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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

O BATISMO INFANTIL FOI PRATICADO NA IGREJA PRIMITIVA?

Por Matthew Pinson

Deus amou o mundo


Tradicionalmente, os defensores do batismo infantil (ou pedobatismo) alegam que sua prática remonta aos apóstolos. Entretanto, não há provas para essa afirmação. Não existe nenhuma evidência clara para o batismo infantil anterior ao terceiro século.  Até mesmo a declaração de Agostinho de que o batismo infantil era um “costume firmemente estabelecido” na igreja está imprecisa. Tão tardios quanto os escritos de Agostinho (final do quarto e início do quinto século), muitos pais da igreja também não praticaram o batismo infantil ou nem mesmo eles próprios receberam o batismo até se tornarem adultos. Somente após a morte de Agostinho, no século V, poderíamos nos referir ao batismo infantil como um costume firmemente estabelecido.
Para entendermos essa questão precisaremos abordar dois aspectos:
(1) Nós devemos discutir qual foi o motivo para o batismo infantil criar raízes no terceiro século e tornar-se uma pratica generalizada por volta do quinto século.
(2) Nós devemos mostrar que o batismo infantil não era a prática dos cristãos primitivos no período entre a época dos apóstolos e o século III.
Entretanto, antes de fazermos essas duas coisas, devemos ter em mente a ideia principal que parece dirigir o argumento pedobatista ao longo da história: Se o batismo infantil foi uma adição tardia, então por que não houve controvérsia sobre sua introdução dentro das igrejas? A resposta a essa questão é dupla: em primeiro lugar, não há evidência clara do batismo infantil anterior ao terceiro século, e o pedobatista deve lidar com isso. Quaisquer discussões sobre a razão pela qual o batismo infantil veio à cena com pouca oposição registrada não obscurece o fato de que o batismo de crentes é a prática evidente antes do século III ? e o batismo infantil não é. Em segundo lugar, Tertuliano argumentou contra a introdução do batismo infantil, o que nós discutiremos em breve.
Agora, voltando ao aspecto (1), por que o batismo infantil foi introduzido no terceiro século? Sobre isso, há duas coisas que temos de discutir: primeiro, o sistema catecúmeno, e segundo, a questão da condenação infantil e a regeneração batismal. O sistema catecúmeno já estava estabelecido no início do século II. Nesse sistema, as pessoas se submetiam a um período de instrução depois da conversão e antes do batismo. Os primeiros pais da igreja colocaram tanta ênfase na instrução na fé como algo precedente ao batismo, que a maioria dos convertidos se submeteu a meses ou anos de instrução catequética antes de se batizar.
Muitos dos mais conhecidos pais da igreja submeteram-se a tais catequeses e não receberam o batismo até a maioridade, mesmo sendo filhos de pais cristãos. Isso inclui, entre outros, homens como Atanásio, Basílio, Clemente de Alexandria, Hipólito, Gregório de Nissa, Crisóstomo, Jerônimo e o próprio Agostinho. [1] Se o batismo de crianças era um costume desde o tempo dos apóstolos, certamente esses homens teriam sido batizados antes da idade adulta. No entanto, esses homens foram resultados do sistema catecúmeno. Eles foram catecúmenos que se submeteram a instrução na fé por muitos anos antes de serem admitidos no batismo.
Assim, dado esse contexto, como o batismo infantil veio a substituir o sistema catecúmeno? Foi simplesmente assim: As pessoas começaram a crer na errônea doutrina da condenação dos infantes e na regeneração batismal, o que logo se tornou comum nas igrejas.
Agora, analisando o aspeco (2), nós devemos lidar com as provas existentes, anteriores ao terceiro século, de que o batismo era administrado somente aos crentes e não aos infantes. [2] O melhor lugar para começar é na igreja primitiva do século II. Toda referência que nós encontramos na igreja do segundo século apresenta a confissão de fé como uma qualificação essencial para o batismo. [3]
A melhor e mais antiga fonte sobre o batismo de crentes é o Didaquê (ou “O Ensino dos Doze Apóstolos” A.D. 100-110). Este documento entra em mais detalhes sobre o batismo do que qualquer outro tratamento do século II. O Didaquê não estabelece apenas as qualificações morais para quem está prestes a se submeter ao batismo, mas também exige que o candidato ao batismo jejue por um ou dois dias. [4]
Paul K. Jewett pergunta, “como é que vamos explicar a omissão de qualquer referência ao pedobatismo neste manual primitivo sobre o uso adequado do batismo? É difícil imaginar tal omissão ocorrendo sobre a tutela de Católicos Romanos, Anglicanos, Luteranos, ou mesmo Presbiterianos, Metodistas ou congregacionais…. Não é, portanto, altamente implausível que o Didaquê tenha sido produzido por uma comunidade de Pedobatistas primitivos que apenas nada disseram sobre o batismo infantil?” [5]
Todas as outras referências ao batismo no século II rendem os mesmos resultados. Pedobatistas têm há muito tentado atribuir um sentido incorreto a Justino Mártir como se ele ensinasse o batismo infantil quando ele fala de “muitos homens e mulheres que, tornando-se discípulos de Cristo desde criança, permanecem incorruptos até os sessenta e setenta anos”. [6] No entanto, nenhum Batista negaria que se uma criança é madura o suficiente para ser um “discípulo de Cristo” ? e é um ?então ela pode ser admitida para o batismo. Longe de suportar o batismo infantil, o comentário de Justino Mártir suporta o batismo de discípulos.
Muitos autores pedobatistas, tais como Joachim Jeremias, têm dito que Irineu cria no batismo infantil, por causa de sua declaração (c. A.D. 180) de que, através de Cristo, pessoas de todas as idades são renascidas, incluindo infantes. [7] Entretanto, como argumenta Everett Ferguson, “Antes de nos precipitarmos em aceitar uma referência ao batismo infantil aqui, devemos ser cautelosos”. Ferguson argumenta que Irineu usa o termo “renascer” (renascor) para a “a obra de Jesus de renovação e rejuvenescimento concretizada pelo seu nascimento e ressurreição, sem qualquer referência ao batismo. . . . A vinda de Jesus trouxe um recomeço a toda a raça humana. Ele santificou todas as idades da vida. Aceitar sua renovação ao ser batizado é outra questão e cai fora do âmbito desta passagem”. [8] Essa é a interpretação padrão batista articulada por autores tais como Hezekiah Harvey and Paul King Jewett. No entanto, essa visão sobre Irineu é também compartilhada por pedobatistas como Kurt Aland. [9]
A medida que avançamos para o início do terceiro século, nós encontramos Tertuliano, que escreveu o primeiro tratado completo sobre batismo, De baptismo. Favorecendo fortemente o sistema catecúmeno, ele acreditava que as pessoas deveriam adiar o batismo até que elas fossem instruídas na fé por um longo tempo: “Por conseguinte, tendo em conta as circunstâncias e a vontade, até mesmo a idade de cada pessoa, o adiamento do Batismo é mais vantajoso , em particular, no entanto, no caso de crianças. . . . O Senhor, na verdade diz: ‘Não as impeçais de vir a mim’ (Mt 19). Que venham, então, enquanto elas estão crescendo; venham enquanto estão aprendendo, enquanto elas estão sendo ensinadas para onde devem vir; deixai-as tornarem-se cristãs, quando elas foram capazes de conhecer a Cristo. Por que se apressa a idade da inocência para a remissão dos pecados?” [10] Esta passagem mostra que Tertuliano écontrário ao batismo infantil, precisamente porque ele é a favor do batismo de crentes.
Batistas, é claro, concordam que o batismo infantil criou raízes no terceiro século. Pais da igreja como Cipriano, Orígenes e Agostinho o aprovaram. No entanto, Orígenes foi defensivo sobre o assunto, dizendo que o batismo de infantes “é uma coisa que causa frequentes questionamentos entre os irmãos”. [11] Essa declaração trabalha contra o argumento pedobatista de que ninguém protestou contra a introdução gradativa do batismo infantil.
Não há nenhuma evidência direta para a afirmação de que o batismo infantil era praticado nos primeiros dois séculos da igreja cristã. Pelo contrário, toda a evidência estabelece crentes como os únicos sujeitos aptos para o batismo antes do século III. Quando colocado ao lado dos dados do Novo Testamento sobre o batismo, isso demonstra que o batismo apostólico era para crentes somente.
Fonte: http://www.fwbtheology.com/was-infant-baptism-practiced-in-early-christianity/
Tradução/adaptação: Samuel Coutinho
________________________
[1] HARVEY, Hezekiah. The Church: Its Polity and Ordinances (Philadelphia: American Baptist Publication Society, 1879; repr. Rochester, NY: Backus, 1982), 211; ARGYLE, A. W. “Baptism in the Early Christian Centuries,” inChristian Baptism, ed . A. Gilmore (Chicago: Judson, 1959), 187, 202-03, 208.
[2] Para um dos melhores e mais sucintos tratamentos da visão dos cristãos primitivos sobre o batismo, ver Paul King Jewett, Infant Baptism and the Covenant of Grace(Grand Rapids: Eerdmans, 1978). 13-43. Ver também Steven McKinion, “Baptism in the Patristic Writings,” em Thomas R. Schreiner e Shawn D. Wright, eds., Believer’s Baptism: Sign of the New Covenant in Christ(Nashville: B&H Academic, 1006), 163-88.
[3] Ver, p. ex., A Epístola de Barnabé (c. A.D. 120-130), o qual advoga o batismo de crentes somente: “Nós descemos para a água cheios de pecados e impurezas, e retornamos dando frutos em nossos corações, temor e esperança em Jesus no Espírito” (Ante-Nicene Christian Library, Apostolic Fathers, I, 121). Obviamente, infantes são incapazes de exibir este tipo de comportamento. Outro exemplo é encontrado no Shepherd de Hermas, escrito na metade do Segundo século. Hermas coloca o arrependimento como condição para o batismo (Jewett, 40).
[4] “Antes de batizar, tanto aquele que batiza como o batizando, bem como aqueles que puderem, devem observar o jejum. Você deve ordenar ao batizando um jejum de um ou dois dias” (Didache, 7.4).
[5] Jewett, 40-41.
[6] Citado em Harvey, 202.
[7] JEREMIAS, Joachim. Infant Baptism in the First Four Centuries. Tradução: David Cairns (Philadelphia: Westminster, 1962), 73.
[8] FERGUSON, Everett. Baptism in the Early Church: History, Theology, and Liturgy in the First Five Centuries (Grand Rapids: Eerdmans, 2009), 308.
[9] Harvey, 203-04; Jewett, 25-27; Kurt Aland, Did the Early Church Baptize Infants? Traduzido por G. R. Beasley-Murray (Philadelphia: Westminster, 1963), 58-59. Para um tratamento batista primitivo de Irineu similar a este, ver John Gill, Infant Baptism a Part and Pillar of Popery (Philadelphia: American Baptist Publication Society, 1851), 22-23. Ver também “The Baptismal Question in the Light of Scripture and Church History,”Freewill Baptist Quarterly 26 (1859), o qual questiona, “Se o batismo infantil era praticado por Cristo e seus apóstolos  e no primeiro e segundo séculos, não é extremamente estranho que nossos amigos pedobatistas não possam encontrar nenhuma prova disso, mas só essa passagem de Irineu, que, afinal, não diz nada sobre o batismo?” (128).
[10] TERTULIANO. Tertullian’s Treatises: Concerning Prayer, Concerning Baptism. Tradução: Alexander Souter (New York: Macmillan, 1919), 69.
[11] Citado em Jewett, 30.

Tradicionalmente, os defensores do batismo infantil (ou pedobatismo) alegam que sua prática remonta aos apóstolos. Entretanto, não há provas para essa afirmação. Não existe nenhuma evidência clara para o batismo infantil anterior ao terceiro século.  Até mesmo a declaração de Agostinho de que o batismo infantil era um “costume firmemente estabelecido” na igreja está imprecisa. Tão tardios quanto os escritos de Agostinho (final do quarto e início do quinto século), muitos pais da igreja também não praticaram o batismo infantil ou nem mesmo eles próprios receberam o batismo até se tornarem adultos. Somente após a morte de Agostinho, no século V, poderíamos nos referir ao batismo infantil como um costume firmemente estabelecido.
Para entendermos essa questão precisaremos abordar dois aspectos:
(1) Nós devemos discutir qual foi o motivo para o batismo infantil criar raízes no terceiro século e tornar-se uma pratica generalizada por volta do quinto século.
(2) Nós devemos mostrar que o batismo infantil não era a prática dos cristãos primitivos no período entre a época dos apóstolos e o século III.
Entretanto, antes de fazermos essas duas coisas, devemos ter em mente a ideia principal que parece dirigir o argumento pedobatista ao longo da história: Se o batismo infantil foi uma adição tardia, então por que não houve controvérsia sobre sua introdução dentro das igrejas? A resposta a essa questão é dupla: em primeiro lugar, não há evidência clara do batismo infantil anterior ao terceiro século, e o pedobatista deve lidar com isso. Quaisquer discussões sobre a razão pela qual o batismo infantil veio à cena com pouca oposição registrada não obscurece o fato de que o batismo de crentes é a prática evidente antes do século III ? e o batismo infantil não é. Em segundo lugar, Tertuliano argumentou contra a introdução do batismo infantil, o que nós discutiremos em breve.
Agora, voltando ao aspecto (1), por que o batismo infantil foi introduzido no terceiro século? Sobre isso, há duas coisas que temos de discutir: primeiro, o sistema catecúmeno, e segundo, a questão da condenação infantil e a regeneração batismal. O sistema catecúmeno já estava estabelecido no início do século II. Nesse sistema, as pessoas se submetiam a um período de instrução depois da conversão e antes do batismo. Os primeiros pais da igreja colocaram tanta ênfase na instrução na fé como algo precedente ao batismo, que a maioria dos convertidos se submeteu a meses ou anos de instrução catequética antes de se batizar.
Muitos dos mais conhecidos pais da igreja submeteram-se a tais catequeses e não receberam o batismo até a maioridade, mesmo sendo filhos de pais cristãos. Isso inclui, entre outros, homens como Atanásio, Basílio, Clemente de Alexandria, Hipólito, Gregório de Nissa, Crisóstomo, Jerônimo e o próprio Agostinho. [1] Se o batismo de crianças era um costume desde o tempo dos apóstolos, certamente esses homens teriam sido batizados antes da idade adulta. No entanto, esses homens foram resultados do sistema catecúmeno. Eles foram catecúmenos que se submeteram a instrução na fé por muitos anos antes de serem admitidos no batismo.
Assim, dado esse contexto, como o batismo infantil veio a substituir o sistema catecúmeno? Foi simplesmente assim: As pessoas começaram a crer na errônea doutrina da condenação dos infantes e na regeneração batismal, o que logo se tornou comum nas igrejas.
Agora, analisando o aspeco (2), nós devemos lidar com as provas existentes, anteriores ao terceiro século, de que o batismo era administrado somente aos crentes e não aos infantes. [2] O melhor lugar para começar é na igreja primitiva do século II. Toda referência que nós encontramos na igreja do segundo século apresenta a confissão de fé como uma qualificação essencial para o batismo. [3]
A melhor e mais antiga fonte sobre o batismo de crentes é o Didaquê (ou “O Ensino dos Doze Apóstolos” A.D. 100-110). Este documento entra em mais detalhes sobre o batismo do que qualquer outro tratamento do século II. O Didaquê não estabelece apenas as qualificações morais para quem está prestes a se submeter ao batismo, mas também exige que o candidato ao batismo jejue por um ou dois dias. [4]
Paul K. Jewett pergunta, “como é que vamos explicar a omissão de qualquer referência ao pedobatismo neste manual primitivo sobre o uso adequado do batismo? É difícil imaginar tal omissão ocorrendo sobre a tutela de Católicos Romanos, Anglicanos, Luteranos, ou mesmo Presbiterianos, Metodistas ou congregacionais…. Não é, portanto, altamente implausível que o Didaquê tenha sido produzido por uma comunidade de Pedobatistas primitivos que apenas nada disseram sobre o batismo infantil?” [5]
Todas as outras referências ao batismo no século II rendem os mesmos resultados. Pedobatistas têm há muito tentado atribuir um sentido incorreto a Justino Mártir como se ele ensinasse o batismo infantil quando ele fala de “muitos homens e mulheres que, tornando-se discípulos de Cristo desde criança, permanecem incorruptos até os sessenta e setenta anos”. [6] No entanto, nenhum Batista negaria que se uma criança é madura o suficiente para ser um “discípulo de Cristo” ? e é um ?então ela pode ser admitida para o batismo. Longe de suportar o batismo infantil, o comentário de Justino Mártir suporta o batismo de discípulos.
Muitos autores pedobatistas, tais como Joachim Jeremias, têm dito que Irineu cria no batismo infantil, por causa de sua declaração (c. A.D. 180) de que, através de Cristo, pessoas de todas as idades são renascidas, incluindo infantes. [7] Entretanto, como argumenta Everett Ferguson, “Antes de nos precipitarmos em aceitar uma referência ao batismo infantil aqui, devemos ser cautelosos”. Ferguson argumenta que Irineu usa o termo “renascer” (renascor) para a “a obra de Jesus de renovação e rejuvenescimento concretizada pelo seu nascimento e ressurreição, sem qualquer referência ao batismo. . . . A vinda de Jesus trouxe um recomeço a toda a raça humana. Ele santificou todas as idades da vida. Aceitar sua renovação ao ser batizado é outra questão e cai fora do âmbito desta passagem”. [8] Essa é a interpretação padrão batista articulada por autores tais como Hezekiah Harvey and Paul King Jewett. No entanto, essa visão sobre Irineu é também compartilhada por pedobatistas como Kurt Aland. [9]
A medida que avançamos para o início do terceiro século, nós encontramos Tertuliano, que escreveu o primeiro tratado completo sobre batismo, De baptismo. Favorecendo fortemente o sistema catecúmeno, ele acreditava que as pessoas deveriam adiar o batismo até que elas fossem instruídas na fé por um longo tempo: “Por conseguinte, tendo em conta as circunstâncias e a vontade, até mesmo a idade de cada pessoa, o adiamento do Batismo é mais vantajoso , em particular, no entanto, no caso de crianças. . . . O Senhor, na verdade diz: ‘Não as impeçais de vir a mim’ (Mt 19). Que venham, então, enquanto elas estão crescendo; venham enquanto estão aprendendo, enquanto elas estão sendo ensinadas para onde devem vir; deixai-as tornarem-se cristãs, quando elas foram capazes de conhecer a Cristo. Por que se apressa a idade da inocência para a remissão dos pecados?” [10] Esta passagem mostra que Tertuliano écontrário ao batismo infantil, precisamente porque ele é a favor do batismo de crentes.
Batistas, é claro, concordam que o batismo infantil criou raízes no terceiro século. Pais da igreja como Cipriano, Orígenes e Agostinho o aprovaram. No entanto, Orígenes foi defensivo sobre o assunto, dizendo que o batismo de infantes “é uma coisa que causa frequentes questionamentos entre os irmãos”. [11] Essa declaração trabalha contra o argumento pedobatista de que ninguém protestou contra a introdução gradativa do batismo infantil.
Não há nenhuma evidência direta para a afirmação de que o batismo infantil era praticado nos primeiros dois séculos da igreja cristã. Pelo contrário, toda a evidência estabelece crentes como os únicos sujeitos aptos para o batismo antes do século III. Quando colocado ao lado dos dados do Novo Testamento sobre o batismo, isso demonstra que o batismo apostólico era para crentes somente.
Fonte: http://www.fwbtheology.com/was-infant-baptism-practiced-in-early-christianity/
Tradução/adaptação: Samuel Coutinho.
NOTAS
________________________
[1] HARVEY, Hezekiah. The Church: Its Polity and Ordinances (Philadelphia: American Baptist Publication Society, 1879; repr. Rochester, NY: Backus, 1982), 211; ARGYLE, A. W. “Baptism in the Early Christian Centuries,” inChristian Baptism, ed . A. Gilmore (Chicago: Judson, 1959), 187, 202-03, 208.
[2] Para um dos melhores e mais sucintos tratamentos da visão dos cristãos primitivos sobre o batismo, ver Paul King Jewett, Infant Baptism and the Covenant of Grace(Grand Rapids: Eerdmans, 1978). 13-43. Ver também Steven McKinion, “Baptism in the Patristic Writings,” em Thomas R. Schreiner e Shawn D. Wright, eds., Believer’s Baptism: Sign of the New Covenant in Christ(Nashville: B&H Academic, 1006), 163-88.
[3] Ver, p. ex., A Epístola de Barnabé (c. A.D. 120-130), o qual advoga o batismo de crentes somente: “Nós descemos para a água cheios de pecados e impurezas, e retornamos dando frutos em nossos corações, temor e esperança em Jesus no Espírito” (Ante-Nicene Christian Library, Apostolic Fathers, I, 121). Obviamente, infantes são incapazes de exibir este tipo de comportamento. Outro exemplo é encontrado no Shepherd de Hermas, escrito na metade do Segundo século. Hermas coloca o arrependimento como condição para o batismo (Jewett, 40).
[4] “Antes de batizar, tanto aquele que batiza como o batizando, bem como aqueles que puderem, devem observar o jejum. Você deve ordenar ao batizando um jejum de um ou dois dias” (Didache, 7.4).
[5] Jewett, 40-41.
[6] Citado em Harvey, 202.
[7] JEREMIAS, Joachim. Infant Baptism in the First Four Centuries. Tradução: David Cairns (Philadelphia: Westminster, 1962), 73.
[8] FERGUSON, Everett. Baptism in the Early Church: History, Theology, and Liturgy in the First Five Centuries (Grand Rapids: Eerdmans, 2009), 308.
[9] Harvey, 203-04; Jewett, 25-27; Kurt Aland, Did the Early Church Baptize Infants? Traduzido por G. R. Beasley-Murray (Philadelphia: Westminster, 1963), 58-59. Para um tratamento batista primitivo de Irineu similar a este, ver John Gill, Infant Baptism a Part and Pillar of Popery (Philadelphia: American Baptist Publication Society, 1851), 22-23. Ver também “The Baptismal Question in the Light of Scripture and Church History,”Freewill Baptist Quarterly 26 (1859), o qual questiona, “Se o batismo infantil era praticado por Cristo e seus apóstolos  e no primeiro e segundo séculos, não é extremamente estranho que nossos amigos pedobatistas não possam encontrar nenhuma prova disso, mas só essa passagem de Irineu, que, afinal, não diz nada sobre o batismo?” (128).
[10] TERTULIANO. Tertullian’s Treatises: Concerning Prayer, Concerning Baptism. Tradução: Alexander Souter (New York: Macmillan, 1919), 69.
[11] Citado em Jewett, 30.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

EDUARDO CUNHA E ASSEMBLÉIA DE DEUS MADUREIRA NA MIRA DA JUSTIÇA

A essas alturas Eduardo deve estar rezando
As empresas com nome de igreja faz tempo se alastram pelo Brasil. De quando em vez uma ou outra cai nas malhas da justiça. É roubo, é charlatanismo, é opressão aos fiéis incautos. Seus lideres cada vez enricam mais, seus fiéis cada vez mais enganados. De novo toma os jornais o nome de mais uma dessas empresas envolvida com ladroagem. A notícia segue abaixo:

"A Igreja Evangélica Assembleia de Deus intermediou o recebimento de pelo menos R$ 250 mil em propinas ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em 2012. A acusação foi feita pela PGR (Procuradoria Geral da República) e está na denúncia feita nesta quinta-feira (20) contra Cunha ao STF (Supremo Tribunal Federal). O dinheiro seria referente a propina do esquema investigado pela operação Lava Jato.
A PGR denunciou Eduardo Cunha e prefeita da cidade fluminense de Rio Bonito, Solange Almeida (PMDB), por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de ter pedido e aceitado o pagamento de US$ 5 milhões em propinas referentes a contratos da Samsung com a Petrobras.
De acordo com a denúncia da PGR, Fernando Soares orientou o lobista Júlio Camargo, responsável pelo pagamento de propinas a Eduardo Cunha, para que ele efetuasse o pagamento de R$ 250 mil a deputado por meio de depósitos feitos na conta da Igreja Evangélica Assembleia de Deus.
"Soares teria alertado que pessoas dessa igreja iriam entrar em contato com o declarante [Júlio Camargo].Representantes da igreja procuraram Júlio Camargo e informaram os dados bancários da Igreja Evangélica Assembleia de Deus," diz o texto.
Depois desse contato, empresas de fachada operadas por Júlio Camargo teriam feito três depósitos na conta da Igreja no dia 31 de agosto de 2012. Segundo a denúncia, a justificativa dada pelas empresas para os depósitos foi "pagamento a fornecedores".
Trecho da denúncia
A PGR diz que "não há dúvidas" de que as transferências foram feitas por indicação de Cunha e para o pagamento de parte dos US$ 5 milhões em propina que teria pedido a Júlio Camargo.
Ainda de acordo com a PGR, a ligação entre Eduardo Cunha e líderes da Igreja Evangélica Assembleia de Deus é "notória". Cunha é declaradamente evangélico.
"O diretor da referida Igreja perante a Receita Federal é Samuel Cássio Ferreira, irmão de Abner Ferreira, pastor da Igreja Assembleia de Deus Madureira, no Rio de Janeiro, que o denunciado [Cunha] frequenta", afirmou."
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quarta-feira, 29 de julho de 2015

PROGRAMAS RETRATOS DE FÉ FAZ DOCUMENTÁRIO SOBRE OS CONGREGACIONAIS NO BRASIL

A TV Brasil no seu programa Retratos de Fé fez um pequeno documentário sobre os Congregacionais no Brasil. Apesar de ter incoerências históricas como a informação de que os Congregacionais começaram no sec. XVII (foi no sec. XVI modernamente, mas as origens estão no Novo Testamento, pois era assim que as igrejas na época se dirigiam), de que os primeiros Congregacionais do Brasil eram de origem presbiteriana (na verdade o Dr. Kalley era da Igreja da Escócia e sua esposa da Igreja Congregacional em Torquay, Inglaterra), e de que o grupo mais antigo chega ao Brasil por volta de 1920 (na verdade foi 1855, e a primeira denominaçao com as igrejas Congregacionais organizadas foi formada em 1913), vale a pena assistir. Um defeito grande é terem nominado a Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil, a União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil, e terem deixado de fora a Igreja Evangélica Congregacional do Brasil, outro grande grupo Congregacional em nosso país.

O QUE É CONFESSIONALIDADE

Imagem da Confissão de Fé Congregacional
Por Inez Augusto Borges

 

 

Introdução

 

 

O que é confissão? O que é ser confessional? O que é confessionalidade? As duas primeiras palavras são encontradas em nossos dicionários de língua portuguesa e também em dicionários bíblicos. Entretanto, confessionalidade é um neologismo, ou seja, uma palavra recente para a qual não existe ainda uma definição gramatical rigorosa e não é encontrada nos dicionários. A palavra confessionalidade tem sido frequentemente utilizada no contexto acadêmico e aparece quase sempre associada a um adjetivo como, por exemplo, “confessionalidade presbiteriana”, “confessionalidade luterana”, etc.
Sendo assim, porque gastar tempo refletindo sobre este tema? Qual a relevância da compreensão sobre o significado dele? Será que a confessionalidade é algo realmente digno de ocupar o precioso tempo de estudo semanal em uma escola dominical? Ao final da lição, você poderá responder, por si mesmo, essas questões. Vamos ao estudo.

I. Definição de termos

 

a. Confessionalidade e seu contrário. Para entender o termo confessionalidade, será necessário entender o seu oposto – a laicidade, laicismo ou laico. Essas palavras, que também não são comuns em nosso vocabulário cotidiano, tem o sentido de autonomia em relação às confissões religiosas. O movimento pelo laicismo surgiu no século 16, no período do renascimento cultural. Tratava-se de uma busca pela ausência do controle religioso da política, das artes, das ciências e da educação. A ideia fundamental era que os cientistas, educadores, artistas e políticos deveriam trabalhar sem favorecimento ou perseguição decorrentes de ideias religiosas. A religião deveria ser reservada para ao espaço da vida privada e não poderia interferir nos negócios públicos. A existência dos Estados laicos, nos quais existe a liberdade de expressão da diversidade religiosa é uma conquista do movimento laico. O oposto do Estado laico é o Estado confessional, ou seja, o Estado ou país que impõem uma crença religiosa aos cidadãos. Grande parte dos países muçulmanos são exemplos dessa confessionalidade nacional.
A laicidade é entendida como secularismo. No âmbito político, a palavra adquire sentido de neutralidade, ou de conferir tratamento igualitário a todas as religiões e também ao ateísmo. O movimento laico prima pelo não envolvimento do religioso nos assuntos de governo, da mesma maneira que requer o não envolvimento do governo nos assuntos religiosos.
Embora o movimento laico seja importante para evitar favoritismos ou perseguições por razões religiosas, o próprio movimento descambou em um radicalismo confessional, pois acabou por negar a validade da religião e inclusive, tornou-se perseguidor e destruidor dos valores religiosos ou confessionais. Em nome da laicidade, passou-se a construir uma nova cosmovisão fundamentada na ideia de autonomia do ser humano. Francis Schaeffer afirma que muitos dos grandes problemas sociais do século 20 estão ligados à destruição da família, à violência nas escolas públicas, à pornografia, permissividade e outros problemas morais resultantes da ausência de valores absolutos e o apego a esta visão de mundo, segundo a qual “a realidade final é matéria ou energia impessoal posta na forma presente pelo acaso impessoal” (A Igreja no século 21, pág. 166, Cultura Cristã).
O que Schaeffer denuncia é a transformação do laico em confessional. Segundo ele, a tentativa de libertar as diversas esferas públicas do poder religioso criou uma nova religião – a religião humanista – e esta se tornou tão ou mais opressora do que as formas anteriores de opressão religiosa. De acordo com Schaeffer, não há possibilidade de existência da atitude laica, pois ou se estará confessando que a fé religiosa é parte da vida, das decisões e das atitudes diante de todas as situações da vida, ou se estará confessando que a vida é uma série de fragmentações, uma colcha de retalhos, na qual a religião ocupa apenas uma posição periférica.

b. Confissão. A palavra confissão está relacionada, no grego, a um grupo de palavras (homologia) utilizadas com finalidade jurídica e comercial. Entre seus significados, destacam-se: concordar, reconhecer, admitir, declarar e prometer. O termo era primeiramente utilizado em um contexto de julgamento, no qual um homem concorda com a declaração de outro, concede ao outro o reconhecimento de que esse outro está correto, está falando a verdade e tem, portanto, o direito de atribuir a punição merecida. Confessar significava concordar que a penalidade seria justamente atribuída e se comprometer a cumpri-la. Confessar implicava assumir consequências.
Ao reconhecer uma dívida e prometer que o pagamento será feito, a palavra possuía um sentido jurídico e comercial. Admitir que é devedor não teria sentido se não houvesse disposição de assumir as consequências desse reconhecimento e efetuar o devido pagamento.
O emprego religioso da palavra confissão é posterior à sua utilização no contexto dos tribunais. Neste caso, o homem, por meio de juramento, entra em um relacionamento de aliança com a divindade. Assim, o termo confissão é transferido de uma confissão solene de mau procedimento diante de um tribunal, para a confissão de pecado diante da divindade. Na Septuaginta, tradução grega do Antigo Testamento, o conceito de confissão é utilizado cerca de 120 vezes, geralmente como tradução de palavras hebraicas que significam louvar e confessar. Às vezes se emprega com termos que devem ser entendidos conjuntamente, ou seja: dar louvor, reconhecer com louvor, confessar com louvor, adorar com cânticos (2Sm 22.50; Sl 7.17, Sl 18.49-50),   cantar louvores, agradecer e celebrar (1Cr 16.4; 29.13; 31.2; Sl 106.47).

c. Confissão e confessionalidade. Podemos agora relacionar a palavra confessionalidade com o que foi dito sobre confissão. Confessionalidade é um conjunto de crenças, princípios, símbolos e práticas que se explicitam na vida de uma pessoa ou instituição. É a atitude de assumir e confessar como valioso um conjunto de valores, princípios de conduta e também respostas para os questionamentos da vida. Consideremos que “confissão” seja a aceitação de algo como verdadeiro e valoroso, bem como a proclamação ou declaração de que esse “algo” é significativo e digno de ser aplicado à nossa experiência de vida. Sendo assim, a confessionalidade terá então o sentido de um estilo de vida, fundamentado nos valores escolhidos para direcionar a prática pessoal, familiar, profissional, social e espiritual.
A confessionalidade se aplica à vida do indivíduo da mesma forma como pode ser aplicada à uma instituição educacional, religiosa, filantrópica, esportiva, etc.


II. Ser humano é ser confessional

 

Assumimos, neste contexto, que a palavra confessionalidade é um substantivo abstrato, assim como bondade, beleza, vaidade, vivacidade, etc. Substantivo abstrato é aquele que nomeia algo que depende de outro algo para se manifestar ou existir. Por exemplo, ninguém pode ver a beleza como tal, pois somente podemos contemplá-la em algo que é belo. Por isso, beleza é um substantivo abstrato. Do mesmo modo, a confessionalidade não pode ser vista de forma desvinculada de um ser confessional.
Podemos fazer uma aproximação ao termo, enfatizando que confessionalidade designa a tendência do ser humano em sua busca de sentido e de explicação para sua própria existência, assim como para a existência do universo e a origem e sentido da vida. O ser humano é um ser confessional. Isto significa que todo ser humano confessa (acredita e afirma) algo sobre si mesmo e sobre o universo.
A confessionalidade é, portanto, a impossibilidade da neutralidade. O ser humano não consegue deixar de formular questões ou aceitar, impassivelmente, respostas que são impostas a ele. A confessionalidade está ligada à própria racionalidade humana. Por se tratar de um ser racional, que precisa justificar sua própria existência, é possível admitir que todo ser humano possui um conjunto de crenças que constituem sua confessionalidade. A confessionalidade está ligada à identidade. Aquilo que confesso como sendo verdadeiro para mim, define quem eu sou, com quem me relaciono e com quem eu rompo.

III. Toda confessionalidade tem consequências

 

Francis Schaeffer afirma que os humanistas compreenderam muito bem a impossibilidade da neutralidade. Eles reconheceram, antes que os cristãos modernos, que a forma como interpretamos a realidade produz resultados na realidade. Não é possível viver como se Deus existisse e se importasse com tudo o que você faz e, ao mesmo tempo, viver como se ele se importasse apenas com a parte religiosa da sua vida. A visão laica da realidade se transformou em uma confissão radical sobre a não existência de Deus, sobre a centralidade e supremacia da razão humana. Dessa forma, segundo Schaeffer, o homem se perdeu. A confessionalidade materialista não dá conta de explicar o ser humano, pois o reduz a muito menos do que ele é. Ao afirmar que a realidade final é apenas “matéria-e-energia-ao-acaso” esta confissão materialista não encontra a mínima sustentação necessária para desenvolver um conceito de dignidade humana, de sociedade justa, de legalidade ou justiça. Tudo se relativiza. Em lugar de reconhecer a dignidade do ser humano, essa visão de mundo o vê apenas como um animal intrinsecamente competitivo sem nenhum princípio ou motivação que vá além da seleção natural.
Em termos educacionais, por exemplo, a laicidade, ou não confessionalidade, tem sido o clamor dos países que se reconhecem como cristãos. Embora a liberdade de expressão religiosa seja a indispensável base da liberdade e justiça social, na maioria dos países cristãos europeus e nos Estados Unidos da América, a autonomia da educação em relação à religião resultou em proibição do ensino religioso nas escolas e, por fim, a expulsão de Deus dos textos e das práticas escolares.
O ensino a respeito da evolução leva crianças, adolescentes e jovens a considerarem a si mesmos e aos demais seres humanos como destituídos de qualquer dignidade intrínseca à condição humana. Afinal, que dignidade pode haver em seres que são vistos apenas como semelhantes a brutos irracionais?

IV. A confessionalidade cristocêntrica

 

A confissão cristã deve ter Cristo como centro, como Senhor e Salvador. Colossenses 1.13-20 é uma maravilhosa confissão de fé no Cristo vivo, que estava com o Pai no princípio da Criação, que sustenta todas as coisas, e que se deu por todos nós, na cruz do calvário. O reconhecimento dessas verdades espirituais não pode ser algo apenas intelectual. É obra do Espírito Santo de Deus. É ele quem nos convence do pecado, da justiça e do juízo. E é também ele quem nos faz lembrar de tudo o que o Senhor Jesus nos ensinou por meio de sua Palavra registrada nos Evangelhos e também por meio de seus atos de amor e santidade. Confessar que Jesus Cristo é tudo o que o texto de Colossenses nos ensina que ele é, exige mudança de vida, exige transformação da mente, dos sentimentos e do comportamento em relação a Deus, ao próximo e em relação a nós mesmos e aos nossos dons e responsabilidade perante Deus e os homens. A confessionalidade cristã exige prática cristã, ou seja, exige prática que imite a Cristo.
Os cristãos primitivos tinham o adequado conhecimento do que era a confissão cristã. Confessar que Jesus Cristo é Senhor implicava negar que César é senhor. Implicava disposição para enfrentar os riscos da confissão. Implicava também aceitar as responsabilidades decorrentes dessa confissão. Os cristãos entenderam que deveriam ser servos uns dos outros, que não deveriam temer a morte, pois haviam recebido a promessa da vida eterna em Cristo Jesus. Paulo confessou que preferia a morte, para estar com Cristo. Os resultados da vida prática confirmando a fé é um bom exemplo do que era entendido como confissão. Eles diziam que Jesus Cristo é Senhor. Então, viviam como servos desse Senhor e não como donos de sua própria vida, de seu próprio tempo, de seu próprio dinheiro. Eles sabiam que prestariam contas a este Senhor. Eles confessavam ser uma família, assumiam que eram irmãos em Cristo. Então, viviam em comunidades, repartindo entre si o pão, o abrigo, o ensino, o sofrimento e as alegrias. Eles se regozijavam na comunhão e no partir do pão. Eles oravam juntos. Eles serviam juntos.

Conclusão

 

A confessionalidade cristã, conforme expressa na Bíblia, exige assumir publicamente a crença de que Deus é criador do universo, que o ser humano foi criado por Deus para o louvor da sua glória, mas que pecou e é réu de morte, digno do inferno, tendo necessidade de redenção que somente pode ser propiciada pela graça e misericórdia reveladas no sacrifício de Jesus Cristo em nosso lugar.
Este conjunto de crenças é, na verdade, uma só. Dela deve derivar uma postura diante da vida, que tem consequências não apenas para a salvação eterna, mas para a vida diária, para os relacionamentos, para a escolha profissional e conjugal, etc. Se cremos que nossa vida foi planejada por Deus para resultar em glória ao seu próprio nome, não podemos vivê-la como se fossemos donos de nós mesmos ou como se fôssemos animais racionais em competição com outros, sem um propósito mais elevado para nossa existência.

Aplicação

 

Que tal reavaliar sua confessionalidade e sua prática diária? Como você pode se descrever como alguém que é confessional? Que Deus o dirija em um novo posicionamento em todos os contextos nos quais ele mesmo tem colocado você, para que você seja sal da Terra e luz do mundo. Amém.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

THALLES ROBERTO A "QUEDA" DE QUEM NUNCA SUBIU

Tomou conta da rede nessa semana a polêmica das declarações de Thalles Roberto. O projeto de cantor disse em alguns lugares que hoje ele é o melhor da música gospel e o resto é medíocre, e tudo isso ao som de "glória a deus"  (é deus com minúscula mesmo porque aquele negó$io não tem nada a ver com o Deus do céu) de uma juventude surtada. Anunciou também que vai começar a gravar fora do meio, porque ser o melhor entre os ruins é fácil, mas "deus" disse a ele que ele deve ser o melhor entre os bons, quer dizer, fora do meio gospel. O vídeo VOCÊ ASSISTE AQUI porque do youtube ele mandou tirar. As declarações depois de ele estar com muita amizade com o funkeiro Naldo (aquele do "em cima, em cima, em cima") parecem muito normais. Naldo deve ter mostrado ao Thalles o caminho das pedras. Pois bem, aqui vai o que penso.

Thalles e Naldo parceria que promete... não sei o que, mas sei que não é bom
1- O fato de Thalles sair do meio gospel para mim é ótimo. Isso vai nos livrar de música ruim e muita heresia que caso contrário continuaria a vir de suas modas e "ministrações". Infelizmente temos uma juventude que não conhece a Bíblia, e quem tem feito a cabeça desse pessoal é a turma do gospel, principalmente quem faz sucesso. Sou pastor e sei que as nossas pregações e estudos surtem pouco efeito, porque nas pregações poucos prestam atenção, e nos estudos (quando a igreja ainda tem cultos de estudo bíblico e Escolas Dominicais) ninguém vai. Mas, em contrapartida todos tem um celular cheio de música desses "gritadores" da moda que escutam o dia inteiro. E ainda com o apoio de muitos "pastores" que não estão nem aí contanto que tenha gente na casa para pagar o seu salário. 
Porém, ao mesmo tempo em que não conhece a Bíblia o jovem crente também é extremamente supersticioso, ele  só escuta quem diz que é crente. De crente qualquer lixo serve, mas se o cara não for do metiê ninguém ouve. Assim, Thalles no "mundo" é menos "liberação de unções", "palavras proféticas", poluição e má influência no meio dos jovens das igrejas.

2- Que a música gospel realmente é um poço de mediocridade o Thalles está certíssimo. Ora, não é preciso entender de música para saber que Damares, Trazendo a Arca (ou Levando a Arca, não sei o nome daquilo), Diante do Trono, Marcela Thaís, o próprio Thalles, Fernanda Brum, Anderson Freire, Cleber Lucas, e quem mais faça sucesso por aí (perdoem a minha ignorância de nomes, não escuto esse negó$io) são muito ruins mesmo. Não tem letra, profundidade, construção melódica, poesia. Os nossos músicos de igreja espancam os instrumentos e em certos lugares o famoso "período de louvor' é uma tortura porque as referencias que escutam são esse tipo de coisa. Peça para um músico de igreja tocar um "nayabing", ou um Sambarock, e espere.... sentado. Com respeito ao que cantam é tudo um repeteco sem tamanho e quando não um festival de heresias. Já viu o cantor da igreja querer imitar o seu ídolo gospel, fazer carinha de santo, postar as mãos e "miar" feito Ana Valadão? Aí é o fim. Qualquer um com um mínimo de discernimento bíblico verá que tem música aí que é até pecado ouvir. 

Agora quando falo de "música gospel" não estou falando aqui da música cristã em si, estou falando desse movimento comercial inspirado no inferno que adentrou as igrejas a partir da década de 90, capitaneado pela Renascer. Na música cristã, que é outra coisa, temos pessoas que estão entre os melhores cantores e músicos do Brasil, é só da uma ouvida em Silvia e Cintia, Vencedores por Cristo, Grupo Logos, Stênio Marcius, Wanda Sá (sim a maior cantora de Bossa Nova do Brasil é cristã e faz música cristã), Victorino Silva, Diego Venâncio, Roberto Diamanso, Quarteto Vida, Carol Gualberto, João Alexandre, Nelson Bomilcar, Gladir Cabral, Jorge Camargo, Shirley Spindola, Baixo e Voz, Sal da Terra, Silvestre Kuhlmann, Carlinhos Veiga, Expresso Luz, Josué Rodrigues, Priscila Barreto, Guilherme Kerr, Gerson Borges, Carlos Sider, Sérgio Lopes, para citar alguns, pois tem muito mais. Não confunda por favor o que está na mídia, o tal "movimento gospel" que de tão original até o nome é importado (a palavra gospel é da língua inglesa), com música cristã. Esse movimento faz parte de um plano comercial onde multinacionais como Sony, ou gravadoras como a Som Livre, contratam os "artistas" apenas para faturar. Eles não têm nenhum compromisso com o Evangelho, pois gravam tanto o padre como o pastor, ou o xangozeiro, assim façam sucesso e deem lucro. Por isso as músicas gospels hoje podem ser cantadas por qualquer um, numa "igreja", num bloco de carnaval (Ivete gosta de cantar Thalles), ou num palco de programa de TV com bailarinas seminuas dançando ao fundo.

3- Não entendo a surpresa de muitos. Uma coisa que não entendo é a surpresa de muitos. Ou é muita besteira, ou é falta de cérebro mesmo. Alguém que conhece a Bíblia e o Evangelho acha que quem que cria um boneco (ídolo) com seu nome (Thalleco), bonés, camisas, Biblia, para vender e arrecadar. Alguém que vive dizendo e cantando o que o Thalles canta e diz por aí (tudo gravado em vídeos diversos e veja suas letras) é cristão? Caramba, será que todo mundo está cego? Eu falo nisso faz tempo, sou criticado por meio mundo, mas nunca me calei. Aquele negó$io de Trazendo a Arca (sei lá o nome) que brigaram, se dividiram, meteram processo um no outro é coisa de cristão? Quem canta que quer ver quem não o ajudou ferrado na plateia enquanto ela está no palco (Damares) é cristã? Quem fica misturando judaísmo com cristianismo como o Leonardo Gonçalves da Sony (ele nem escreve mais Deus, mas D-us como os judeus messiânicos) é cristão? Quem sai berrando e de 04 no palco (Ana do Diante do Trono) é cristã? Nunca me enganei. O Catedral eu dizia faz tempo não são músicos cristãos todos conhecem o fim da historia. O Thalles eu sempre disse, e que também era muito ruim, uma zuada dos infernos. E tem muitos cantores gospels que não são cristãos e faturam dentro de igrejas, mas não saem co medo da opinião pública. O Thalles foi corajoso, é isso que um homem deve ser. Essa turma nunca me enganou.

Thalles e suas unções e palavras proféticas
O que fica de tudo isso? Bem, primeiro que o conceito de musica de Thalles, como de seus fãs (sim cantor gospel tem fãs que o defendem com unhas e dentes, mais do que a Cristo) é muito pobre. Porque se ele acha que os grunhidos que ele emite, e a pantomima que faz no palco é música, me digam o que é que faz Paulo Cézar do Logos, Stênio Marcius, Victorino Silva. Porque uma coisa é certa, o que esses cristãos fazem é muito, mas muito diferente do Thalles e seus semelhantes. Segundo, lá no "mundo' como dizem, ele quem sabe faça sucesso mesmo, pois veja o caso de seu amigo Naldo, se aquilo faz sucesso você duvida que o Thalles fará. Num país em que uma multidão de universitários, infelizmente morreu numa casa de show porque estavam lá para ouvir uma banda chamada "Gurizada Fandangueira", o que você deve esperar? 

Assim, vai com Deus Thalles e que muitos outros "músicos gospels" sigam seu exemplo.
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