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sábado, 16 de julho de 2016

POR UMA NAÇÃO MAIS JUSTA E UMA IGREJA MAIS FIEL


Por Aliança Cristã Evangélica Brasileira


 “Há tempo para todo propósito debaixo dos céus”, nos diz o texto sagrado dos cristãos. Os mais velhos dirão que já passamos por “vários tempos” neste nosso Brasil. Mas hoje - concordaríamos todos - é um tempo de enorme desarranjo político, tristeza e descrença. Um tempo de profunda crise política, graves desafios econômicos, sérios conflitos ideológicos e uma intolerância social que ameaça o próprio futuro.


Como Aliança Cristã Evangélica, nos solidarizamos com as vítimas deste nosso momento, denunciamos as artimanhas que não desejam reformas profundas e afirmamos todo o esforço possível para que a transparência dos fatos seja buscada e a justiça seja exercida. E oramos para que este nosso tempo convulsionado não seja em vão, mas nos leve a ser uma nação que:



Busque a paz,

Viva a justiça,

Exerça o amor,

Ampare os que sofrem.



Buscamos inspiração e direção nas palavras de um de nossos profetas bíblicos quando ele aponta para o que Deus espera de nós:



pratique a justiça,

ame a fidelidade e

ande humildemente com o seu Deus.



Como Aliança Evangélica, representamos denominações eclesiásticas, organizações, ministérios e líderes de todo o Brasil, sendo pautados por Cristo, sua palavra,  buscando ser uma igreja a serviço de Deus no Brasil de hoje. Os valores e princípios que aqui expressamos guiam a nossa própria caminhada e os afirmamos sem nenhum vínculo ou compromisso partidário:



Paz com justiça,

Compromisso ético individual e coletivo,

O serviço ao outro como exercício de cidadania,

Processos decisórios transparentes e respeitadores do outro,

Liberdade com responsabilidade num estado laico.



Reconhecemos que estes princípios e valores precisam ser aplicados e vividos primeiramente por nós mesmos, como cristãos brasileiros, o que nem sempre tem sido o caso. Por isso, lamentamos quando:



·         A fé cristã é colocada a serviço de práticas públicas e políticas espúrias.

·         Nos posicionamos na sociedade em busca de benefícios próprios.

·         Levantamos a nossa voz, na sociedade, de tal maneira que discriminamos ao outro, expressamos belicosidade e usamos instrumentos de poder que são “caciquistas” e “clientelistas”.

Juntos oramos, “tem misericórdia de nós, Senhor!”



Justiça e misericórdia para o Brasil



Solidarizamo-nos com tantos que neste tempo têm perdido o seu emprego, com as crianças que têm ficado sem merenda escolar, os enfermos que têm encontrado as portas dos hospitais fechadas, para citar alguns dos sinais de dor que marcam a nossa hora de crise. Crise esta que requer denúncia de todos os mecanismos de apropriação indevida, do que a Lava Jato é apenas uma pequena amostra.

 Afirmamos todo o esforço que se está fazendo, em todos os níveis possíveis, para desvendar mecanismos e estruturas de suborno e de corrupção. Denunciamos a nossa estrutura política que está vergonhosamente podre e tem protagonizado cenas que seriam cômicas se não fossem marcadas por processos decisórios que têm consequências para toda a nação.


 Necessitamos urgentemente de uma reforma política reestruturante e que questione os benefícios e os privilégios de todos os poderes republicanos, dialogando com os segmentos da sociedade civil que buscam o bem comum e não apenas os interesses próprios em viciadas e vergonhosas artimanhas de desvio, favorecimento e aparelhamento. Hoje, o que percebemos são mudanças de governo que reproduzem as mesmas práticas políticas espúrias e os mesmos conluios para beneficiar os detentores do poder nas diferentes esferas da  república, com tentativas de enfraquecimento dos processos de averiguação dos fatos e assim evitando, quando necessário, a denúncia e a punição dos envolvidos em mecanismos de corrupção.


 Advertimos a sociedade do perigo das mudanças superficiais que queiram garantir a manutenção da nossa injusta estrutura. E chamamos a atenção ao risco momentâneo de se buscar um “salvador da pátria” que não tenha compromisso nem com o sistema democrático, nem com a reforma política necessária e nem com os mais pobres e vulneráveis.



 Somos o povo da esperança e da oração


 Cremos que Deus quer oportunizar um novo tempo para o Brasil e quer inspirar o povo de sua igreja para isto. Expressamos a busca por este novo tempo através da oração que Jesus nos ensinou:



Pai nosso que estás nos céus,

Santificado seja o teu nome.

Venha o teu reino,

Seja feita a tua vontade

Assim na terra como no céu.

O pão nosso de cada dia dá-nos hoje,

E perdoa-nos as nossas dívidas

Assim como nós também perdoamos aos nossos devedores.

E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal,

Pois teu é o reino e o poder e a glória para sempre.

Amém





Brasil, 12 de julho de 2016.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

VOCÊ NÃO ESTÁ PREGANDO O EVANGELHO SE...

 Por Dave Harvey


Quando dois pastores se encontram pela primeira vez, a mesma pergunta sempre surge: quão grande é a sua igreja? E eu entendo. De que forma mais um pastor poderá determinar se é um sucesso ou um fracasso? Ministério pastoral não é como um esporte, no qual até mesmo as estatísticas mais obscuras (média de metros com domínio da bola depois da metade do primeiro tempo) são quantificadas e ganham valor. Ministério não é como os negócios, tampouco, com um relatório financeiro que não é distintamente vermelho ou distintamente preto. Ministério não é como a indústria, a qual é frequentemente resumida a quanto você vendeu e quanto ganhou em cada venda. Não, o ministério é muito mais nebuloso. Equações terrenas para determinar o sucesso ou o fracasso de um pastor são muito mais difíceis de conseguir.

Por causa da sua natureza nebulosa, alguns pastores tentam desesperadamente encontrar alguma medida ou número que os ajude a determinar se estão sendo bem sucedidos. Eles querem se assegurar de que estão fazendo um bom trabalho. Então, eles se voltam ao tamanho de suas congregações ou ao número de vezes que os sermões deles são baixados ou ao número de seguidores no Twitter que possuem ou aos metros quadrados de seus auditórios ou ao tamanho do orçamento da igreja. E ao mesmo tempo em que não há nada inerentemente errado com esses números, eles normalmente não são um bom indicador de se o pastor é ou não fiel à pregação do Evangelho. Na verdade, eles podem até ser enganosos, fazendo com que o pastor pense que ele é bem sucedido, quando, na verdade, é apenas popular (grande diferença).

Então, como um pastor pode saber quando está pregando fielmente o evangelho? Aqui estão alguns indicadores. Você sabe que está pregando o evangelho quando…

Você está menos impressionado consigo mesmo

Antes de poder pregar o evangelho a outros, você tem que ser capaz de pregá-lo para si mesmo primeiro. Você não pode levar outros a beber de um riacho que você mesmo não tenha descoberto. Como você sabe que prega o evangelho a si mesmo? Um sinal é que você está menos impressionado consigo mesmo do que você costumava estar.

Quando nós verdadeiramente entendemos o Evangelho, começamos a perceber que não somos grande coisa afinal. Em 1Coríntios 1:26-29, Paulo diz:

Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus.

Deus não opera como em um time profissional de futebol. Ele não chama os melhores e os mais brilhantes ao gramado. Em vez disso, ele chama os fracos e os menores à salvação e aí os posiciona no ministério. Se você foi chamado ao ministério, não é porque Deus precisava de você no time dele. É porque ele se deleita em você e o queria em sua família. Quando nós aproximamos nossas mentes ao redor desta verdade monumental, isso nos permite deixar de tentar sermos impressionantes. Deus não está impressionado conosco, e nós também não deveríamos estar.

Você se sente menos impressionante conforme prossegue no ministério? Isso é boa notícia! Isso provavelmente significa que você está pregando o evangelho a você mesmo!

Sua igreja se torna mais bagunçada

Se você está pregando fielmente o evangelho, Deus motivará descrentes a serem salvos. Quando descrentes são salvos, eles vão à sua igreja, e trazem com eles suas bagagens. Salvação nunca acontece num vácuo. Nossos pecados, lutas e fraquezas não desaparecem no momento em que somos salvos. Quando uma mulher anoréxica é salva, ele é completa e totalmente perdoada, mas as chances são grandes de que ela continuará lutando contra a anorexia por algum tempo. Como um pastor, você tem o privilégio de adentrar à bagunça e ajudá-la a andar para fora dela. Quando um fornicador de série é salvo, seus pecados são imediatamente perdoados, mas a libido dele não é desligada. Como um pastor, você tem o privilégio de ficar ao lado dele enquanto ele luta contra a lascívia.

Não esqueça: quando você foi salvo, você trouxe sua bagunça com você (e você ainda é uma bagunça!). Se a sua igreja estiver ficando bagunçada, não fique desencorajado. Isso provavelmente significa que você está pregando fielmente o Evangelho!

As pessoas começam a ser honestas sobre elas mesmas

As boas novas do Evangelho são que Deus nos aceita como nós estamos, não como nós seremos. Em Cristo, nós somos totalmente, completamente e radicalmente aceitos. 100% da justiça de Cristo nos é creditada. Não 50%, não 85% – um glorioso 100%. Se você estiver pregando o evangelho em toda a sua bondade radical, as pessoas vão se sentir seguras em Cristo. Se as pessoas se sentem seguras em Cristo, elas podem parar de agir como se elas tivessem tudo no lugar. Se elas são justas em Cristo, elas não precisam fingir nenhum teatro. Elas, junto com você, podem ser honestas sobre lutas e pecados.

Quando as pessoas começam a ser honestas sobre as lutas delas, as coisas podem ficar… complicadas. Quando uma pessoa confessa atração por pessoas do mesmo sexo ou vício em drogas ou uma compulsão alimentar ou raiva intensa,ou um ato crônico de mentir ou total desesperança, isso pode criar camadas de constrangimento, tensão social e até divisão. Como um pastor, você tem o privilégio de ajudar pessoas a trabalharem através de complicações que o pecado cria. De ajudar pessoas a aplicarem o evangelho à atração pelo mesmo sexo, vício em drogas e raiva.

Se a sua igreja está ficando complicada porque as pessoas estão sendo honestas sobre si mesmas, não fique desanimado! Isso provavelmente significa que você está pregando fielmente o Evangelho.

Conclusão

Ministério não é um jogo de números. Não é ficar maior, melhor ou mais brilhante. Não é sair arrasando ou conquistando títulos. Ministério é bagunça. Ministério é complicado. Ministério é se tornar menos impressionado com você mesmo e mais ferido com o Salvador. Mas isso são boas notícias. Por quê? Porque isso nos permite sair da esteira da performance. Isso nos permite parar de nos sentirmos tão horríveis quando compararmos nossa igreja com outras igrejas. Quando nós estamos realmente pregando o Evangelho, tanto para nós mesmos quanto para outros, isso nos liberta. E isso resulta no tipo de sucesso que dura por toda a eternidade!

sábado, 2 de julho de 2016

MULHERES PASTORAS NA IGREJA ADVENTISTA

Pastora Adventista consagrada na Holanda

  Fonte: Escojidas para servir

Introdução


A Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma denominação global que possui membros virtualmente em todos os países do mundo. Sua extensa dimensão é administrada mediante uma completa estrutura, fundamentada em 4 níveis.


O primeiro nível é a igreja local. Toda a autoridade da igreja nasce deste primeiro e fundamental nível. Cada igreja elege os membros que vão dirigi-la. A igreja também elege a representantes que se reúnem para votar os líderes do seguinte nível administrativo, que é a Associação Local. As associações, por sua vez, se reúnem para votar os dirigentes do próximo nível que é a união. As uniões formam os ‘’tijolos’’ básicos que compõem a igreja a nível mundial.


Estrutura da IASD


Uma vez a cada cinco anos, representantes de todas as uniões se reúnem para eleger os líderes da Associação Geral. Se considera que o comitê executivo da AG, liderada pelo seu presidente, é a autoridade máxima na IASD. No entanto, é necessário recordar que a autoridade dentro da igreja vem de baixo para cima. Toda a autoridade da Associação geral é delegada pelos níveis administrativos inferiores. A IASD não funciona de uma maneira vertical, tão pouco sua autoridade é exercida verticalmente. Neste sentido se diferencia de outras denominações que tem uma que são verticais como a Católica.


Devido a extensão global da Igreja Adventista, a Associação Geral, se dispõem de Divisões regionais que, reparte o mundo em 13. As divisões são escritórios regionais da Associação G. e, portanto, não são um nível administrativo independente. Atualmente a igreja tem 13 divisões e uma missão. No mapa abaixo pode-se observar a disposição territorial de cada Divisão (dê um click para dar zoom)


História de mulheres no ministério Pastoral


Agora que já se conhece a estrutura da igreja Adventista e quais são as divisões mundiais, nos concentremos no tema deste artigo: Quais as Divisões que atualmente tem pastoras em seus territórios?

Primeiro necessitamos saber brevemente um pouco da história da igreja Adventista e das pastoras dentro da denominação.

A igreja Adventista do Sétimo Dia se organizou oficialmente no ano de 1863 quando se formou a Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, com Tiago White como seu primeiro presidente. Durante esse tempo a IASD tinha apenas uns milhares de membros.

A Igreja Adventista começou a aceitar mulheres dentro do ministério pastoral, bem cedo. Em 1872, apenas 8 anos depois do estabelecimento da Associação G. Sarah Hallock Lindsay se tornou a primeira mulher a receber uma licença ministerial[1]. Durante os próximos dez anos outras dez mulheres receberam licenças ministeriais[2]. Segundo o DAS Yearbook (Anuário Adventista do Sétimo Dia) 28 mulheres tiveram licenças ou credenciais ministeriais durante 44 anos consecutivos.


Além das 28 mulheres listadas no Yearbooks, Bert Haloviak, ex direto do escritório de Arquivo, Investigação e Estatística da Associação Geral, encontrou nomes de 12 mulheres que também receberam licenças ministeriais entre 1878 e 1881 que não aparece nos anuários[3]. Isso significa que o número de mulheres com licença ministerial entre 1863 e 1915 era no mínimo 40. Durante este tempo houveram mulheres que, seja como pastoras ou instrutoras bíblicas, foram pioneiras ao introduzir a fé Adventista em lugares como Ásia, Austrália, África do Sul, América do Sul e Europa, entre outros.


A Igreja Adventista continuou tendo mulheres pastoras durante o resto do século XX, ainda que o número decresceu consideravelmente, exceto por uma região. Durante a primeira e segunda Guerra Mundial as nações Europeias recrutaram a maioria dos homens adultos, incluindo a pastores Adventistas, para aumentar seus exércitos e participar das guerras. A ausência de pastores motivou um forte aumento no número de mulheres no ministério pastoral e evangélico.


Considerando a herança Histórica que a Europa tem com as pastoras, é fácil entender porque um país Europeu, especificamente Finlândia, solicitou a Associação Geral permissão para ordena-las ao ministério pastoral.


O tema da ordenação da mulher foi tratado por vários comitês, como o de Camp Mohaven (1973), o Simpósio sobre o papel da mulher, do instituto de investigação Bíblica da AG (1975), o de Tahoma Park (1985), e o de Cohutta Springs (1989). Este último comitê, em seu relatório final, enviou recomendações ao Concilio Anual de 1989 que foram adotadas pela IASD. Tais como criar a figura do ‘’pastor (a) comissionado (a). Isso significava que as mulheres não poderiam ser ordenadas ao ministério pastoral e que não receberiam credenciais nem licenças ministeriais, receberiam no lugar disso receberiam uma licença como pastoras comissionadas. Mas esta nova política só poderia ser praticada nas divisões onde o comitê executivo decidisse aplicar as decisões tomadas no Concilio Anual de 1989, seguindo as recomendações do Comitê de Cohutta Springs, convertendo um fenômeno global em algo regional. Antes de 1989 houveram pastoras literalmente em todos os continentes, mas depois desse ano só as Divisões que aprovassem a entrega de credenciais como comissionadas para as pastoras poderiam ter mulheres no ministério pastoral.


Apesar de esta decisão do Concilio Anual 1989, que claramente vá de encontro da unidade e uniformidade dentro da IASD, o número de mulheres no ministério pastoral dentro de nossa denominação continua crescendo.

Divisões Com Pastoras


Atualmente só algumas das 13 divisões possuem mulheres no ministério pastoral, enquanto que outras não aplicaram em seus territórios a clausula do Concilio de 1989.

Veremos a seguir quais divisões tem e quais não possuem mulheres no ministério pastoral[4]. Se quer saber a que território corresponde cada divisão pode voltar acima e ver a imagem de todas as divisões e seus territórios respectivos.

Divisão Norte-Americana


O território desta divisão foi o primeiro a ter pastoras, quando em 1871 Sarah Hallock Lindsay Recebeu uma licença ministerial e Ellen White recebeu uma credencial ministerial[5]. Em 2012 havia pouco mais de 100 pastoras[6] e atualmente há um número maior.

Divisão Interamericana


Esta é outra divisão que comissiona pastoras. Em 2010 havia 15 pessoas com credenciais de ministro comissionado[7].

Divisão Sul-Americana


Esta divisão não tem praticado a prática do voto do Concilio de 1989. Atualmente não tem pastoras, mesmo que antes de 1989 as tenha tido[8].

 Divisão Transeuropeia


Também comissiona pastoras e atualmente há mais de 90 atuando em postos ministeriais em seu território[9].

Divisão Intereuropeia


Esta é outra das divisões que tem praticado o voto do Concilio de 1989e atualmente comissiona pastoras.

Divisão Euroasiática


Se bem que que esta divisão mantem a prática de entrega credenciais de pastores comissionados a ministros, atualmente não há pastoras comissionadas. Em outro período esta divisão teve pastoras em seu território.

Divisão do Pacífico Sul-Asiático


Esta divisão não tem pastoras nem tão pouco entrega credenciais de ministro comissionado.

 Divisão do Pacífico Norte-Asiático


De acordo com o relatório da divisão entregado no Comitê de Estudo da Teologia da Ordenação esta divisão contava com 3.221 pastoras no ano de 2013[10] Na China 70% dos pastores são mulheres[11].

Divisão do Sul do Pacífico


Esta divisão possui pastoras e as credencia como ministras comissionadas.

Divisão Sul-Asiática


Esta divisão não tem atualmente pastoras em atividade tão pouco entrega credenciais de ministro ordenado.

Divisão Centro-Leste Africana


Esta divisão não entrega credenciais a mulheres nem tem pastoras em atividade.

Divisão Centro-Oeste Africana


Esta divisão aprovou o voto do Concilio de 1989 e tem entregado credenciais de ministras comissionadas a mulheres. Atualmente há várias pastoras trabalhando nesta divisão, muitas em postos administrativos.

Divisão Sul-Africana Oceano Índico


Esta divisão tem várias mulheres servindo como pastoras, especialmente na Associação Sul Da África.

Conclusão


No mapa (click para ver maior) se pode observar em verde os territórios e Divisões que atualmente têm mulheres como pastoras. Em laranja estão as divisões que aprovaram o voto do Concilio de 1898, mas não possuem pastoras, e em vermelho estão os territórios e as Divisões que não empregam pastoras. Em branco está MENA (Mission of Eastern Asia and Northern Africa) onde há pouco mais de 2000 Adventistas, cuja administração depende da Associação Geral.



Em resumo se observa o seguinte: Das 13 Divisões, apenas 5 não tem pastoras em atividade, 1 Divisão não tem pastoras, mas seu regulamento permite que entregue credenciais como pastora comissionada. E 7 divisões atualmente tem atualmente pastoras trabalhando em seus territórios. Ou seja, mais da metade das Divisões tem pastoras e quase dois terços aceitaram o voto do Concilio de 1989.




Referências


[1] Review and Herald, 10 de Septiembre de 1871, p. 102.

[2] Bert Haloviak, Route to the Ordination of Women in the Seventh-Day Adventist Church: Two Paths, p. 5

[3] Kit Watts, “The Rise and Fall of Adventist Women in leadership”, Ministry, Abril de 1995, pp. 6-10

[4] A menos que se indique outra referência, los datos han sido tomados del SDA Yearbook 2015. http://www.adventistyearbook.org/default.aspx?page=SearchForm&Year=2015 (consultado: 10 de agosto del 2015).

[5] Review and Herald, 14 de Febrero de 1871, p. 69

[6] Carta de Dan Jackson a miembros de NADCOM, 12 de Enero de 2012.  http://es.scribd.com/doc/80849837/E-60-Update-Letter-Dan-Jackson (consultado: 9 de agosto de 2015)

[7] http://www.adventistworld.org/2011/january/inter-america-church-grants-commissioned-minister-credentials-to-eight-employees/562-inter-america-church-grants-commissioned-minister-credentials-to-eight-employees.html (consultado: 9 de agosto de 2015)

[8] por exemplo, durante o Comité de Tahoma Park em 1985 Mario Veloso, representante de Sudamérica, mencionou a uma pastora a cargo de quatro igrejas. https://www.adventistarchives.org/1985-study-committee-minutes.pdf (consultado: 9 de agosto de 2015)

[9] http://adventist.org.uk/news/2015/buc/response-to-no-vote-on-womens-ordination (consultado: 9 de agosto de 2015)

[10] https://www.adventistarchives.org/brc-northern-asia-pacific-division-presentation.pdf (consultado: 9 de agosto de 2015)

[11] http://news.adventist.org/en/all-commentaries/commentary/go/0/questions-answers-regarding-current-issues-of-unity-facing-the-church/ (consultado: 9 de agosto de 2015)

DEUTERONÔMIO 33.2 DIZ QUE A DEUSA ASHERAH ERA A ESPOSA DE DEUS?



Para começar, essa alegação não é nova ... Isso veio das alegações de uma pesquisadora ateia Francesca Stavrakopoulou, do Departamento de Teologia e Religião na Universidade de Exeter. A afirmação foi reavivada para promover a série da BBC, “Segredos Enterrados da Bíblia”. Embora a afirmação parece ridícula na superfície, há realmente uma grande quantidade de evidências de que grupos de povos antigos do Oriente Médio adoravam deuses e deusas diferentes, uma das quais foi chamada “Asherah”. No entanto, ao contrário do alegado de muitos estudiosos, a Bíblia não tenta encobrir esses fatos, mas traz los à luz como a adoração de ídolos que eram. Vamos examinar esta evidência e as formas que tem sido interpretada.
 
Baseando-se em antigas inscrições que mencionam “Yahweh e sua Asherah”, alguns estudiosos (notadamente William Dever em Deus tinha uma esposa? A arqueologia e religião popular no Antigo Israel) nos últimos anos postularam que os antigos israelitas adoraram Asherah e outras divindades ao lado de Javé, o Deus do Antigo Testamento. Agora outros tomaram um passo além e afirmaram que a suposta esposa de Javé, Asherah, foi posteriormente retirada da Bíblia por escribas com uma agenda monoteísta. 

Alguns usam Dt. 33.2 e alegam que a tradução “à sua direita, havia para eles o fogo da lei” deveria ser interpretada como “à sua direita estava Ashera”, no claro intento de dizer que Deus estava com sua esposa. É uma possibilidade mas não é isso com o qual concordam a maioria dos eruditos e autoridades confiáveis. Dt. 33.2 pode ser entendido também como “e com ele havia miríades de Cades, à sua mão direita guerreiros [ou: anjos] dela”. Veja JTS, Vol. 2, 1951, pp. 30, 31. LXX: “com [as] miríades de Cades; à sua mão direita [havia] com ele anjos”; Vg: “e com ele milhares de santos. Na destra dele [havia] uma lei ardente”. M margem divide a palavra hebr. em duas, ’esh (fogo) e dath (lei), para rezar: “o fogo duma lei”; ou: “uma lei ardente”. Mas isso introduziria no Pentateuco um estrangeirismo persa, dath (lei), que no hebr. só ocorre ainda em Esdras e em Ester. Veja Esd 8,36; Est 1.8.

A Septuaginta reza “apressou-se a partir de Monte Parã, com milhares a Cades. Na sua mão direita [havia] seus anjos presentes” (Haydock). Kodesh não significa “santos”, mas a santidade, ou a cidade de Cades; e a palavra anterior, que alguns protestantes traduzem, com dezenas de milhares, mais provavelmente se refere a um outro título da cidade, como é especificado Meriba-Cadesh, cap. xxxii. 51., E XLVIII Ezequiel. 28. (Kennicott). Lei: a versão caldaica reza: “do meio do fogo, Ele nos deu uma lei, escrita com sua própria mão”. Podemos traduzir: “Ele tem brilhado no monte Parã, e multidões o acompanharam. O Santo, que tem em sua mão o fogo e a lei.” Veja Isaías vi. 3. Deus conduziu o seu povo, como um general vitorioso, através do deserto, frequentemente aparecendo-lhes para mostrar terror nos rebelde (Calmet). “Quando Ele desceu sobre o Sinai, a sua glória brilhou sobre Parã e Seir, como se fosse em seu progresso para lá” (Menochius). A lei é denominada de fogo, não só porque foi dada a partir do meio das chamas, mas também porque era para ser posta em execução com o máximo rigor (Haydock). Mas o termo dath é caldaico, e em nenhum outro lugar utilizado para a lei nos livros escritos antes do cativeiro, nem é reconhecido pela Septuaginta, siríaco, & c. Talvez tenha sido originalmente aur, como na versão Samaritano, “brilhou”, concordante a uma passagem semelhante, Hb. iii. 4. “Seu brilho era como o sol, chifres, ou melhor, esplendores (emissão de luz) da sua mão,” & c. (Kennicott)

A alegação de que Deus tinha uma esposa deriva de uma inscrição encontrada em Kuntillet Ajrud, de cerca do século VIII a. C., no nordeste da península do Sinai , que disse: “Yahweh de Samaria e sua Asherah” e “Yahweh de Teman e sua Asherah “. Yahweh é a palavra hebraica para Deus. Uma inscrição semelhante foi encontrada em uma tumba de um mesmo período de tempo em Khirbat El-Qom. Outros artefatos religiosos, como altares com chifres, pequenos altares, cinzas, ossos de animais, cabeças de cetro e estatuetas de terracota femininas, foram encontrados espalhados pelo Oriente Médio, principalmente em casas isoladas de indivíduos, em vez de locais de culto oficial (por exemplo, em Jerusalém). William G. Dever, que fez a maior parte do pesquisa sobre esses artefatos, acredita que representavam um culto de Asherah, como ele havia sugerido mais de 20 anos atrás. Durante os séculos 8 e 9, essas figuras femininas eram comuns em todo o Oriente Médio, sugerindo a sua utilização generalizada.
Que os antigos israelitas adoravam muitos deuses diferentes não é novidade para ninguém que tenha lido no Antigo Testamento. Embora Deus se revelou a seu povo como o único e verdadeiro Deus (condenando até mesmo a adoração de Asherah), os israelitas, rodeados por outras nações que adoravam vários deuses, constantemente se desviaram na idolatria. Esta idolatria nem sempre tomou a forma de uma pura e simples negação de Deus mas, em vez de negar o Senhor, os israelitas muitas vezes começaram a adorar outros deuses (como Asherah) juntamente com o Senhor; ou, por vezes, adoraram o Senhor de uma forma que ele tinha expressamente proibido. Grande parte do Antigo Testamento descreve a adoração proibida de deuses pagãos como Asherah e Baal e do fracasso de líderes de Israel para proibir tais cultos. 
 
De acordo com a história bíblica, cerca de metade dos reis de Israel adoraram a outros deuses e altares construídos e Asherah era um eles. A Bíblia mesmo indica que alguns dos Asherah foram feitos em Samaria,que é onde arqueólogos os encontraram. Assim, o fato de arqueólogos terem encontrado Asherah em Samaria não é surpreendente. Seria mais surpreendente se eles não os encontrassem! A Bíblia estava tentando manter esse culto a outro deuses e deusas em segredo? Não!

Os textos de Ras Xamra identificam esta deusa como esposa do deus El, o “Criador de Criaturas”, e referem-se a ela como “Senhora Axerá do Mar” e “Progenitora dos Deuses”, o que a torna também mãe de Baal. Contudo, parece ter havido considerável coincidência de papéis entre as três deusas de destaque no baalismo (Anate, Axerá e Astorete), como pode ser observado de fontes extrabíblicas, bem como do registro bíblico. Ao passo que Astorete parece ter figurado qual esposa de Baal, Axerá talvez fosse também assim considerada.

Deve-se notar que, durante o período dos juízes, os israelitas apóstatas “serviam aos Baalins e aos postes sagrados [Axerás]”. (Jz 3.7 n; compare isso com  2.13.) A menção destas deidades no plural talvez indique que cada localidade tinha seu Baal e sua Axerá. (Jz 6.25) Jezabel, a esposa sidônia de Acabe, rei de Israel, recebia em sua mesa 450 profetas de Baal e 400 profetas do poste sagrado ou Axerá. — 1Rs 18.19.

A adoração degradada de Axerá veio a ser praticada no próprio templo de Deus. O Rei Manassés chegou a colocar ali uma imagem esculpida do poste sagrado, evidentemente uma representação da deusa Axerá. (2Rs 21.7) Manassés foi disciplinado por ser levado cativo para Babilônia, e, ao voltar a Jerusalém, mostrou que se beneficiou da disciplina e purificou a casa de Deus dos itens de idolatria. Contudo, seu filho, Amom, deu prosseguimento à degradante adoração de Baal e de Axerá, junto com a acompanhante prostituição cerimonial. (2Cr 33.11-13; 15. 21-23) Isto tornou necessário que o justo Rei Josias, que sucedeu a Amom no trono, demolisse “as casas dos homens que se prostituíam no serviço dum templo, que havia na casa de Deus, onde as mulheres teciam sacrários de tenda para o poste sagrado”. — 2Rs 23.4-7.

Para a controversa questão “Será que Deus tem uma esposa?” a resposta também é clara: em nenhum lugar da Bíblia isto é sugerido, e as pessoas que afirmam isso devem postular uma teoria da conspiração em que grandes partes da Bíblia foram retroativamente reescritas para falsificar o registro. Não há evidência de manuscrito, sugerindo uma “versão anterior” da história israelita que endossasse o politeísmo. Estudiosos continuam a debater o desenvolvimento da compreensão do monoteísmo revelado unicamente em Deus de Israel, mas o ônus da prova recai sobre os críticos em demonstrar que isso é mais plausível do que simplesmente aceitar o texto da Bíblia que temos como genuíno.

Sim, os ateus e outros desinformados desse circo tentam de novo desacreditar o teísmo, o cristianismo, o judaísmo e a Bíblia, alegando algo tosco que foi proposto para simplistas no “Segredos Enterrados da Bíblia”, da BBC. É a mesma velha alegação embolorada ​​- os israelitas eram realmente politeístas e Javé, o Deus da Bíblia, foi apenas um dos muitos deuses. Assim, a Bíblia tenta encobrir o fato de que todos os israelitas eram politeístas. O problema com essa alegação é que a Bíblia admite que os reis se extraviaram e adoraram outros deuses. O fato de que a arqueologia confirma tais exemplos de cultos idolátricos em Israel não é nenhuma surpresa. Seria surpreendente se essas provas não fossem encontradas. E só para esclarecer as coisas, a Bíblia diz que Deus tem uma mulher – que consiste em nada menos que Seu povo.
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