virgem e então, após ter morrido em uma cruz, ressuscitou e subiu de volta aos céus, sem ao menos correr o risco de perder o favor delas. Mas tudo bem. O Apóstolo Paulo diz que Deus intencionalmente nos salva de uma maneira que parecerá louca aos “sábios” do nosso mundo (1Co 1.18-29). Nossa mensagem não será bem recebida por aqueles que estão perecendo, mas será como um cheiro fétido em suas narinas (2Co 2.14-16).
Se eu entendi Paulo corretamente, na verdade, é parte do plano de Deus que você sofra um pouco enquanto compartilha o evangelho. Se você não concorda, leia o livro de Atos e tome nota cada vez que uma pessoa compartilha o evangelho e algo ruim acontece com ela.
Mas muitas igrejas nunca confrontam seus membros com a realidade de que seguir Cristo lhes custará algo. Nós lhes ensinamos que Deus só está preocupado com eles e com a sensação de bem-estar deles. Então, quando chega a hora de pagar o preço e compartilhar o evangelho, muitos de nós simplesmente não estamos dispostos a perder as nossas reputações.

4. Nós buscamos resultados imediatos

Quarto lugar, nós buscamos resultados imediatos. É claro que é fácil ficar desencorajado quanto ao nosso evangelismo. Talvez tenhamos lido um livro ou ouvido um sermão e saído para compartilhar a nossa fé, apenas para ficarmos mais desencorajados quando nada acontece visivelmente. Penso que muitos cristãos simplesmente desistiram do evangelismo por terem feito um esforço e não terem visto nenhum resultado.
Mas simplesmente não estamos em uma posição de julgar o que Deus está fazendo em cada situação específica. Pode ser que no plano de Deus nós sejamos a primeira pessoa em uma longa fila de pessoas que evangelizarão alguém antes que ela venha a Cristo. Posso pensar em muitos exemplos de conversas e esforços evangelísticos que pareciam uma perda de tempo. Muito mais tarde, fui descobrir que aquela pessoa havia vindo a Cristo.
O evangelho é o poder de Deus para a salvação (Rm 1.16), e a palavra de Deus é viva e poderosa (Hb 4.12-13). Nós devemos cultivar confiança de que o Senhor, que dá o crescimento, completará a sua redenção. Ele salvará almas. Ele frequentemente não fará isso de acordo com a nossa programação, e ele pode não escolher as pessoas que nós escolheríamos. Mas ele nos usará se formos fiéis.

5. Nós não somos claros na mensagem

Uma razão final pela qual não evangelizamos é que não somos claros na mensagem. Quando alguém pede para se unir à nossa igreja, uma das coisas que eu peço é que a pessoa resuma brevemente a mensagem do evangelho (em aproximadamente 60 segundos). E eu sempre fico surpreso com a quantidade de cristãos que acham difícil fazer isso. Não é que eles não creem no evangelho — eles creem. Não é que eles sejam ignorantes — muitos deles conhecem as suas Bíblias muito bem. E embora eles possam ficar nervosos ou surpresos com a pergunta, ainda é uma tendência preocupante. Não há como compartilhar o evangelho se você não está preparado para compartilhar o evangelho.

domingo, 6 de julho de 2014

JESUS CRISTO "DEUS CONOSCO"


Por Joelson Gomes
 





            A Bíblia é uma testemunha indubitável de que só se deve adorar a Deus (Mt 4.10). Pois, bem, e se encontrássemos outra pessoa sendo adorada e ainda sendo incentivada a sua adoração, o que deveríamos concluir? Ou essa pessoa seria o mesmo Deus e não outro, ou seria um Deus falso, ou teríamos no mínimo dois deuses.



            Quando lemos sobre Jesus na Bíblia Ele é apresentado como o Filho de Deus, a própria encarnação do Deus eterno que veio a terra para morrer no lugar do pecador arrependido (Mc 10. 45; Jo 1. 1-3, 14, 18; 3.16-18; 5.18;  . Mas a Bíblia mostra mais a respeito de Cristo, Ele não é só o homem bom, ou o substituto do pecador, mas Ele é o próprio Deus. Veja com atenção.

  • Mt 21.15-16. Neste texto Jesus recebe adoração de um grupo de crianças. E ainda, para confirmar que o que se estava fazendo ali era adoração mesmo Ele cita o Salmo 8.2, onde no hebraico aparece a palavra ’oz, que significa: esplendor, majestade, glória, louvor.[1] Assim Jesus está confirmando que as crianças estavam adorando, dando glória e louvor a Ele.
  • Mc 2. 1-12. Nesta passagem Jesus perdoa os pecados de um homem. Todos sabem que só pode perdoar uma ofensa, aquele que foi ofendido, ninguém pode perdoar a ofensa feita a outro. Quem peca, peca contra Deus (YHWH) (Sl 51. 4), mas aqui Jesus perdoa os pecados. Mas, como Jesus perdoa pecados se quando se peca, peca-se contra Deus (YHWH)? A não ser que sejam UM.


  • Jo 5. 23. Jesus afirma explicitamente que a mesma honra, reverência que é dada ao Pai, deve ser dada a Ele também. Assim Ele se iguala ao Pai se fazendo um Deus com Ele.


  • Jo 16. 14. Cristo aqui diz que a missão do Espírito Santo na terra é levar as pessoas a glorificá-Lo. Em grego é usada a palavra doxa, que significa: glória, honra, aplausos [2] (ver Jo 4.24; Rm 1.9; Fp 3.3, onde a mesma palavra significa adoração). Assim, o Espírito santo leva as pessoas a adorarem a Cristo.

  • Jo 20.28. Tomé, explicitamente adora a Jesus chamando-o de “Deus meu”. Mais claro impossível. E o interessante é que Jesus não recrimina Tomé, como se ele estivesse errado, mas aceita as suas palavras de adoração.


  • Fp 2. 5-11. Nesta passagem a Bíblia explica o processo da encarnação de Jesus, Sua condição como ser humano na terra enquanto cumpria a obra da redenção, e Sua exaltação após a morte e ressurreição para ser adorado por todos (verso 11).


  • Hb 1. 1-14. Este texto é muito claro em afirmar a adoração de Jesus e todas as criaturas são conclamadas a adorar a Ele.


  • 2Pe 3. 18.  Observe que a Bíblia diz que a glória pertence a Deus (Is 42. 8; 48. 11; Rm 11. 36; Jd 25), mas aqui Pedro diz que Jesus é quem deve ser glorificado até a eternidade. É claro que ele compara Jesus a Deus (ver Jo 5.23).


  • Ap 5. 11-14; 22. 8-9. Não têm no NT passagens mais claras que estas que mostram o cordeiro que é Cristo (Jo 1. 29; 1Pe 1.18-20) sendo claramente adorado por todos, e em todos os lugares.



É isso. Jesus Cristo é apresentado na Bíblia como sendo um com o Pai e o Espírito Santo. Os cristãos primitivos sabiam disso, a adoração a Cristo não é uma novidade vinda com o passar do tempo. F. F. Bruce diz que já em 112 d.C., Plínio Segundo, governador da Bitínia, escreveu ao imperador Trajano falando sobre os cristãos, e afirmava que eles tinham o costume de se reunir e cantar hinos à Cristo como a um Deus.[3]



Não podemos esquecer que tudo isso como diz Paulo é um tremendo mistério (1Tm 6.16), todos que tentaram explicar racionalmente a Triunidade de Deus cometeram erros. Deixemos, pois como está, nos conformando com o que a Palavra de Deus revela, e ela revela que Deus é: Pai, Filho e Espírito Santo.

Notas






[1] TREGELLES’ Samuel Prideaux. Hebrew and English Lexicon,  p. 616.


[2] Para o significado desta palavra vd. RUSCONI, Carlo. Dicionário do Grego Testamento, p.136.

[3] Merece Confiança o Novo Testamento? 2ª ed. (São Paulo: Vida Nova, 1999), p. 154.

sábado, 21 de junho de 2014

BRASIL, CADÊ A VERGONHA?



Foto do manuscrito original

Por Hellen Taynan 


Oh, Pátria Amada Idolatrada, salve, salve o seu pudor!

Esse povo sofrido já passou de heróico à tolerante das injustiças nacionais.

Se o brilho desse sol já não é de liberdade; se o penhor dessa igualdade já não está mais ostentado, como pode-se falar em vergonha e dignidade?

O nosso braço, cansado de trabalhar, não é tão forte como um dia já foi.

A liberdade não é encontrada em teu seio, oh Pátria Amada!

Hoje, sem dúvidas, viver no Brasil é bravatear a própria morte.

Oh, Pátria Amada Idolatrada, salve, salve sua utopia!

Além de um sonho intenso, buscamos um raio vívido e de amor e de esperança, a terra só carece.

Se fores buscar no teu céu o ar para viver, verás nem risonha nem límpida, uma nuvem negra. A imagem do real, que não resplandece, só causa transtornos e desespero ao povo brasileiro que não suporta tanta dor, mas se acostuma.

Gigante já não és pela tua natureza.

E o que é ser belo, forte e impávido colosso?

Será reconstruir a riqueza que é dos outros ou afundar nossa cultura no poço?

Dentre outras mil, és mais uma Brasil, Pátria cansada!

 Dos filhos deste solo desejavas ser mãe gentil, mas a ganância e o egoísmo, não lhe permitiu.

Oh, Pátria Amada, Idolatrada, salve, salve a liberdade!

E, levante o Brasil deste berço, não esplêndido, mas lânguido.

Desperte-o para o som do mar e a escuridão desse céu raso.

Fulguras ó Brasil, submisso da América, iluminado pelo sol dos países do primeiro mundo.

Do que a terra mais garrida, tem teu povo mendigando um prato de comida.

Os teus campos necessitam mais flores, nos teus bosques espessas estão as vidas e nossa vida, necessita mais amores.

Oh, Pátria Amada Idolatrada, salve, salve sua justiça!

Não se resuma a um símbolo que ostenta estrelas pobres.

E diga para não abusar do verde-louro desta flâmula.

Não siga o padrão de: dependência no futuro e guerras no passado!

Mas se usas para justiça armas fortes, verás que os filhos teus não suportam a luta e temem quem com eles fala forte: é tudo ou nada!

Dentre outras mil, és mais uma Brasil, Pátria cansada!

Dos filhos deste solo, desejavas ser mãe gentil, mas a desordem e a injustiça, jamais lhes permitiu.



__________________________________


NOTAS:


1 -ESSE TEXTO FOI CRIADO E ESCRITO POR MIM, HELLEN TAYNAN, EM 13-11-2000 ÀS 23H05MIN COMO REQUISITO PARA OBTENÇÃO DE NOTA PARCIAL NA DISCIPLINA DE REDAÇÃO. FOI ENTREGUE À PROFESSORA MARIA HELENA, DO COLÉGIO SAGRADO CORAÇÃO DE CARUARU. NA OCASIÃO, EU CURSAVA 2º ANO DO ENSINO MÉDIO E EU TINHA 16 ANOS E 1 DIA.

2 - ESSE MESMO TEXTO FOI PLAGIADO E PUBLICADO EM UM LIVRO, SEM A CITAÇÃO DA AUTORIA E SEM AUTORIZAÇÃO DESTA PUBLICAÇÃO. O PLAGIADOR DESCONHECE A MAIORIA DOS SIGNIFICADOS DE MUITAS DAS PALAVRAS UTILIZADAS.

3 - O MANUSCRITO ORIGINAL DO TEXTO, ESTÁ SOB O MEU DOMÍNIO E EXIBO AQUI ALGUMAS IMAGENS PARA ATESTAR.

4 - COMETER PLÁGIO É CRIME. NÃO COMPENSA PROCESSAR O PLAGIADOR, NO CASO ESPECÍFICO, POIS QUEM EXAMINAR A OBRA DELE, VERÁ QUE MUITO SE DISTANCIA DA LINGUAGEM UTILIZADA POR MIM.

5 - ALGUMAS PALAVRAS TAMBÉM EU ADAPTEI MAIS TARDE, COMO PODE SER ATESTADO NO VÍDEO QUE GRAVEI HÁ DOIS ANOS: http://youtu.be/K0F9cS2c6Aw

6- O QUE PRETENDO FAZER É DIVULGAR ESSE TEXTO AO MAIOR NÚMERO DE PESS OAS POSSÍVEL! ESTOU PRONTA PARA RECEBER CRÍTICAS COM A MESMA PROPRIEDADE COM A QUAL REDIGI AS PALAVRAS DO MEU TEXTO.



quarta-feira, 11 de junho de 2014

O QUE É A EXPIAÇÃO?



Por Joelson Gomes

INTRODUÇÃO:

O ser moral de Deus exige pagamento pelos erros cometidos contra sua santidade, é assim porque a justiça dEle não pode ser ultrajada e não ser satisfeita. As Escrituras são unânimes em afirmar que todos os seres humanos pecaram, erraram o alvo proposto pelo Senhor, e assim são injustos perante Ele (Rm. 3.23). Como subsistir diante de um Deus santo sendo um o homem um miserável pecador? A expiação é a resposta providenciada por Ele mesmo para esta pergunta. Por causa de seu grande amor com que nos amou, Deus resolveu enviar Seu único Filho para receber o castigo e morrer por nossos pecados. Quer aprender mais sobre isso? Então se prepare, está apenas começando.

I-                   Expiação; teorias.

Antes de se explicar o que é a expiação vamos conhecer algumas teorias propostas com respeito ao assunto, mas que são defeituosas.

a)      Teoria da influência moral. Esta visão sustenta que o importante foram os efeitos que a obra da cruz exerceu sobre os homens. A visão de Cristo morrendo nos comove ao arrependimento e a fé. A expiação se for encarada dessa maneira não tem efeito algum fora do ser humano, é real apenas na experiência da pessoa. Não podemos aceitar este tipo de conceito porque, mesmo que o impacto da cruz seja muito forte, ali Cristo realizou algo mais do que apenas um espetáculo para ter influencia moral. Ele morreu de fato por nossos pecados e não apenas como exemplo (Gl. 3.13).

b)      Teoria do resgate. Esta visão afirma que o resgate pago para nos redimir foi direcionado ao Diabo em cujo reino se encontravam as pessoas devido ao pecado.  Não podemos aceitá-la porque a Bíblia não coloca em nenhum lugar que os pecadores são devedores ao Diabo. Mas, afirmam que quando se peca o pecado é contra Deus (Sl. 51. 4), e é Ele quem exige o castigo pelos mesmos. Assim, a expiação oferecida por Cristo foi direcionada a Deus e a ninguém mais (Rm. 3. 21-26).
c) Teoria do exemplo. Esta visão, semelhante a teoria da influencia moral, diz que a morte de Cristo simplesmente nos propõe um exemplo de como devemos confiar em Deus e obedecer-lhe, mesmo que esta confiança e obediência nos levem a uma morte horrível, como levou Cristo. Não podemos aceitar isso porque não explica muitas passagens da Escritura que mostram a morte de Jesus um pagamento pelos pecados (1Co. 6.20; 7.23; 1Pd. 1.18-20). Além domais, esta teoria parece querer mostrar que o homem pode salvar a si mesmo apenas seguindo o exemplo de Cristo.
d)      Teoria governamental. Esta visão ensina que Deus não tinha que exigir um castigo pelo pecado, uma vez que Ele é onipotente poderia deixar de lado essa exigência e mesmo assim perdoar os pecadores sem o pagamento de uma pena.  O sacrifício de Cristo foi apenas para mostrar que Ele como legislador do universo, quando suas leis são infringidas alguma pena é exigida. Não podemos aceitar tal pensamento porque nele Cristo não paga exatamente a pena pelos pecados concretos de alguém, mas apenas sofre para mostrar que quando as leis de Deus são quebradas alguma pena acontece. É uma visão falha porque Jesus fez um sacrifício especifico pelos nossos pecados, e Deus sendo justo não poderia perdoar pecadores em exigir um castigo para os mesmo (Rm. 3. 21-26).

II-                Expiação; seu significado.

Para uma explicação mais clara do que seja expiação se faz necessário conhecer algumas palavras que a Bíblia usa para se referir a mesma.
a)      O Antigo Testamento.

1-      כָפַר (kapar). A forma nominal desta palavra significa “resgatar oferecendo um substituto”, remover o pecado ou a poluição (Gn. 32. 2-21, aqui Jacó aplacou a ira de Esaú, veja também outros usos desta palavra em Êx. 21.30; 29. 33-37; Lv. 9.7).
2-      פָדָה (pãdã). Esta palavra significa: resgatar, redimir, libertar, e está ligada a noção de comprar. Ela descreve o resgate do povo hebreu da escravidão (Dt. 7.8), e é usada no contexto em que Jônatas é resgatado das mãos de Saul (1Sm. 14.45).
3-      גַאַל (ga’al). Esta palavra significa: redimir, resgatar, comprar de volta. A palavra descreve a redenção feita por um parente chegado, como no caso de Rute que foi redimida por Boaz. O Ga’al é o que redime o membro da família de uma dificuldade ou perigo. Assim, Deus age como resgatador de seu povo (Jó 19.25; Sl. 19.14), é o redentor (Sl. 72.4; 103.4).
b)  O Novo Testamento. O pano de fundo para a descrição dos sofrimentos e morte de Cristo é encontrado no ensino sobre a expiação no Antigo Testamento. Os sacrifícios da Antiga Aliança eram sombras imperfeitas que receberam seu cumprimento no sacrifício único e perfeito do Filho de Deus. Existe uma palavra que devemos prestar atenção no Novo Testamento, pois ela nos ajudará a ter o significado preciso da expiação.
1-      Λντιλυτρον (antilutron). Esta palavra é a junção de duas expressões gregas que aparecem aqui: “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate (lutron) por (anti) muitos” (Mc. 10.45). Como você deve ter notado antilutron é a junção de anti (por) e lutron (resgate). É assim que ela aparece em 1Tm. 2. 6, e seu sentido é que:

“Jesus Cristo, pela sua vida e morte, libertou o homem de uma obrigação, de um compromisso e de uma divida que, de outra forma, teria sido forçado a pagar, livrando-o da prisão e da escravidão, mediante o pagamento do preço de compra da liberdade que ele mesmo (o homem) nunca poderia ter pago” (William Barclay). 

Este é o sentido de expiação. Porque teve que ser Cristo? Para resolver o problema do pecado, os sacrifícios expiatórios do Antigo Testamento eram insuficientes e imperfeitos (Hb. 9), por isso a morte de Jesus se tornou necessária. Ele foi o substituto adequando (Hb. 9. 11-10.18).
A solução do problema está em que o pecador passa a ser declarado justo, desde que a penalidade dos pecados seja paga por um substituto adequado. Desta forma, a expiação é uma manifestação da justiça de Deus (Rm.3.21). Todos pecaram (Rm. 3.23) e devem pagar o preço do pecado, que é a morte (Rm. 6.23), pois “sem derramamento de sangue, não há remissão dos pecados ( Hb. 9. 22). Assim Deus fez de seu único Filho, Jesus, um sacrifício propiciatório...e assim, por meio deste sacrifício, sua justiça foi satisfeita (Rm. 3.25) (Franklin Ferreira e Allan Myatt).

Aqui está em palavras claras o que é a expiação de Cristo. Ele morreu como resgate pelos pecados (2Co. 5.18-21).

III-             Expiação; geral ou especifica?

A pergunta que se faz é a seguinte: Cristo morreu pelo mundo todo (geral) ou sua morte foi especifica pelos salvos? Existem duas respostas para esta questão.

a)      Expiação geral. Esta é a visão dos chamados arminianos e da maioria das igrejas modernas, sustenta que Cristo ao morrer ofereceu um sacrifício pela humanidade toda. Aqueles que estão perdidos estão assim porque não aceitam a salvação oferecida por Ele. A morte de Cristo não teria garantido especificamente a salvação das pessoas, mas aberto uma porta para quem quisesse entrar e ser salvo. A porta está aí, se você quiser serve para você, senão quiser não serve. Ou seja, se nenhuma pessoa no mundo aceitasse a Cristo, Sua morte teria sido em vão.  Para eles as Escrituras ensinam que Cristo morreu por “todos”, pelo “mundo” (Is. 53. 6; Jo. 3.16; 1Tm. 2.1-6; Hb. 2.4; 1Jo. 2.1-2), e o evangelho é oferecido a todos,  e não para um grupo especifico.  Como poderia ser assim se Ele realmente não tivesse morrido por todos?
·  Antes de aceitar esta posição devemos perguntar: Cristo ao morrer apenas possibilitou a salvação? Leia Mt. 1.21; Lc. 19.10; 1Tm. 1.15, estas passagens mostram que a morte de Cristo não apenas abriu a porta da salvação, não só tornou possível, mas assegurou-a de fato.

b)                 Expiação especifica. Esta posição é a dos reformados e pode ser explicada de duas formas: logicamente e biblicamente.
1- Logicamente- Se Deus conhece todas as coisas, não seria lógico Ele mandar Cristo morrer por pessoas que Ele sabia que não seriam salvas. Isto porque quando a Bíblia fala da obra de Cristo, mostra que esta obra foi plena e eficaz. A Bíblia diz que Ele se ofereceu como substituto (Rm. 5.8;1Co. 15.3; Gl. 3.13), a quem Ele substituiu? Se respondermos “todos”, então todos estão salvos, livres do castigo dos pecados, pois Cristo já pagou e não pode ser cobrado de novo. Mas como nem todos estão salvos, temos que admitir que a Sua morte não foi por “todos”. Assim, explica-se: a morte de Cristo é suficiente para salvar a humanidade toda, mas ela é eficaz, objetiva apenas para os eleitos.
2-      Biblicamente. Existem muitas passagens bíblicas que afirmam que Cristo morreu apenas pelo “seu povo”, “pela igreja”, “pelas ovelhas”, “por muitos”. Não por toda a raça humana.

Consideremos Is. 53. 8-12 e o propósito da morte do Messias.

·         por causa da transgressão do meu povo foi ferido” (8);
·         ele verá o fruto do trabalho penoso de sua alma, e ficará satisfeito” (11);

Note que o Messias ficaria satisfeito com seu trabalho, isso só pode acontecer se a obra que Ele veio desempenhar for cabalmente concluída, se não for, não há satisfação.

·         por isso eu lhe darei muitos como a sua parte” (12);
·         levou sobre si os pecados de muitos” (12);

Considere também Mt. 1.21:
·         Ele salvará seu povo dos pecados deles”. Quem são estes chamados povo do Messias? O próprio Messias responde em Jo. 10.11, 14-15, 26. Jesus morreu pelas suas ovelhas. Se você comparar Hb. 9.28 com Ef. 5.25, verá que os “muitos” são a “Igreja”, “as ovelhas”.
·         Na mente de Cristo estava bem claro por quem Ele daria a vida (Jo. 17. 6,9), não teria cabimento Jesus morrer por todo mundo e pedir apenas pelos escolhidos.

Diante do que vimos só poderemos chegar a duas conclusões:
1-      Ou a morte de Cristo teve como objetivo apenas os eleitos de Deus, ou
2-      Cristo não alcançou seu objetivo, veio morrer para salvar um monte de gente que não vai ser salva, seu sucesso foi apenas parcial. E assim, os planos de Deus em dar a vida de Seu Filho para todos serem salvos foram frustrados, pois sabemos que nem todos se salvarão.

 Mas, glória a Deus que não foi assim. O propósito da expiação era a Sua Igreja, os eleitos, e ele foi concretizado. A obra de Cristo foi objetiva e concreta, Cristo com sua morte assegura a salvação de todos por quem morreu, comprando-os, resgatando-os (Cl. 1.21-22; Hb. 9. 12; 1Pd. 1.18-20; Ap. 5.9-10).

CONCLUSÃO

A morte de Cristo não apenas possibilitou a salvação, mas de fato salvou, comprou pecadores mortos para lhes dar a vida eterna. Nesse ato vemos o grande amor de Deus que é Aquele que exige a expiação e Ele mesmo é quem a provê para seus escolhidos. A cruz não retrata um Deus cruel matando seu Filho, mas retrata um Deus amoroso que estava em Seu Filho sofrendo pelos nossos pecados (At. 20.28; 2Co. 5. 18-20). Sim, Deus estava lá, porque Ele ama, e ama muito.

Na expiação temos confiança de que todos nossos pecados são deveras perdoados; temos certeza de que somos salvos porque não devemos nada mais a justiça de Deus; podemos pregar que todos os pecados, não importando quais sejam, podem ser perdoados através da expiação de Cristo. Somos confortados porque não precisamos ter medo da ira de Deus, pois pela morte de Cristo temos livre acesso a Ele (Hb. 10. 19-22).
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