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segunda-feira, 8 de maio de 2017

A CPAD ADULTEROU O DICIONÁRIO DE VINE.

LEIA ANTES DE COMPRAR: DICIONÁRIO DE VINE - CPAD.

Por:  William Zimmermann
 

O dicionário de Vine (VINE, WILLIAM EDWY) é amplamente conhecido por estudiosos e eruditos bíblicos. Contém uma gama de palavras bíblicas e seus significados exegéticos, além de comentários do próprio Vine. É um dos melhores, se não o melhor dicionário bíblico existente. O melhor – sem ligações religiosas – pelo menos em inglês. Que cuidados devo ter ao adquirir a “tradução” feita pela CPAD?

VINE pela CPAD

O que é a CPAD? É a Casa Publicadora das Assembleias de Deus. A CPAD é responsável pela publicação de diversas obras religiosas, tais como obras de referência, livros de dogmas, bíblias, etc.
Em 2002, pelo que parece, a CPAD comprou os direitos e publicou uma tradução da obra de Vine. Como o original de Vine era somente das palavras do texto grego (Novo Testamento), a CPAD adicionou um dicionário das palavras em Hebraico do Velho Testamento, editadas por outros dois estudiosos – mas não por VINE. Mesmo assim, ao vender o dicionário, embora mostre o nome dos outros dois escritores, a CPAD dá a entender que o INTEIRO dicionário é obra conjunta de Vine e dos outros dois. Atenção: só o dicionário do Novo Testamento é obra de Vine. Não tenho as credenciais dos outros dois autores, a saber: Merril F. Unger. & William White Jr. No que tange à tradução do dicionário de Vini, em 2002, era fiel à original (não tenho a primeira edição para confirmar, mas li alguns comentários sobre isso). Pelo que pude ver nos PDF’s disponíveis na internet, não tentaram modificar a obra de Vine.
Porém, no mesmo dicionário, porém de 2015 (que é o que comprei pelo site da CPAD), a obra foi muito modificada, ou poderia dizer, adulterada.

Adulterações feitas pela CPAD

Infelizmente, só a CPAD fez a tradução do dicionário de VINE para o português. Se você só tem conhecimento da língua portuguesa e tiver que comprar o dicionário ‘traduzido’ pela CPAD, vá em frente – é uma boa aquisição. Mas tome cuidado. Pelo menos dois verbetes foram muito adulterados. Sempre se pergunte: se alteraram alguns termos, como posso ter certeza que outros termos também não foram alterados?
Que tipo de alterações foram feitas? Basicamente, onde o significado de palavras ou expressões eram contrários às Crenças das Assembleias de Deus. Mais abaixo citarei exemplos, tanto das adulterações, quanto do que dizia no original (em inglês).
É interessante que não é a primeira vez que a CPAD adultera uma tradução de uma obra de referências para que satisfaça suas crenças. Ela fez o mesmo na obra de Flávio Josefo, História dos Hebreus. Em outro post explicarei sobre algumas traduções e modificações do texto de Josefo.
O fato de haverem adulterações em uma obra de referências é muito preocupante. Sinceramente, a CPAD caiu no meu conceito após verificar adulterações sem ao menos explicar isso para o leitor, deixando claro que certas partes foram modificadas. É o mesmo que fazer propaganda enganosa e induzir o consumidor/leitor ao erro. Sinceramente, não esperava tal tipo de engano por uma organização que diz seguir a um “Deus que não pode mentir”.
Ao pesquisar sobre essas adulterações, percebi que alguns defendem a CPAD dizendo: “não quero uma versão original, quero uma versão correta”. Bem, então a CPAD deveria fazer seu próprio dicionário bíblico, de acordo com suas crenças, não vender um dicionário conceituado, dizendo ser a tradução dele, mas na verdade ser uma tradução corrompida. Isso não é moralmente (nem legalmente) correto. Ela vende “gato por lebre”.
Citarei duas alterações que encontrei, extremamente diferentes do texto original em inglês e talvez da primeira edição (2002). Não consigo citar mais porque estou com o dicionário a menos de duas semanas. Ainda não tive tempo de comparar com a edição original as outras palavras.
  • Termo 1: língua;
  • Termo 2: cruz;

Adulteração 1: língua

A versão em inglês do dicionário de VINE reza o seguinte, sobre os “dons de línguas” (verbete Tongue):
There is no evidence of the continuance of this gift after apostolic times nor indeed in the later times of the Apostles themselves; this provides confirmation of the fulfillment in this way of 1 Corinthians 13:8 , that this gift would cease in the churches, just as would “prophecies” and “knowledge” in the sense of knowledge received by immediate supernatural power (cp. 1 Corinthians 14:6 ). The completion of the Holy Scriptures has provided the churches with all that is necessary for individual and collective guidance, instruction, and edification. – http://www.studylight.org/dictionaries/ved/view.cgi?n=3034
A tradução fiel ao texto deveria dizer (traduzida por mim):
Não há evidência da continuidade deste dom após a era apostólica nem nos últimos tempos dos próprios apóstolos; isso provê confirmação do cumprimento  de 1 Coríntios 13:8, que esse dom iria cessar nas igrejas, bem como as “profecias” e o “conhecimento” no sentido de conhecimento recebido por meio de imediata força sobrenatural(cp. 1 Coríntios 14:6) . A conclusão das santas escrituras proporcionou tudo que é necessário para coletiva e individual instrução, direção e edificação.
A versão de que comprei, de 2015 (adulterada) corrompe traduz assim.
“Os dons espirituais, como profecia, línguas e ciência terminarão no fim da presente era. A ocasião em que eles cessarão é descrita assim: ‘quando vier o que é perfeito’ (v. 10), ou seja. no fim da presente era. quando, então, o conhecimento e o caráter do crente se tornarão perfeitos na eternidade, depois da segunda vinda de Cristo (v. 12; 1.7). Até chegar esse tempo, precisamos do Espirito e dos seus dons na congregação. Não há nenhuma evidência aqui,nem em qualquer outro trecho das Escrituras, de que a manifestação do Espírito Santo através dos seus dons cessaria no fim da era apostólica”. – páginas 754 e 755.
Notaram as alterações? É fragrante a adulteração do texto traduzido pela CPAD para que se conforme com os ensinos neo-pentecostais sobre dons espirituais.
Não tenho autoridade aqui para discutir se esses dons cessaram ou não. Mas tenho autoridade como tradutor e como leitor para denunciar uma adulteração ao texto original de uma obra acadêmica, fazendo os leitores acreditar que a obra de referência diz o que ela realmente não diz.

Adulteração 2: cruz

Aqui temos outra adulteração grave e descarada. Novamente digo: não importa se Jesus morreu ou não em uma cruz ou estaca, o que importa é a adulteração do trabalho de Vine.
Note o que a versão original, em inglês, diz:
Denotes, primarily, “an upright pale or stake.” On such malefactors were nailed for execution. Both the noun and the verb stauroo, “to fasten to a stake or pale,” are originally to be distinguished from the ecclesiastical form of a two beamed “cross.” The shape of the latter had its origin in ancient Chaldea, and was used as the symbol of the god Tammuz (being in the shape of the mystic Tau, the initial of his name) in that country and in adjacent lands, including Egypt. By the middle of the 3rd cent. A.D. the churches had either departed from, or had travestied, certain doctrines of the Christian faith. In order to increase the prestige of the apostate ecclesiastical system pagans were received into the churches apart from regeneration by faith, and were permitted largely to retain their pagan signs and symbols. Hence the Tau or T, in its most frequent form, with the cross-piece lowered, was adopted to stand for the “cross” of Christ.
As for the Chi, or X, which Constantine declared he had seen in a vision leading him to champion the Christian faith, that letter was the initial of the word “Christ” and had nothing to do with “the Cross” (for xulon, “a timber beam, a tree,” as used for the stauros, see under TREE).The method of execution was borrowed by the Greeks and Romans from the Phoenicians. The stauros denotes (a) “the cross, or stake itself,” e.g., Matthew 27:32; (b) “the crucifixion suffered,” e.g., 1 Corinthians 1:17,18 , where “the word of the cross,” RV, stands for the Gospel; Galatians 5:11 , where crucifixion is metaphorically used of the renunciation of the world, that characterizes the true Christian life;Galatians 6:12,14; Ephesians 2:16; Philippians 3:18 .The judicial custom by which the condemned person carried his stake to the place of execution, was applied by the Lord to those sufferings by which His faithful followers were to express their fellowship with Him, e.g., Matthew 10:38http://www.studylight.org/dictionaries/ved/view.cgi?n=616
Uma tradução mais fiel, que encontrei dessas palavras, verte assim:
denota, primariamente, “pos­te ou estaca vertical”. Em tais peças os malfeitores eram pregados para execução. O substantivo stauros e o verbo stauroõ, “amarrar a uma estaca ou poste”, devem ser originalmente distinguidos da forma ecle­siástica da “cruz” de duas vigas. A forma da última teve sua origem na antiga Caldéia, e era usada como símbolo do deus Tamuz (sendo na forma do místico Tau, a letra inicial do seu nome) naquele país e em terras adjacentes, inclusive no Egito. No século III d.C., as igrejas ou tinham se afastado, ou parodiado certas doutrinas da fé cristã. A fim de aumentar o prestígio dos sistemas eclesiásticos apóstatas, os pagãos foram recebidos nas igrejas, independente da regeneração pela fé, e foram-lhes permitidos reter, em grandes partes, os símbolos pagãos. Por conseguinte, o Tau ou T, em sua forma mais frequente, como a ponta da cruz abaixada, foi adotado para representar a cruz de Cristo.
Quanto ao X (Chi) ou X que Constantino decla­rou ter visto numa visão que o levou a patrocinar a fé cristã, era a letra inicial da palavra “Cristo” e não tinha nada a ver com “cruz” (quanto a xulon, “viga ele madeira, árvore”, como era usado para o stauros, veja ÁRVORE).
Os gregos e romanos copiaram dos fenícios o mé­todo de execução. O stauros denota: (a) “a cruz” ou “a estaca em si”, por exemplo, em Mt 27.32; (b) “a cru­cificação sofrida”, por exemplo, em 1 Co 1.17, 18 ( onde “a palavra da cruz” representa o Evangelho): Gl 5.11 ( onde a crucificação é metaforicamente usada para alu­dir à renúncia do mundo que caracteriza a verdadeira vida cristã); Gl 6.12, 14; Ef 2.16; Fp 3.18.
O costume judicial pelo qual a pessoa condenada levava a estaca até o lugar de execução, foi aplicado pelo Senhor aos sofrimentos pelos quais Seus se­guidores fiéis deviam expressar Sua participação com Ele (por exemplo, Mt 10.38).

A versão de que comprei, de 2015 (adulterada) corrompe traduz assim.
Denota, primariamente, cruz, instrumento de suplício. Em tais peças, os malfeitores eram pregados para execução da pena capital. Embora a palavra signifique também“estaca”, é de suma importância saber em que região e época uma palavra pode ser associada à outra.Vejamos particularmente o caso da crucificação do Senhor Jesus. Sendo Ele condenado à morte por volta do 18° ano do reinado de Tibério César, conclui-se de forma clara e precisa ter sido o Filho de Deus crucificado e não estacado. Levemos em conta,também, as evidência históricas, arqueológicas e neotestamentárias. Recorramos, agora, ao texto bíblico. Disse Tomé:“Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos. e não puser o dedo no lugar dos cravos” (Jo 20.25). O que isto significa? Significa que. na crucificação doSenhor Jesus, foi usado, pelo menos. um cravo em cada mão. Logo: Jesus não foi pendurado numa estaca e sim numa cruz.
Quanto ao x (Chi) ou X que Constantino declarou ter visto numa visão que o levou a patrocinar a fé cristã, era a letra inicial da palavra ‘‘Cristo” e não tinha nada a ver com “cruz” (quanto a xulon. “viga de madeira, árvore”, como era usado para o stauros, veja ÁRVORE).Os gregos e romanos copiaram dos fenícios o método de execução. O stauros denota: (a) “a cruz em si” , por exemplo, em Mt 27.32; (b) ” a crucificação sofrida”, por exemplo, em 1 Co 1.17,18(onde a crucificação é metaforicamente usada para aludir à renúncia do mundo que caracteriza a verdadeira vida cristã); Gl. 6.12.14; Ef 2.16: Fp3.18.O costume judicial pelo qual a pessoa condenada levava a cruz até o lugar de execução, foi aplicado pelo Senhor aos sofrimentos pelos quais Seus seguidores fiéis deviam expressar Sua participação com Ele (por exemplo, Mt 10.38). Páginas 522 e 523.

A grande questão é: se eles modificaram esses dois termos para que se adequasse ao que eles pensam estar correto, não notificando o leitor de que o texto foi alterado e está bem diferente do original, quem nos garante que não fizeram o mesmo em outros verbetes desta e de outras obras?
Lembre-se: tome cuidado ao ler a obra. Dê uma conferida na versão em inglês (não encontrei nenhuma versão em inglês com adulterações, pelo menos até agora). Sabe de mais alguma adulteração nas versões recentes do dicionário de Vine pela CPAD? Deixe nos comentários.
Um abraço!

Entrei em contato com a CPAD hoje (06/06/2016 10:40 am) por email (de trocas e devoluções) e pelo Reclame Aqui (http://www.reclameaqui.com.br/9ego4B9FMKzCXvtq/cpad/dicionario-de-vine-adulterado/) . Até a publicação desse post (16:05), não havia recebido resposta.

Atualização: 13/06/2016 10:40

Um atendente da CPAD entrou em contato hoje comigo e me informou que lançariam uma nova edição, com a correção desses erros. Me deu a opção de esperar pela nova edição e aí efetuar a troca ou, devolver o livro e eles devolveriam o dinheiro. Optei por esperar pela nova edição e aí efetuar a troca.
Segue a resposta oficial da CPAD, conforme publicado no reclame aqui ( http://www.reclameaqui.com.br/9ego4B9FMKzCXvtq/cpad/dicionario-de-vine-adulterado/):
Prezado ,
bom dia.
Primeiramente, permita-nos agradecer por entrar em contato conosco, pois a CPAD acredita que esta é uma das formas de aperfeiçoarmos nosso relacionamento com nossos clientes.
O caso foi apresentado ao gerente de Publicações da CPAD e o mesmo, informou que levou o caso ao diretor, e foi decidido que a próxima edição do Dicionário Vine terá os verbetes em questão conforme constam em sua primeira edição.
Porém, é importante salientar que ainda não há um prazo definido para a publicação desta nova edição.

Deixamos a seu critério a opção de cancelar sua compra e nos devolveremos seu dinheiro, ou aguardar uma nova impressão , ainda sem data prevista para efetuar a troca.
Att. Pedro Paulo
SAC
Agora resta-nos esperar. Obrigado CPAD pelo atendimento.

COLEÇÃO "AS OBRAS DE ARMÍNIO" - MAIS UM DESLIZE DA CPAD?

Por Darivan Castro

Pois bem senhores tradutores e editores da CPAD responsáveis por "brindar-nos" com a "primorosa" obra de Jacó Armínio em nosso idioma, respondam, por obséquio, o que significa este disparate abaixo (ver fotos).

O que querem ocultar com tão "acurada" tradução?

Embora eu esteja ciente do propósito por trás desta atitude antiprofissional e antiética que desreipeita o pensamento do autor fazendo-o dizer o que ele não disse na tentativa de ludibriar os incautos, gostaria sinceramente de ouví-los.

Teria sido isso o resultado de um lapso de tradução? Teria o senhor tradutor "cochilado" exatamente neste ponto?

Humm... acho difícil de engolir essa!

Não quero entrar no mérito daquilo que Armínio de fato cria e praticava crendo ser bíblico (refiro-me ao batismo infantil), fato este que, por sinal, foi bastante "suavizado" no texto - a meu ver. A questão, contudo, requer que façamos as seguintes considerações: 1) Se Armínio praticava o batismo infantil, ele certamente não IMERGIA a criança em água; e 2) Desde quando a expressão "sprinkled with water", por exemplo, significa "imerso na água"?

Com a palavra, os senhores diretores da CPAD...

Obrigado ao irmão Agnon Fabiano pelo link indicado, e que me moveu a checar essa informação já compartilhada por outro irmão do qual não me recordo o nome agora, mas cuja postagem também compartilhei antes.

(Continuaremos investigando...)
_________________________________
Nota: As fotos foram tiradas por mim. As obras pertencem à minha biblioteca pessoal.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

MÉDICOS DA ASSOCIAÇAO AMERICANA DE PEDIATRAS DESTROEM A IDEOLOGIA DE GÊNERO.

Enquanto no Brasil, essa bandalheira, esse atentado contra o ser humano virou moda, e é incensado pelos pseudos intelectuais depravados e pedófilos, veja o que a Associação Americana de Médicos Pediatras fizeram.

"A Associação Americana de Pediatras urge educadores e legisladores a rejeitarem todas as políticas que condicionem as crianças a aceitarem como normal uma vida de personificação química e cirúrgica do sexo oposto. Fatos, não ideologia, determinam a realidade.

1. A sexualidade humana é um traço biológico binário objetivo: "XY" e "XX" são marcadores genéticos de saúde, não de um distúrbio. A norma para o designhumano é ser concebido ou como macho ou como fêmea. A sexualidade humana é binária por design, com o óbvio propósito da reprodução e florescimento de nossa espécie. Esse princípio é auto-evidente. Os transtornos extremamente raros de diferenciação sexual (DDSs) — inclusive, mas não apenas, a feminização testicular e hiperplasia adrenal congênita — são todos desvios medicamente identificáveis da norma binária sexual, e são justamente reconhecidos como distúrbios do designhumano. Indivíduos com DDSs não constituem um terceiro sexo.

2. Ninguém nasce com um gênero. Todos nascem com um sexo biológico. Gênero (uma consciência e percepção de si mesmo como homem ou mulher) é um conceito sociológico e psicológico, não um conceito biológico objetivo. Ninguém nasce com uma consciência de si mesmo como masculino ou feminino; essa consciência se desenvolve ao longo do tempo e, como todos os processos de desenvolvimento, pode ser descarrilada por percepções subjetivas, relacionamentos e experiências adversas da criança, desde a infância. Pessoas que se identificam como "se sentindo do sexo oposto" ou "em algum lugar entre os dois sexos" não compreendem um terceiro sexo. Elas permanecem homens biológicos ou mulheres biológicas.

3. A crença de uma pessoa, que ele ou ela é algo que não é, trata-se, na melhor das hipóteses, de um sinal de pensamento confuso. Quando um menino biologicamente saudável acredita que é uma menina, ou uma menina biologicamente saudável acredita que é um menino, um problema psicológico objetivo existe, que está na mente, não no corpo, e deve ser tratado como tal. Essas crianças sofrem de disforia de gênero (DG). Disforia de gênero, anteriormente chamada de transtorno de identidade de gênero (TIG), é um transtorno mental reconhecido pela mais recente edição do Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana (DSM-V). As teorias psicodinâmicas e sociais de DG/TIG nunca foram refutadas.

4. A puberdade não é uma doença e hormônios que bloqueiam a puberdade podem ser perigosos. Reversíveis ou não, hormônios que bloqueiam a puberdade induzem a um estado doentio — a ausência de puberdade — e inibem o crescimento e a fertilidade em uma criança até então biologicamente saudável.

5. De acordo com o DSM-V, cerca de 98% de meninos e 88% de meninas confusas com o próprio gênero aceitam seu sexo biológico depois de passarem naturalmente pela puberdade.

6. Crianças que usam bloqueadores da puberdade para personificar o sexo oposto vão requerer hormônios do outro sexo no fim da adolescência. Esses hormônios (testosterona e estrogênio) estão associados com riscos à saúde, inclusive, mas não apenas, aumento da pressão arterial, formação de coágulos sanguíneos, acidente vascular cerebral e câncer.

7. Taxas de suicídio são vinte vezes maiores entre adultos que usam hormônios do sexo oposto e se submetem à cirurgia de mudança de sexo, mesmo na Suécia, que está entre os países mais afirmativos em relação aos LGBQT. Que pessoa compassiva e razoável seria capaz de condenar jovens crianças a este destino, sabendo que após a puberdade cerca de 88% das meninas e 98% dos meninos vão acabar aceitando a realidade e atingindo um estado de saúde física e mental?

8. Condicionar crianças a acreditar que uma vida inteira de personificação química e cirúrgica do sexo oposto é normal e saudável, é abuso infantil. Endossar discordância de gênero como normal através da rede pública de educação e de políticas legais irá confundir as crianças e os pais, levando mais crianças a serem apresentadas às "clínicas de gênero", onde lhes serão dados medicamentos bloqueadores da puberdade. Isso, por sua vez, praticamente garante que eles vão "escolher" uma vida inteira de hormônios cancerígenos e tóxicos do sexo oposto, além de levar em conta a possibilidade da mutilação cirúrgica desnecessária de partes saudáveis do seu corpo quando forem jovens adultos.

Michelle A. Cretella, M.D.

Presidente da Associação Americana de Pediatras.

Quentin Van Meter, M.D.
Vice-Presidente da Associação Americana de Pediatras
Endocrinologista Pediátrico.

Paul McHugh, M.D.
Professor Universitário de Psiquiatria da Universidade Johns Hopkins Medical School, detentor de medalha de distinguidos serviços prestados e ex-psiquiatra-chefe do Johns Hopkins Hospital
".

O CONHECIMENTO DA VERDADE E A LIBERTAÇÃO



Por Joelson Gomes


João 8. 31-32


Introd.: O Senhor Jesus quando falava, não queria ser entendido como um professor. As palavras que Ele proferia não eram para ter o efeito que as palavras de mestres intelectuais tinham, e têm. Você os escuta, aprende, e tudo bem. Sua mente foi alimentada; você julga o que deve aceitar ou não, e segue a vida. Mas, no quesito ser humano, você continua a mesma pessoa, surpreendida pela vida a todo instante, e nesses instantes as palavras dos professores de nada valem, ou valem pouco. E você se vê só.

·         Jesus quando falava não queria que as pessoas escutassem suas palavras, mas que as pessoas comessem sua palavras (Ex.: Ez 2.8-3.3; Ap 10. 8-11). Para que Ezequiel e João se transformassem em servos da Palavra, proclamadores da Palavra, ela não deveria ser apenas ouvida, está em suas cabeças. Mas, deveria está dentro deles, se transformar no sangue e carne deles.
·         Só cumpre o propósito designado a palavra vivida, e não apenas crida, ou aprendida. E aqui Jesus mostra isso. Só assim a Palavra liberta!


I-                   O que NÃO é conhecer a Verdade.
  
      a)  Na é conhecer doutrina, ou fazer parte de grupo religioso – Nicodemos (Jo 3) era um grande conhecedor de doutrinas, e fazia parte de um grupo religioso, mas não tinha a liberdade da vida. Não havia nascido de novo mesmo com todo seu conhecimento. Não é o conhecimento intelectual que liberta. Os Fariseus era um grupo religioso respeitado na época de Jesus. Viviam estudando a Bíblia diariamente, mas quanto mais estudavam, mas se afastavam de Jesus. Conheciam muito doutrina, eram professores na época. Mas, quando foram até João Batista para serem batizados, João os enxotou dali (Mt 3). E o próprio Cristo disse: Vocês vivem examinando as Escrituras, mas não me enxergam (Jo 5.39).

     b)     Não é saber que Jesus existe e é bom – os discípulos sabiam muito bem disso, e experimentaram na pele a bondade de Jesus. Viram e participaram de sua bondade, mas quando Ele exigiu o compromisso que liberta, o abandonaram (Jo 6.66).

    c)    Não é acreditar em Jesus – as pessoas para quem Jesus fala aqui acreditavam, mas não eram libertas. E na Parábola do Semeador (Mt 13. 20-21), mesmo muitos crendo (receberam com alegria), essa crença deu em nada.


II-                O que É conhecer a Verdade?

    a) Talvez a chave esteja na palavra “conhecer” (32). No nosso mundo, essa palavra te conotações intelectuais, tem a ver com o intelecto. No caso da Bíblia não. “Conhecer” tem a ver com o “ser”. Conhecer não é saber de algo, mas é o limite da intimidade com algo, ou alguém (Mt 1.25).

     b)     Mas, que Verdade é essa com o que eu tendo que me relacionar para ser liberto? É um conjunto de doutrinas? É um livro? É um conjunto de regras de um grupo religioso? Não. aqui no texto não. letras pretas ou seja de que cor em uma superfície de papel, ou não; conjunto de ensinos ou regras, não libertam ninguém, ao contrario, prendem. Tantas pessoas presas pela religião. Acompanhe o raciocínio de João:

1-      Conhecereis a Verdade e a Verdade libertará vocês: a Verdade liberta (32);
2-      Se o Filho vos libertar, sereis livres de verdade: o Filho liberta (36).

Conclusão lógica: A Verdade é o Filho (Jo 1.14, 17; 14.6).

    c)  Entendeu porque tanta gente continua religioso e preso? Com medo da vida; com medo de si; com medo de fantasma; com medo do futuro; com medo de doenças; com medo de ficar pobre; com medo de Deus? Só há libertação quando aceitamos o Filho: a Verdade. E só aceitou a Verdade quem passou pelo seguinte processo:
  
1-    Testou suas verdades e viu a falência delas. Viu que suas verdades (jeito de viver próprio, dirigido por si mesmo) são um fracasso; 
2-      Arrependeu-se. Passou pela crise da fé; crise da consciência de ver suas verdades falidas. Reconheceu sua incapacidade latente; sua insuficiência existencial. Não sou nada; para onde vou?
3-      Deixou suas verdades de lado e abraçou Jesus como a única verdade; única saída; único modelo de vida coerente. Abraçar Jesus não é um conceito teológico, uma coisa abstrata, é assumir sua verdade, seu estilo de vida (Jo 7. 16-17; 14.23; 1Jo 2.6).
4-      Reconheceu e aceitou com convicção (fé é convicção Rm 4. 18-22) Jesus como o “Cristo” (Jo 20.31). Isto implica em reconhecer que diante de Deus, Jesus salva qualquer pecador de qualquer julgamento. 

     d)    Assim, quem reconheceu que suas verdades, seu estilo de vida apontado pelos seus pensamentos, são o mesmo que nada; quem se arrependeu de um dia ter andado assim; quem assumiu o caminho de Jesus, seu jeito de viver como sua verdade; e passou a confiar plenamente que diante de Deus, toda nossa divida foi paga porque Jesus é o Cristo, Salvador: esse conheceu a Verdade.

     e)     Veja, não é um ensino, uma religião, um grupo, mas é uma Pessoa: Jesus Cristo.


III-             Porque conhecer essa Verdade liberta?

Veja que Jesus disse que quem O Conhece como a Verdade será liberto. Mas, como e de que?

1-      Liberdade do pecado e suas consequências. Sim, é a escravidão ao pecado quem primariamente está na cabeça de Jesus aqui (34). Quem conhece Jesus como Cristo, sabe que Ele é o ungido sacerdote que intercede por nós diante de Deus (Hb 7.20-25); e Ele é o sacrifício que me substituiu e levou em Si todos os meus pecados, me dando Sua justiça (2Co 5.21; 1Pe 2. 21-24);

·         Aí se acabam as depressões culposas, as culpas acachapantes, o medo de não ter perdão, o sentimento de ser a pior pessoa do mundo. É liberdade de todo sentimento que nos esmaga.

2-      Liberdade da morte mesmo vivo. Algumas pessoas estão mortas em pé. A vida para elas é isso aqui, e como isso vai mal, sempre foi mal, elas estão no mesmo ritmo. Conhecer a Cristo como a Verdade, é assumir o estilo de vida de Cristo, e isto liberta a pessoa desse estilo de vida de baixo, pois a mente sai daqui e vai para onde Cristo está (Cl 3. 1-4). Quando a cabeça sai da terra e vai para o céu, não tem como não viver bem (Mt 6. 19-21, 24-34).

·         Essa forma de vida trás a liberdade total ao ser humano. Não são mais coisas, circunstâncias, ou pessoas que o prendem. Se o seu estilo de vida, sua verdade, for o estilo de Jesus, ele dirá como Paulo: Fp 4. 10-13; 1Tm 6. 6-11). Paulo era livre.
·         Agora entendemos porque a Bíblia diz que a Palavra é Vida (Jo 6.63). Conhecer a Crist é a ter a Vida (Jo 17.3). Quem conhece a Cristo não morre, nem eternamente, nem psicologicamente (Jo 5. 24-25).
·         A Conclusão é óbvia: quem conhece a Verdade, conhece a Cristo (tem intimidade, se relaciona, assume seu etilo de vida) está livre! Agora, isso se faz numa levantada de mão em um templo ou evento religioso?

CONCLUSÃO: quando a Bíblia fala que a libertação está em conhecer a Verdade, está dizendo que o ser humano precisa ter uma relação existencial com Jesus. Essa relação é tal, que é como se Ele morasse dentro de nós (Jo 14.23).
·         Aí o que vai sair de nós é Jesus Cristo: pego, ando, olho, penso, falo, me comporto, como Jesus Cristo. Isso é ser discípulo. É a liberdade. 
   
·       Talvez isso explique porque vivemos tão mal. Somos discípulos? Conhecemos a Verdade? Somos livres? Ou somos religiosos, medrosos, sofredores, depressivos, que se matam cumprindo regras achando que com isso agradamos a Deus, mas nos escravizamos mais e mais, porque estas regras nunca mudam nossa essência? Quem não vive a vida de Cristo está preso, por mais que se autoengane achando que está livre. 

·        Ou Cristo me veste, ou não sou discípulo (Rm 13.14). Sou religioso (ódio, preconceito, egoísmo, falta de compreensão e perdao, etc. Esses são os produtos de corações religiosos). 

·         Só viverei a Palavra/Cristo (são se para Cristo do que Ele disse) quando ela se transformar em meu ser (Ezequiel, João para viver tiveram que comer). E aí nasce a vida/liberdade: amor, perdão, dádiva, compreensão, desapego do materialismo, esperança, certeza de salvação, contentamento com o que se tem, cabeça no céu/eternidade, contentamento com a vida, seja ela qual seja. 

·         Essa Verdade fará qualquer um livre.
NÃO PARE AQUI VÁ PARA OS TEXTOS MAIS ANTIGOS.