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quarta-feira, 29 de julho de 2015

PROGRAMAS RETRATOS DE FÉ FAZ DOCUMENTÁRIO SOBRE OS CONGREGACIONAIS NO BRASIL

A TV Brasil no seu programa Retratos de Fé fez um pequeno documentário sobre os Congregacionais no Brasil. Apesar de ter incoerências históricas como a informação de que os Congregacionais começaram no sec. XVII (foi no sec. XVI modernamente, mas as origens estão no Novo Testamento, pois era assim que as igrejas na época se dirigiam), de que os primeiros Congregacionais do Brasil eram de origem presbiteriana (na verdade o Dr. Kalley era da Igreja da Escócia e sua esposa da Igreja Congregacional em Torquay, Inglaterra), e de que o grupo mais antigo chega ao Brasil por volta de 1920 (na verdade foi 1855, e a primeira denominaçao com as igrejas Congregacionais organizadas foi formada em 1913), vale a pena assistir. Um defeito grande é terem nominado a Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil, a União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil, e terem deixado de fora a Igreja Evangélica Congregacional do Brasil, outro grande grupo Congregacional em nosso país.

O QUE É CONFESSIONALIDADE

Imagem da Confissão de Fé Congregacional
Por Inez Augusto Borges

 

 

Introdução

 

 

O que é confissão? O que é ser confessional? O que é confessionalidade? As duas primeiras palavras são encontradas em nossos dicionários de língua portuguesa e também em dicionários bíblicos. Entretanto, confessionalidade é um neologismo, ou seja, uma palavra recente para a qual não existe ainda uma definição gramatical rigorosa e não é encontrada nos dicionários. A palavra confessionalidade tem sido frequentemente utilizada no contexto acadêmico e aparece quase sempre associada a um adjetivo como, por exemplo, “confessionalidade presbiteriana”, “confessionalidade luterana”, etc.
Sendo assim, porque gastar tempo refletindo sobre este tema? Qual a relevância da compreensão sobre o significado dele? Será que a confessionalidade é algo realmente digno de ocupar o precioso tempo de estudo semanal em uma escola dominical? Ao final da lição, você poderá responder, por si mesmo, essas questões. Vamos ao estudo.

I. Definição de termos

 

a. Confessionalidade e seu contrário. Para entender o termo confessionalidade, será necessário entender o seu oposto – a laicidade, laicismo ou laico. Essas palavras, que também não são comuns em nosso vocabulário cotidiano, tem o sentido de autonomia em relação às confissões religiosas. O movimento pelo laicismo surgiu no século 16, no período do renascimento cultural. Tratava-se de uma busca pela ausência do controle religioso da política, das artes, das ciências e da educação. A ideia fundamental era que os cientistas, educadores, artistas e políticos deveriam trabalhar sem favorecimento ou perseguição decorrentes de ideias religiosas. A religião deveria ser reservada para ao espaço da vida privada e não poderia interferir nos negócios públicos. A existência dos Estados laicos, nos quais existe a liberdade de expressão da diversidade religiosa é uma conquista do movimento laico. O oposto do Estado laico é o Estado confessional, ou seja, o Estado ou país que impõem uma crença religiosa aos cidadãos. Grande parte dos países muçulmanos são exemplos dessa confessionalidade nacional.
A laicidade é entendida como secularismo. No âmbito político, a palavra adquire sentido de neutralidade, ou de conferir tratamento igualitário a todas as religiões e também ao ateísmo. O movimento laico prima pelo não envolvimento do religioso nos assuntos de governo, da mesma maneira que requer o não envolvimento do governo nos assuntos religiosos.
Embora o movimento laico seja importante para evitar favoritismos ou perseguições por razões religiosas, o próprio movimento descambou em um radicalismo confessional, pois acabou por negar a validade da religião e inclusive, tornou-se perseguidor e destruidor dos valores religiosos ou confessionais. Em nome da laicidade, passou-se a construir uma nova cosmovisão fundamentada na ideia de autonomia do ser humano. Francis Schaeffer afirma que muitos dos grandes problemas sociais do século 20 estão ligados à destruição da família, à violência nas escolas públicas, à pornografia, permissividade e outros problemas morais resultantes da ausência de valores absolutos e o apego a esta visão de mundo, segundo a qual “a realidade final é matéria ou energia impessoal posta na forma presente pelo acaso impessoal” (A Igreja no século 21, pág. 166, Cultura Cristã).
O que Schaeffer denuncia é a transformação do laico em confessional. Segundo ele, a tentativa de libertar as diversas esferas públicas do poder religioso criou uma nova religião – a religião humanista – e esta se tornou tão ou mais opressora do que as formas anteriores de opressão religiosa. De acordo com Schaeffer, não há possibilidade de existência da atitude laica, pois ou se estará confessando que a fé religiosa é parte da vida, das decisões e das atitudes diante de todas as situações da vida, ou se estará confessando que a vida é uma série de fragmentações, uma colcha de retalhos, na qual a religião ocupa apenas uma posição periférica.

b. Confissão. A palavra confissão está relacionada, no grego, a um grupo de palavras (homologia) utilizadas com finalidade jurídica e comercial. Entre seus significados, destacam-se: concordar, reconhecer, admitir, declarar e prometer. O termo era primeiramente utilizado em um contexto de julgamento, no qual um homem concorda com a declaração de outro, concede ao outro o reconhecimento de que esse outro está correto, está falando a verdade e tem, portanto, o direito de atribuir a punição merecida. Confessar significava concordar que a penalidade seria justamente atribuída e se comprometer a cumpri-la. Confessar implicava assumir consequências.
Ao reconhecer uma dívida e prometer que o pagamento será feito, a palavra possuía um sentido jurídico e comercial. Admitir que é devedor não teria sentido se não houvesse disposição de assumir as consequências desse reconhecimento e efetuar o devido pagamento.
O emprego religioso da palavra confissão é posterior à sua utilização no contexto dos tribunais. Neste caso, o homem, por meio de juramento, entra em um relacionamento de aliança com a divindade. Assim, o termo confissão é transferido de uma confissão solene de mau procedimento diante de um tribunal, para a confissão de pecado diante da divindade. Na Septuaginta, tradução grega do Antigo Testamento, o conceito de confissão é utilizado cerca de 120 vezes, geralmente como tradução de palavras hebraicas que significam louvar e confessar. Às vezes se emprega com termos que devem ser entendidos conjuntamente, ou seja: dar louvor, reconhecer com louvor, confessar com louvor, adorar com cânticos (2Sm 22.50; Sl 7.17, Sl 18.49-50),   cantar louvores, agradecer e celebrar (1Cr 16.4; 29.13; 31.2; Sl 106.47).

c. Confissão e confessionalidade. Podemos agora relacionar a palavra confessionalidade com o que foi dito sobre confissão. Confessionalidade é um conjunto de crenças, princípios, símbolos e práticas que se explicitam na vida de uma pessoa ou instituição. É a atitude de assumir e confessar como valioso um conjunto de valores, princípios de conduta e também respostas para os questionamentos da vida. Consideremos que “confissão” seja a aceitação de algo como verdadeiro e valoroso, bem como a proclamação ou declaração de que esse “algo” é significativo e digno de ser aplicado à nossa experiência de vida. Sendo assim, a confessionalidade terá então o sentido de um estilo de vida, fundamentado nos valores escolhidos para direcionar a prática pessoal, familiar, profissional, social e espiritual.
A confessionalidade se aplica à vida do indivíduo da mesma forma como pode ser aplicada à uma instituição educacional, religiosa, filantrópica, esportiva, etc.


II. Ser humano é ser confessional

 

Assumimos, neste contexto, que a palavra confessionalidade é um substantivo abstrato, assim como bondade, beleza, vaidade, vivacidade, etc. Substantivo abstrato é aquele que nomeia algo que depende de outro algo para se manifestar ou existir. Por exemplo, ninguém pode ver a beleza como tal, pois somente podemos contemplá-la em algo que é belo. Por isso, beleza é um substantivo abstrato. Do mesmo modo, a confessionalidade não pode ser vista de forma desvinculada de um ser confessional.
Podemos fazer uma aproximação ao termo, enfatizando que confessionalidade designa a tendência do ser humano em sua busca de sentido e de explicação para sua própria existência, assim como para a existência do universo e a origem e sentido da vida. O ser humano é um ser confessional. Isto significa que todo ser humano confessa (acredita e afirma) algo sobre si mesmo e sobre o universo.
A confessionalidade é, portanto, a impossibilidade da neutralidade. O ser humano não consegue deixar de formular questões ou aceitar, impassivelmente, respostas que são impostas a ele. A confessionalidade está ligada à própria racionalidade humana. Por se tratar de um ser racional, que precisa justificar sua própria existência, é possível admitir que todo ser humano possui um conjunto de crenças que constituem sua confessionalidade. A confessionalidade está ligada à identidade. Aquilo que confesso como sendo verdadeiro para mim, define quem eu sou, com quem me relaciono e com quem eu rompo.

III. Toda confessionalidade tem consequências

 

Francis Schaeffer afirma que os humanistas compreenderam muito bem a impossibilidade da neutralidade. Eles reconheceram, antes que os cristãos modernos, que a forma como interpretamos a realidade produz resultados na realidade. Não é possível viver como se Deus existisse e se importasse com tudo o que você faz e, ao mesmo tempo, viver como se ele se importasse apenas com a parte religiosa da sua vida. A visão laica da realidade se transformou em uma confissão radical sobre a não existência de Deus, sobre a centralidade e supremacia da razão humana. Dessa forma, segundo Schaeffer, o homem se perdeu. A confessionalidade materialista não dá conta de explicar o ser humano, pois o reduz a muito menos do que ele é. Ao afirmar que a realidade final é apenas “matéria-e-energia-ao-acaso” esta confissão materialista não encontra a mínima sustentação necessária para desenvolver um conceito de dignidade humana, de sociedade justa, de legalidade ou justiça. Tudo se relativiza. Em lugar de reconhecer a dignidade do ser humano, essa visão de mundo o vê apenas como um animal intrinsecamente competitivo sem nenhum princípio ou motivação que vá além da seleção natural.
Em termos educacionais, por exemplo, a laicidade, ou não confessionalidade, tem sido o clamor dos países que se reconhecem como cristãos. Embora a liberdade de expressão religiosa seja a indispensável base da liberdade e justiça social, na maioria dos países cristãos europeus e nos Estados Unidos da América, a autonomia da educação em relação à religião resultou em proibição do ensino religioso nas escolas e, por fim, a expulsão de Deus dos textos e das práticas escolares.
O ensino a respeito da evolução leva crianças, adolescentes e jovens a considerarem a si mesmos e aos demais seres humanos como destituídos de qualquer dignidade intrínseca à condição humana. Afinal, que dignidade pode haver em seres que são vistos apenas como semelhantes a brutos irracionais?

IV. A confessionalidade cristocêntrica

 

A confissão cristã deve ter Cristo como centro, como Senhor e Salvador. Colossenses 1.13-20 é uma maravilhosa confissão de fé no Cristo vivo, que estava com o Pai no princípio da Criação, que sustenta todas as coisas, e que se deu por todos nós, na cruz do calvário. O reconhecimento dessas verdades espirituais não pode ser algo apenas intelectual. É obra do Espírito Santo de Deus. É ele quem nos convence do pecado, da justiça e do juízo. E é também ele quem nos faz lembrar de tudo o que o Senhor Jesus nos ensinou por meio de sua Palavra registrada nos Evangelhos e também por meio de seus atos de amor e santidade. Confessar que Jesus Cristo é tudo o que o texto de Colossenses nos ensina que ele é, exige mudança de vida, exige transformação da mente, dos sentimentos e do comportamento em relação a Deus, ao próximo e em relação a nós mesmos e aos nossos dons e responsabilidade perante Deus e os homens. A confessionalidade cristã exige prática cristã, ou seja, exige prática que imite a Cristo.
Os cristãos primitivos tinham o adequado conhecimento do que era a confissão cristã. Confessar que Jesus Cristo é Senhor implicava negar que César é senhor. Implicava disposição para enfrentar os riscos da confissão. Implicava também aceitar as responsabilidades decorrentes dessa confissão. Os cristãos entenderam que deveriam ser servos uns dos outros, que não deveriam temer a morte, pois haviam recebido a promessa da vida eterna em Cristo Jesus. Paulo confessou que preferia a morte, para estar com Cristo. Os resultados da vida prática confirmando a fé é um bom exemplo do que era entendido como confissão. Eles diziam que Jesus Cristo é Senhor. Então, viviam como servos desse Senhor e não como donos de sua própria vida, de seu próprio tempo, de seu próprio dinheiro. Eles sabiam que prestariam contas a este Senhor. Eles confessavam ser uma família, assumiam que eram irmãos em Cristo. Então, viviam em comunidades, repartindo entre si o pão, o abrigo, o ensino, o sofrimento e as alegrias. Eles se regozijavam na comunhão e no partir do pão. Eles oravam juntos. Eles serviam juntos.

Conclusão

 

A confessionalidade cristã, conforme expressa na Bíblia, exige assumir publicamente a crença de que Deus é criador do universo, que o ser humano foi criado por Deus para o louvor da sua glória, mas que pecou e é réu de morte, digno do inferno, tendo necessidade de redenção que somente pode ser propiciada pela graça e misericórdia reveladas no sacrifício de Jesus Cristo em nosso lugar.
Este conjunto de crenças é, na verdade, uma só. Dela deve derivar uma postura diante da vida, que tem consequências não apenas para a salvação eterna, mas para a vida diária, para os relacionamentos, para a escolha profissional e conjugal, etc. Se cremos que nossa vida foi planejada por Deus para resultar em glória ao seu próprio nome, não podemos vivê-la como se fossemos donos de nós mesmos ou como se fôssemos animais racionais em competição com outros, sem um propósito mais elevado para nossa existência.

Aplicação

 

Que tal reavaliar sua confessionalidade e sua prática diária? Como você pode se descrever como alguém que é confessional? Que Deus o dirija em um novo posicionamento em todos os contextos nos quais ele mesmo tem colocado você, para que você seja sal da Terra e luz do mundo. Amém.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

THALLES ROBERTO A "QUEDA" DE QUEM NUNCA SUBIU

Tomou conta da rede nessa semana a polêmica das declarações de Thalles Roberto. O projeto de cantor disse em alguns lugares que hoje ele é o melhor da música gospel e o resto é medíocre, e tudo isso ao som de "glória a deus"  (é deus com minúscula mesmo porque aquele negó$io não tem nada a ver com o Deus do céu) de uma juventude surtada. Anunciou também que vai começar a gravar fora do meio, porque ser o melhor entre os ruins é fácil, mas "deus" disse a ele que ele deve ser o melhor entre os bons, quer dizer, fora do meio gospel. O vídeo VOCÊ ASSISTE AQUI porque do youtube ele mandou tirar. As declarações depois de ele estar com muita amizade com o funkeiro Naldo (aquele do "em cima, em cima, em cima") parecem muito normais. Naldo deve ter mostrado ao Thalles o caminho das pedras. Pois bem, aqui vai o que penso.

Thalles e Naldo parceria que promete... não sei o que, mas sei que não é bom
1- O fato de Thalles sair do meio gospel para mim é ótimo. Isso vai nos livrar de música ruim e muita heresia que caso contrário continuaria a vir de suas modas e "ministrações". Infelizmente temos uma juventude que não conhece a Bíblia, e quem tem feito a cabeça desse pessoal é a turma do gospel, principalmente quem faz sucesso. Sou pastor e sei que as nossas pregações e estudos surtem pouco efeito, porque nas pregações poucos prestam atenção, e nos estudos (quando a igreja ainda tem cultos de estudo bíblico e Escolas Dominicais) ninguém vai. Mas, em contrapartida todos tem um celular cheio de música desses "gritadores" da moda que escutam o dia inteiro. E ainda com o apoio de muitos "pastores" que não estão nem aí contanto que tenha gente na casa para pagar o seu salário. 
Porém, ao mesmo tempo em que não conhece a Bíblia o jovem crente também é extremamente supersticioso, ele  só escuta quem diz que é crente. De crente qualquer lixo serve, mas se o cara não for do metiê ninguém ouve. Assim, Thalles no "mundo" é menos "liberação de unções", "palavras proféticas", poluição e má influência no meio dos jovens das igrejas.

2- Que a música gospel realmente é um poço de mediocridade o Thalles está certíssimo. Ora, não é preciso entender de música para saber que Damares, Trazendo a Arca (ou Levando a Arca, não sei o nome daquilo), Diante do Trono, Marcela Thaís, o próprio Thalles, Fernanda Brum, Anderson Freire, Cleber Lucas, e quem mais faça sucesso por aí (perdoem a minha ignorância de nomes, não escuto esse negó$io) são muito ruins mesmo. Não tem letra, profundidade, construção melódica, poesia. Os nossos músicos de igreja espancam os instrumentos e em certos lugares o famoso "período de louvor' é uma tortura porque as referencias que escutam são esse tipo de coisa. Peça para um músico de igreja tocar um "nayabing", ou um Sambarock, e espere.... sentado. Com respeito ao que cantam é tudo um repeteco sem tamanho e quando não um festival de heresias. Já viu o cantor da igreja querer imitar o seu ídolo gospel, fazer carinha de santo, postar as mãos e "miar" feito Ana Valadão? Aí é o fim. Qualquer um com um mínimo de discernimento bíblico verá que tem música aí que é até pecado ouvir. 

Agora quando falo de "música gospel" não estou falando aqui da música cristã em si, estou falando desse movimento comercial inspirado no inferno que adentrou as igrejas a partir da década de 90, capitaneado pela Renascer. Na música cristã, que é outra coisa, temos pessoas que estão entre os melhores cantores e músicos do Brasil, é só da uma ouvida em Silvia e Cintia, Vencedores por Cristo, Grupo Logos, Stênio Marcius, Wanda Sá (sim a maior cantora de Bossa Nova do Brasil é cristã e faz música cristã), Victorino Silva, Diego Venâncio, Roberto Diamanso, Quarteto Vida, Carol Gualberto, João Alexandre, Nelson Bomilcar, Gladir Cabral, Jorge Camargo, Shirley Spindola, Baixo e Voz, Sal da Terra, Silvestre Kuhlmann, Carlinhos Veiga, Expresso Luz, Josué Rodrigues, Priscila Barreto, Guilherme Kerr, Gerson Borges, Carlos Sider, Sérgio Lopes, para citar alguns, pois tem muito mais. Não confunda por favor o que está na mídia, o tal "movimento gospel" que de tão original até o nome é importado (a palavra gospel é da língua inglesa), com música cristã. Esse movimento faz parte de um plano comercial onde multinacionais como Sony, ou gravadoras como a Som Livre, contratam os "artistas" apenas para faturar. Eles não têm nenhum compromisso com o Evangelho, pois gravam tanto o padre como o pastor, ou o xangozeiro, assim façam sucesso e deem lucro. Por isso as músicas gospels hoje podem ser cantadas por qualquer um, numa "igreja", num bloco de carnaval (Ivete gosta de cantar Thalles), ou num palco de programa de TV com bailarinas seminuas dançando ao fundo.

3- Não entendo a surpresa de muitos. Uma coisa que não entendo é a surpresa de muitos. Ou é muita besteira, ou é falta de cérebro mesmo. Alguém que conhece a Bíblia e o Evangelho acha que quem que cria um boneco (ídolo) com seu nome (Thalleco), bonés, camisas, Biblia, para vender e arrecadar. Alguém que vive dizendo e cantando o que o Thalles canta e diz por aí (tudo gravado em vídeos diversos e veja suas letras) é cristão? Caramba, será que todo mundo está cego? Eu falo nisso faz tempo, sou criticado por meio mundo, mas nunca me calei. Aquele negó$io de Trazendo a Arca (sei lá o nome) que brigaram, se dividiram, meteram processo um no outro é coisa de cristão? Quem canta que quer ver quem não o ajudou ferrado na plateia enquanto ela está no palco (Damares) é cristã? Quem fica misturando judaísmo com cristianismo como o Leonardo Gonçalves da Sony (ele nem escreve mais Deus, mas D-us como os judeus messiânicos) é cristão? Quem sai berrando e de 04 no palco (Ana do Diante do Trono) é cristã? Nunca me enganei. O Catedral eu dizia faz tempo não são músicos cristãos todos conhecem o fim da historia. O Thalles eu sempre disse, e que também era muito ruim, uma zuada dos infernos. E tem muitos cantores gospels que não são cristãos e faturam dentro de igrejas, mas não saem co medo da opinião pública. O Thalles foi corajoso, é isso que um homem deve ser. Essa turma nunca me enganou.

Thalles e suas unções e palavras proféticas
O que fica de tudo isso? Bem, primeiro que o conceito de musica de Thalles, como de seus fãs (sim cantor gospel tem fãs que o defendem com unhas e dentes, mais do que a Cristo) é muito pobre. Porque se ele acha que os grunhidos que ele emite, e a pantomima que faz no palco é música, me digam o que é que faz Paulo Cézar do Logos, Stênio Marcius, Victorino Silva. Porque uma coisa é certa, o que esses cristãos fazem é muito, mas muito diferente do Thalles e seus semelhantes. Segundo, lá no "mundo' como dizem, ele quem sabe faça sucesso mesmo, pois veja o caso de seu amigo Naldo, se aquilo faz sucesso você duvida que o Thalles fará. Num país em que uma multidão de universitários, infelizmente morreu numa casa de show porque estavam lá para ouvir uma banda chamada "Gurizada Fandangueira", o que você deve esperar? 

Assim, vai com Deus Thalles e que muitos outros "músicos gospels" sigam seu exemplo.

sábado, 20 de junho de 2015

QUEM É O BOECHAT QUE ESTÁ BRIGANDO COM MALAFAIA?

 
Nessa semana a internet foi tomada pela noticia do rolo entre Ricardo Boechat(o) e Silas Mala(cheia)faia. Pois bem, não tenho aqui procuração para defender o Mala e já falei e falo do meio mundo de insanidade das campanhas financeiras, companheiros nada ortodoxos, e pirações teológicas que ele vocifera. Isso para mim o desqualifica como cristão Protestante. Mas, como eu acho que ele nem quer ser Protestante, mas ele é "evangélico" essa nova religião diferente do Cristianismo Protestante que surgiu recentemente, creio que ele não se chateará. 

Bem, do outro lado está o Boechat(o) que se mostra como paladino da verdade e da imparcialidade. Ele já criticou deseducadamente a jornalista do SBT Rachel Sherazade pelas opiniões dadas em favor da família, moral cristã e etc., e agora desceu a lenha nos evangélicos pelo caso de uma menina adepta do Candomblé que foi agredida em São Paulo.Boechat disse que quem agrediu foram evangélicos generalizando e dizendo que era um caso de intolerância religiosa. Malafaia foi contra e disse que ele estava errado. Aí Boechat(o) subiu no salto, rodou a baiana, balançou os ombrinhos e mandou o Mala procurar uma rol***. Isso mesmo, e ele mandou várias vezes. 
Transexual "crucificada" na parada gay em SP

Entendendo isso tenho duas coisas que encasquetam.

1- Porque Boechat(o) não criticou os gays na parada de São Paulo por tudo que fizeram com os símbolos Católicos romanos? Aquilo não é intolerância religiosa? Ora, tudo que os depravados fizeram, botando gay na cruz como Jesus se não é afronta é o que? Só que Boechat(o) ficou pianinho, não falou nada em seu programa.

Gays desrespeitam símbolos religiosos na Parada em SP
2- Boechat(o) tem moral para ficar falando de verdade? Você sabia que antes de ser da Band (também a Band só pega coisa boa vide Boris Casoi aquele que desrespeitou os garis ao vivo) ele era das organizações Globo. Mas, foi demitido por justa causa e você sabe porque? Acompanhe toda a história abaixo é bom relembrar, pois o povo tem memória curta. Eu sei é grande, mas só assim você quem sabe deixará de assistir o jornaleco que ele apresenta na Band e saberá quem tem razão nessa resenha.

"Os detalhes do imbróglio que resultou na demissão de Ricardo Boechat, então um jornalista respeitado. da Globo e da TV Globo.

Por Reinaldo Azevedo 

Veja

Leitores ficaram curiosos para saber detalhes do imbróglio que resultou na demissão de Ricardo Boechat, então um jornalista respeitado, do jornal O Globo e da Rede Globo. Ela se seguiu a uma reportagem da VEJA, publicada em junho de 2001. Boechat me ataca na rádio sem ler o que escrevi. Eu leio o que ele fez e não o ataco. Apenas constato… Acompanhem.
O empresário Nelson Tanure é conhecido por se meter em grandes negócios. Baiano, 50 anos, formado em administração de empresas, em pouco mais de uma década já se aventurou por vários setores da economia nacional – quase sempre deixando atrás de si um rastro de polêmica. Foi assim com a Sade, produtora de turbinas para geração de energia elétrica. Em 1990, num controvertido episódio da era Collor, um grupo de fundos de pensão de estatais enterrou 11 milhões de dólares na empresa, que vivia em dificuldades financeiras. Por trás da compra da companhia de Tanure, estaria a mão forte da amiga do peito do empresário e então ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, que teria pressionado os fundos a aderir à operação. Em sua meteórica trajetória ao olimpo dos grandes empresários, Tanure chegou a ser dono de três grandes estaleiros, que detinham 80% de toda a capacidade instalada da indústria naval do Brasil. Acumulou dívidas tão pesadas que, em 1997, afundou em sua megalomania, sendo obrigado a retalhar seu latifúndio. No ano passado, estima-se que tenha botado no bolso 100 milhões de reais, numa transação espetacular: foi o preço para acertar os ponteiros com os antigos proprietários do Banco Boavista, contra quem vivia em guerra judicial – estes por sua vez tiveram de aceitar o acordo com Tanure para conseguir vender o banco ao Bradesco, que queria comprá-lo sem nenhuma pendência judicial. Recentemente, Nelson Tanure comprou um dos mais tradicionais diários do país, o centenário Jornal do Brasil, estreando no ramo da comunicação.

Nos últimos três meses, Tanure tem-se dedicado de corpo e alma a outro negócio. Coisa de grande vulto e intrincada, como parece ser do seu gosto. Uma empreitada que, segundo se comenta nos meios empresariais, poderá engordar sua conta bancária em até 40 milhões de dólares, caso seja bem-sucedido. Trata-se de uma negociação para o grupo de telecomunicações canadense TIW, sócio de duas empresas de telefonia celular no Brasil: a Telemig Celular e a Tele Norte Celular, avaliadas em 2 bilhões de dólares. A tarefa de Tanure é desfazer o nó em que a TIW se embolou ao formar uma complicada e nada amigável sociedade com o Banco Opportunity, de Daniel Dantas, outro baiano não menos polêmico. A sociedade foi formada na privatização do sistema Telebrás, em 1998, e tem ainda como parceiros cinco grandes fundos de pensão. O embaraço está no acordo de acionistas que Dantas conseguiu produzir, numa jogada de mestre. A TIW, por exemplo, uma operadora de telefonia que, pelo menos em tese, deveria intervir na gestão de uma companhia telefônica, não tem poder nem para nomear um contínuo. Por causa desse acordo, há quase três anos os sócios se engalfinham numa disputa sem tréguas pelo controle das empresas. 

Agora surge mais um ingrediente nesse enredo. Uma série de fitas, que mostram com crueza impressionante a montagem de uma operação de guerra para derrubar um adversário do mundo dos negócios. Nas últimas semanas, a existência dessas fitas, ao que tudo indica gravadas ilegalmente entre os meses de março e abril, tornou-se o rumor da hora entre jornalistas bem informados, empresários e políticos. VEJA teve acesso ao material gravado. Ali se apresenta um exemplo extraordinário de como funcionam os bastidores de algumas grandes negociações. Dos diálogos saltam estratégias secretas e ataques pesados, que permaneceriam para sempre camuflados pelos discursos oficiais, obviamente mais polidos, articulados. Pela primeira vez os bastidores de um caso concreto são revelados em estado bruto. As fitas mostram apenas um lado atuando, e o leitor deve levar essa peculiaridade em consideração.

As gravações reproduzem diálogos de Tanure com o presidente mundial da TIW, o canadense Bruno Ducharme, definindo estratégias de atuação contra o Banco Opportunity, de Daniel Dantas. Foram flagradas também conversas do principal assessor de Tanure, Paulo Marinho, uma peça ativa nas negociações em favor dos canadenses. Marinho, que até o ano passado trabalhava para Daniel Dantas, é um personagem bastante conhecido na sociedade carioca. Está sempre próximo de cabeças coroadas do mundo dos negócios e de mulheres bonitas, como a atriz Maitê Proença, com quem foi casado. As gravações envolvem também um dos mais influentes e respeitados jornalistas do país, o colunista Ricardo Boechat, do jornal O Globo.

Na fita, ele aparece participando de uma operação para ajudar Tanure. Em um dos diálogos, ocorrido em 15 de abril, Boechat conta a Marinho os termos da reportagem que está escrevendo para revelar manobras do Opportunity e que seria publicada no dia seguinte em O Globo. Pela conversa, fica evidente que a direção do jornal não foi informada sobre o grau de ligação do jornalista com Nelson Tanure e sobre o fato de que a reportagem foi minuciosamente discutida com Paulo Marinho (veja a reprodução de trechos). Não há nenhuma menção a favor, pagamento e outras práticas irregulares de compensação. Boechat e Marinho são, aliás, compadres e amigos de longa data. Curiosamente, a reportagem acabou sendo usada, dez dias depois, como peça de processo na ação judicial dos fundos de pensão – aliados da TIW – contra o Opportunity. Advogados utilizam com frequência reportagens para embasar ações que impetram. No caso de Boechat, a combinação anterior pelo telefone com Marinho – e, muito especialmente, os termos usados na conversa – é que torna a história constrangedora. “Minhas fontes não são o cardeal Eugênio Sales nem o presidente do Supremo Tribunal Federal. Já negociei matérias com Daniel Dantas também. Não levo vantagem financeira com isso”, diz Boechat. “O que quero é a notícia.” Em outro diálogo, não reproduzido nesta reportagem, o jornalista instrui Tanure sobre como agir e o que falar numa conversa com João Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo, para passar a imagem de um empresário sem ambições políticas nem projeto de poder – características que a Globo não veria com simpatia no concorrente dono do Jornal do Brasil. Uma análise feita na semana passada, a pedido de VEJA, pelo perito Ricardo Molina concluiu que “todas as evidências indicam que, acima de qualquer dúvida razoável, a voz analisada é do jornalista Ricardo Boechat”. Molina afirma também que “não existe nenhum indício de manipulação que possa representar tentativa de montagem”.

É evidente que o mundo dos negócios não vive permanentemente nesse clima de ataques abaixo da linha da cintura. Mas quando um dos personagens da briga é Daniel Dantas, um economista de 45 anos, considerado um dos mais brilhantes de sua geração, dificilmente se pode esperar um cenário de calmaria. O dono do Opportunity é um operador audacioso como poucos. Em apenas seis anos transformou seu banco num colosso que administra fundos de investimento no valor de 3,4 bilhões de dólares. Seus domínios se estendem a setores tão diversos quanto saneamento, transportes, telecomunicações, portos, metrô, internet e futebol. Tem uma capacidade para fazer inimigos tão espetacular quanto seu talento para os negócios. A briga pela Telemig Celular e pela Tele Norte Celular é a mais perfeita tradução do jeito Daniel Dantas de atuar.

Para participar do leilão de privatização das duas empresas, em 1998, o Opportunity se associou à TIW e aos fundos de pensão. A TIW entrou com 49% dos recursos necessários para a compra das empresas. Os fundos de pensão, por sua vez, entraram com 24% de investimento direto, mais 27% através de recursos aplicados em um fundo de investimento do Opportunity, que colocou ali uma parcela correspondente a menos de 1% do valor da operação. No leilão, o sócio canadense desembolsou, sozinho, 380 milhões de dólares, com a promessa de ter participação na gestão das empresas adquiridas. Foi feita uma carta de intenções estabelecendo essas bases para o contrato. Tudo ficou só como intenção. 

Batido o martelo, começou a confusão. Quinze dias depois do leilão, Dantas sinalizou para os canadenses que o acordo inicial não valia mais. Num estranho acerto com os presidentes dos fundos de pensão, o Opportunity montou uma sociedade totalmente diferente da desenhada inicialmente com os parceiros estrangeiros. Na época, os fundos eram capitaneados por Jair Bilachi, da Previ, o fundo de pensão do Banco do Brasil, e por Francisco Gonzaga, da Petros, o fundo de pensão da Petrobras, que deixaram o cargo sob suspeita de má gestão dos recursos dos fundos. A estratégia de Dantas foi juntar os recursos dos fundos de pensão em uma só empresa, a Newtel, que passou a deter 51% das ações da Telpart, holding da Telemig e da Tele Norte. Embora tivessem maioria das ações, os presidentes dos fundos concordaram em passar para Dantas o poder de gerir a companhia, incluído aí o direito de escolher todos os dirigentes das duas celulares e de definir todos os fornecedores. Assinaram ainda uma cláusula bizarra, em que os conselheiros dos fundos se obrigam a votar com o Opportunity, qualquer que seja a decisão do banco. Caso votem contra, são imediatamente destituídos. Dantas conseguiu manter-se forte enquanto teve os fundos do seu lado. No entanto, as novas diretorias dos fundos de pensão começaram a questionar os acordos feitos por seus antecessores. A briga esquentou quando os dois sócios se uniram contra Dantas. Os fundos e os canadenses querem que a Newtel seja desfeita e que, em seu lugar, seja criada uma sociedade em que os três sócios tenham pesos iguais.

Foi em março, no meio dessa confusão, que Nelson Tanure surgiu na história como a figura que poderia salvar os canadenses. O presidente da TIW, Bruno Ducharme, vislumbrou a chance de encontrar um competidor à altura de seu adversário. Tanure era o homem. O que fica claro nessa história é que os canadenses, que entendem quase nada de Brasil, acharam que Tanure conhece suficientemente as artimanhas do adversário para jogar um jogo de igual para igual. A manobra parece ter começado a dar resultado. Há cerca de um mês os sócios conseguiram uma vitória em cima do parceiro indesejado. Emplacaram o novo presidente da Telemig e da Tele Norte, que passou a ser o executivo Gunnar Vikberg. A manobra para a escolha do novo executivo foi montada com a ajuda de Tanure, que combinou a operação com Ducharme, por telefone. “Nosso foco é para tentar tirar o diretor (escolhido por Dantas)”, explica Tanure, num dos trechos grampeados. Deu certo, embora seja uma vitória provisória, questionada na Justiça pelo Opportunity, que já conseguiu destituir Vikberg da presidência da Telpart.

Enquanto os dois sócios se armam para tentar enfraquecer Daniel Dantas nas duas telefônicas, o banqueiro baiano tenta garantir as conquistas obtidas. Nos últimos meses, tem feito ofertas aos fundos para a compra das empresas. Quanto aos canadenses, embora sejam o maior acionista individual, suas ações não têm o mesmo poder de fogo sem o controle das empresas, que continua nas mãos de Dantas. Até o final da contenda, as entranhas dessa guerra bilionária deverão ficar cada vez mais à mostra. Mesmo porque o jogo de poder entre Dantas, Tanure, canadenses e fundos de pensão está longe do epílogo. Estão todos operando os meios à disposição com ferocidade.

Leiam este diálogo de Boechat com Paulo Marinho, assessor de Nelson Tanure:

Síntese:
Nesta conversa que teve com Paulo Marinho, braço direito de Tanure, Boechat relata os detalhes de uma reportagem que escreveu e seria publicada no jornal O Globo no dia 16 de abril contando as manobras planejadas por Daniel Dantas para uma assembléia. O jornalista leu a reportagem inteira para o assessor de Tanure, que aprovou. “Tá ótima”, comentou Paulo Marinho. “A matéria diz tudo que a gente queria falar.” Dez dias depois, a reportagem de Boechat integraria os documentos de uma ação judicial (reproduzidos acima) movida pelos fundos de pensão contra o Opportunity. Tanure e os fundos estão do mesmo lado da trincheira.

Secretária – Pronto.
  Boechat – Oi, o Paulo, por favor.
  Secretária – Quem deseja?
  Boechat – Ricardo Boechat.
  Secretária – Um momento…

  Boechat – Obrigado.
  Paulo Marinho – Oi.
  Boechat – Oi.
  Paulo – Diga lá…
  Boechat – Seguinte: primeiro acho que a matéria talvez saia assinada…
  Paulo – Hum, por você?
  Boechat – É…
  Paulo – Tá…
  Boechat – E aí temos que ver o seguinte… Eu estive pensando… Esta é uma possibilidade que eu preferi não perguntar. Vou te dizer o seguinte: eu também meio que descobri que não adianta muito tentar dissimular esta relação, não.
  Paulo – Entendi.
  Boechat – Eles já identificaram esta relação, certo?
  Paulo – Certo.
  Boechat –que acabou sendo meio escancarada com este convite pra eu ir pro JB.
  Paulo – Perfeito.
  Boechat – E, por mais que eu tenha dado como uma iniciativa do Mario Sérgio (Conti, diretor de redação do JB)… Ninguém… ficou aquela… o João Roberto, o Merval, o Luiz Eduardo (integrantes da cúpula do jornal O Globo)… Todo mundo sabe que o Nelson (Tanure) tem uma relação de amizade pessoal.
  Paulo – Certo.
  Boechat – Eu pensei em dizer ‘não assina, não’. Mas preferi ficar calado.
  Paulo – Acho que você dizer pra não assinar eu acho um erro. Tu não pode dar esta montaria pra esses caras…
  Boechat – Sabe o que mais? O último detalhe é o seguinte: aquela última nota nossa do dia 3, quando a gente… quando teve a reunião do conselho, que eu dei a história da demissão, lembra? Da demissão do Arthur(Carvalho, cunhado, braço direito de Daniel Dantas no Opportunity e o representante do banco nos conselhos de administração das telefônicas)…
 
Paulo – Lembro.
  Boechat – Eles… quando deu, eu assinei. Eu dei na Agência Globo sem assinar.
  Paulo – Eu sei, você disse que eles identificaram em dois minutos que era sua a nota…
  Boechat – Eles botaram no ar um desmentido com meu nome. Então é ridículo eu ficar dissimulando…
  Paulo – Claro.
  Boechat – Se fosse uma coisa clandestina.
  Paulo – Também acho, você tem razão.
  Boechat – Conheço o cara e… ele é uma fonte e tá me dando uma notícia…
  Paulo – Exatamente. Aliás, é um erro dissimular isso. Agora também é o seguinte, quer dizer…
  Boechat – (inaudível) escancarar.
  Paulo – Mas também se os caras não colocarem com seu nome, você não vai reclamar por causa disso.
  Boechat – Não, de jeito nenhum. Enfim, outra coisa, diferentemente do seu material é preciso falar com o Nelson: “Nelson, a adjetivação não é uma característica da notícia. Não tem como adjetivar”.
  Paulo – Perfeito.
  Boechat – Então, o texto que eu mandei pro Duda, o cara que tá fechando a edição pra amanhã…
  Paulo – Rãrã…
  Boechat – Me disse que tá dando bem. Então, suponho que ele vá dar a matéria na íntegra, pá-pá-pá. Não sei que título ele vai dar. Seguinte: o texto que eu mandei, eu disse assim pro Mineiro (Luiz Antonio Mineiro, editor de Brasil de O Globo): ‘Mineiro, aí vai a matéria. Eu não consegui falar com o pessoal da Economia, mas tentarei mais tarde. Estou no telefone tal. Se for preciso peça à telefonista… Acho que este assunto vai dar um bom caldo. A intenção de demitir os conselheiros dos fundos consta da ata da assembléia convocada pelo Opportunity no dia 17 no Monitor Mercantil (jornal carioca de economia). E a estréia do ex-governador (Antônio) Britto (que acabara de ser contratado pelo Opportunity) no fascinante mundo do lobby financeiro, quem diria?, ainda não foi revelada por ninguém’. Aí vai o texto…’. Um abraço, Boechat’ e tal. Aí, começei da seguinte maneira. É um texto curto e tal. Dizendo assim: (O jornalista lê na íntegra a reportagem que foi publicada em O Globo no dia seguinte.)
 
Paulo – Tá ótima a matéria, diz tudo o que a gente queria falar.
  Boechat – Agora, não dá pra dizer que a atitude é ilegal, entendeu? Mas é isso aí.
  Paulo – A matéria tá muito bem-feita, meu querido. Tá na conta. Não precisa botar mais p… nenhuma, não. O resto é como você falou: é adjetivação que você não pode colocar. (…)
  Boechat – Os caras disseram que vão dar bem a matéria, vamos ver. (…)
  Paulo – Amanhã, eu te ligo pra te dar notícia da matéria.
  Boechat – Pra saber se deu certo."


E aí o Boechat(o) tem moral para ficar cantando de galo?

sexta-feira, 12 de junho de 2015

A FORMAÇÃO DE DISCIPULOS- II

Por René Padilla
Ultimato


O mandato de Jesus Cristo é claro: “Fazei discípulos [...], ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mt 28.19, 20). Sabemos que o conteúdo do ensino sobre a formação de discípulos não é apenas teórico. Sem negar a importância da doutrina ou da teologia, a ênfase recai na prática do ensinamento de Jesus Cristo -- a prática da verdade. Com o batismo inicia-se um processo de transformação que abarca a totalidade da vida; um processo de aprendizagem do que significa a obediência ao ensinamento de Jesus Cristo, isto é, à vontade de Deus. Sem obediência à vontade de Deus, não há discipulado genuíno. Sob a perspectiva bíblica, a “ortopraxia”, a obediência a tudo o que Jesus ordenou a seus discípulos, é no mínimo tão importante quanto a “ortodoxia” -- se não for mais, já que sua meta é que os discípulos vivam em função do amor e assim sejam filhos do Pai que está nos céus, perfeitos, assim como ele é perfeito (Mt 5.45, 48).

Os discípulos de Jesus não se distinguem por serem meros adeptos de uma religião (um culto a Jesus), mas sim por terem um estilo de vida que reflete o amor e a justiça do reino de Deus. Portanto, a igreja não pode limitar-se a proclamar uma mensagem de “salvação da alma”: sua missão é fazer discípulos que aprendam a obedecer ao Senhor em todas as circunstâncias da vida diária, tanto no privado como no público, tanto no pessoal como no social, tanto no espiritual como no material. O chamado do evangelho é um chamado a uma transformação integral que reflita o propósito de Deus de redimir a vida humana em todas as suas dimensões. Uma transformação baseada no evangelho integral, ou seja, centrada em Jesus Cristo e orientada para o cumprimento do desejo de Jesus de que seus discípulos sejam “sal da terra” e “luz do mundo”.

Assim entendido, o discipulado tem um custo inevitável. E um aspecto desse custo é a renúncia a tudo o que interfere na lealdade absoluta a Jesus Cristo como Senhor. Ele mesmo definiu as condições do discipulado. E as definiu de tal modo que não deixou dúvida de que seu chamado é para um discipulado radical, que envolve uma obediência coerente com a vontade de Deus em todas as áreas da vida, desde as relações familiares até as posses materiais (ver Lucas 14.25-33).

A formação de discípulos à imagem de Cristo acontece no contexto da comunidade de fé, não fora dela. Jesus diz: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13.35). É claro que, para Jesus, a marca do discípulo é o amor. No entanto, ninguém pode aprender a amar estando isolado dos demais. Efetivamente, a experiência do amor de Cristo, que segundo Paulo “excede todo entendimento”, só é possível “com todos os santos” (Ef 3.18-19). Só é possível na igreja, “a família de Deus”, onde os discípulos aprendem a amar, e não só a amar, mas também a servir, a orar, a resistir ao mal, a cultivar o bem. Na igreja, o Corpo de Cristo, onde os discípulos descobrem e exercem seus dons e crescem para chegar “à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef 4.13). Para iniciar o caminho do discipulado é preciso arrependimento, ou seja, uma decisão pessoal que envolve a renúncia irrevogável a uma vida dirigida por Deus e a disposição de identificar-se com Jesus em seus sofrimentos. Aqueles que começam a seguir Jesus só podem avançar em sua peregrinação conforme experimentam a graça de Deus “na” igreja e “por meio” dela.
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