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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

O QUE APRENDI COM DILMA ROUSSEF

Por Hellen Taynan
 
 Sempre me foi peculiar reconhecer no outro tudo aquilo que pode me fazer crescer. Hoje eu venho reunir aqui o que já tenho publicado em poucas linhas nas redes sociais: minha admiração à resiliência da ex-presidenta Dilma Roussef. E esse é um artigo diferente dos que você está habituado a ler acerca do processo dúbio que cercou o impeachment. 

Diferente porque eu não votei em Dilma. Tenho críticas duras ao PT. Eu não votei em Dilma, mas mais de 50 milhões de brasileiros, sim! Logo, não me apetece fazer birra contra alguém que eu não votei. Eu aprendi sobre democracia ainda criança, bem como a aceitar o que é da vontade da maioria. Além do que, o governo é pro povo. O povo soltou Barrabás e condenou Jesus. Foi o povo quem elegeu Dilma. O povo deixou o PT por 14 anos no poder.

Mas esse é um artigo de reconhecimento! De força. De garra de uma mulher que não titubeou. Não se abateu. Não renunciou. Enfrentou de cabeça erguida e olhou os olhos de todos os algozes que desejavam sua cabeça em uma bandeja.


No lugar dela, quantos dos que me leem, sejam homens ou mulheres teriam a mesma coragem? Collor, temendo o inevitável, recuou e tentou renunciar. Não foi possível e amargou uma dupla derrota: uma de ordem política e outra de ordem moral, porque não teve a bravura de enfrentar a derrota. Porque no âmago de sua consciência, pesava a traição que ele cometera ao povo e a ele mesmo.

Não obstante o fato da força de Dilma, registro a nítida percepção da injustiça cometida daqueles que votaram a favor pela cassação do mandato da presidente. Eles não suportaram o peso que os acusava e a fim de aliviar as costas da culpa, num ato de afronta a constituição, desvincularam a segunda frase que o ônus do impeachment acarreta e preservaram os direitos políticos a Dilma. E então, assistimos aos mesmos senadores que se mostravam tão afiados em matéria constitucional, ir contrários a uma medida já prevista.

E Dilma forte. Como muitos dizem, coração valente! Talvez menos subjetivo e mais literal que destaca a sobriedade dela durante todo o processo.

Sim, Dilma! Você me representa! Não só a mim, como a muitos dos que se dizem seus inimigos, mas não têm 1/3 de sua força. A sua atuação me encheu de orgulho de ser mulher. Sua postura mostra que a resiliência, além de necessária é possível. E é possível passar de cabeça erguida diante dos que te acusam, porque se a tua consciência não pesa, não há fardo que te imponham que vá te fazer recuar.

Obrigada, Dilma.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

O ESPÍRITO E A MISSÃO



Por Joelson Gomes
Lição publicada na Revista para a Escola Dominical da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil 

Texto Base: Ez 37. 1-14

Texto áureo: “Prosseguiu ele e me disse: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel: Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos” (Zc 4.6).

Objetivo da lição: Ao término da lição o aluno deverá entender que a operação do Espírito Santo na missão é imprescindível, bem como refletir sobre como sua igreja faz missões hoje.

A Bíblia na semana
Seg. Is 61. 1-3
Ter. Is 11. 1-5
Qua. At 1. 5-11
Qui. Lc 24. 44-49
Sex. At 4. 23-31
Sáb. Ef 2. 1-10
Dom. Ez 37. 1-14

INTRODUÇÃO

O Espírito Santo é essencial para a missão de Deus ao homem em toda Bíblia, mas incrivelmente é deixado de lado nesse assunto pelos estudiosos. Não é difícil lê-se livros sobre missões, e não se encontrar quase nada sobre o Espírito e a relação com missões na Bíblia toda. Há muito material escrito sobre técnicas missionarias, necessidade de missionários, chamamentos para despertar para missões, mas sobre o poder do Espírito Santo e missões é raríssimo. Procure algo sobre a relação do Espírito Santo e missões no AT, e aí suas chances de achar caem para quase zero, pois o pouco que se tem se prende ao livro de Atos dos Apóstolos, como se o Espírito só operasse em missões depois deste livro.
A missão moderna dá a tenção ao Espírito que a Bíblia dá? Acho que não. Por isso precisamos estudar mais sobre o poder do Espírito de Deus para missões segundo a Bíblia, e olhando toda Bíblia, ao fazermos isso veremos como o Espírito não é mais um elemento na missão, ele é essencial.

I-                   O Espírito Santo da promessa

  a)      A promessa e o Espírito. A própria promessa do Evangelho desde o Gênesis quando Deus chamou Abrão (Gn 12. 1-4) lhe prometeu que através de sua descendência todas as famílias da terra seriam abençoadas   está entrelaçada com o Espírito Santo. Com o desenrolar da história da salvação na ficamos sabendo que esta descendência de Abraão que seria abençoada não era apenas física, mas era primariamente espiritual (Rm 4; Gl 3. 6-22): os filhos da fé. E esta promessa embrionária em Abraão tem sua maturidade no Evangelho, chegando a todos entrelaçada com a promessa do Espírito Santo (Gl 3.14), ao ponto de o Evangelho ser chamado de “evangelho da promessa” (At 13. 32-33). Esta relação tão íntima do Evangelho, o conteúdo da missão, com o Espírito Santo faz Marcos e Pedro proclamarem discursos similares: o evangelho pregado é a chegada dos últimos dias (Mc 1. 14-15); o Espírito derramado é a chegada dos últimos dias (At 2. 14-18). É fato que a missão de Deus aos povos e o Espírito Santo estão em íntima conexão e não os podemos separar (Gl 3. 23-4.6).

   b)       Isaias e a unção para pregar. Em Isaias 61. 1-3 temos uma célebre profecia sobre o tempo do Messias, sabemos disso porque em Lucas 4. 18-19 Jesus retomou este texto e na sinagoga de Nazaré e o aplicou a Si e ao seu ministério. A palavra “ungiu” (hebraico: Mashach), é de onde vem a palavra “messias” (ungido). Assim, Cristo ao dizer que era o “ungido” da profecia de Isaías estava dizendo: “eu sou o Messias” (Hb 1.8-9). Ele era a realização e a encarnação da promessa, pois Paulo havia dito que quando Deus fez a promessa a Abraão, na realidade estava visando Cristo como cumprimento (Gl 3. 16). O fato notável é o que o profeta Isaías liga claramente a proclamação do Messias, com a operação do Espírito. Nas palavras do próprio Cristo está dito que a unção do Espírito Santo sobre Ele era o poder para pregar o Evangelho a todos: “O Espírito está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres...” (Lc 4. 18; veja também At 10. 38). Seu ministério (o Evangelho em Cristo) seria caracterizado pela atuação do Espírito Santo (Mc 1.7-8).


 II-                O Espírito e a Palavra proclamada

  a)      “Profetiza ao Espírito”. Ezequiel 37. 1-14 é um texto emblemático para demonstrar o papel do Espírito Santo na missão. Ezequiel sabia que deveria profetizar aos ossos que estavam secos, sem vida à sua frente. Esse foi o mandato de Deus (Ez 37. 4-6). Ele obedeceu, e a reorganização dos ossos aconteceu, mas continuavam sem vida (Ez 37.8). Vem então, nova ordem do Senhor, agora ele deverá profetizar ao “Espírito”, clamar ao “Espírito” para que dessa vida aos corpos (Ez 37.9). E a palavra “Espírito” aqui deve ser grafada com “E” maiúsculo, pois com certeza se trata do Espírito divino o doador da vida (Jó 33.4; Sl 104. 30). “Mas, evidentemente aqui se fala de “o Espírito de vida”, porque é distinto dos “quatro ventos” de onde o chama” (Roberto Jamieson (et. al). Comentario Exegetico Y Explicativo de la Biblia. Tomo I. AT., p. 920). Então, na sequência da narrativa é só quando o Espírito opera que a palavra proclamada pelo profeta faz o efeito desejado (Ez 37.10). Ora, é muito claro aqui o que Deus quer demonstrar, a pregação da Palavra só seria eficaz debaixo do trabalho do Espírito, só a pregação nada faria para trazer vida.

  b)      Cheios de poder. É no NT que esta relação do Espírito com a mensagem na missão é vista com mais detalhes. O derramamento do Espírito Santo recebido pelos apóstolos (At 1.5, 8; 2.1-4) foi o poder que transformou aqueles homens de medrosos em missionários corajosos. Antes os apóstolos eram pessoas escondidas e temendo pela vida (Jo 20.19), depois foram transformados em pregadores destemidos (At 2.14, 32, 36, 43; 3. 12-16, 26; 4.8, 31-33; 5. 27-32, 41-42; 7.51-56).

A coragem de Pedro no dia de pentecostes, apenas 50 dias após suas medrosas negações de qualquer identificação com Jesus, somente pode ter uma explicação: uma reviravolta no coração do discípulo impetuoso... a explicação só pode ser que o revestimento do Espirito tinha mudado completamente sua preocupação com a autoproteção. Esvaziado de si mesmo, o discípulo ficou como um vaso pronto para ser cheio do Espírito, no dia de Pentecoste (Russel Shedd. Avivamento e Renovação, pp. 26-27).

Em todo trabalho missionário na Igreja do NT notamos como o enchimento do Espirito Santo é indispensável. O grande exemplo para confirmar isso é como Ele dá poder para a missão enchendo os pregadores no Livro de Atos:

 ·         Todos os apóstolos e discípulos (At 1. 5,8; 2.1-4);
 ·         Pedro (At 4.8; 10. 44);
 ·         A Igreja reunida (At 4.31);
 ·         Estevão (At 6. 8; 7.54-58);
 ·         Filipe (At 8. 39-40);
 ·         Paulo (At 9.15-17; 13.6-11);
 ·         Apolo (At 18.24-25).

Não há dúvidas que a eficácia e o porquê da Igreja e dos seus pregadores fazerem missões de forma extraordinária no NT era o poder do Espírito Santo.

III-             O Espírito Santo e a necessidade do homem natural

Sim, é claro que o Espírito é a vida da missão. Mas, você se perguntou o porquê desta necessidade? Porque a Palavra, ou apenas as técnicas para alcançar as pessoas não fazem o trabalho sozinhas? Porque a missão sem o Espírito é nada? 

a)   A morte no pecado. Quando olhamos as Escrituras Sagradas encontramos a respostas para isso.  O problema é que a situação do ser humano natural, que nasce nesse mundo descendente de Adão, não parece nada boa, veja:

  ·      Ele é um ser carnal (Jo 3.6);
  ·      Ele é um ser pecador (Rm 3.23; 5.8);
  ·      Ele é um ser escravo (Jo 8.34);
  ·      Ele é um ser separado de Deus (Is 59. 1-2);
  ·      Ele é um ser inimigo de Deus (Rm 5.10; 8.7-8);
  ·      Ele é um ser cego (2Co 4.4-6);
  ·      Ele é um ser carente da glória de Deus (Rm 3.23);
  ·      Ele é um ser morto espiritualmente (Ez 18.4; Mt 8. 18-22; Ef 2. 1-6; Cl 2.13);
  ·      Ele é um ser Condenado (Ez 18.4; Mc 16. 15-16; Jo 3. 18, 36; Rm 6.23a).

b)   A operação do Espírito que dá vida. O ser humano na situação descrita acima nada pode fazer. Mesmo que escute pregações e mais pregações ele está inerte. É o Espírito Santo quem desvenda os olhos cegos e dá ao ser humano capacidade para crer no Evangelho pregado (1Co 2.14; Rm 10.17), dando-lhe a vida (Ef 2.4-7). E então, pela fé em Cristo, o ser humano passa a ser filho de Deus (Gl 3.26), nasce na família divina (Ef 2. 13-22). Falando disso em seu Evangelho (Jo 1.12-13), João usa o tempo verbal grego chamado aoristo passivo, quando diz que os que creem nasceram de Deus: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”. Escrevendo assim ele mostra que nessa obra o ser humano é completamente inoperante (Tt 3. 5), e é Deus, pelo Seu Espírito operando com o Evangelho que o regenera (1Pe 1.23), fazendo-o assim uma nova criação. 

E o Espírito convence os homens e as mulheres habilitando-os a crerem... Ninguém pode convencer ninguém a respeito da verdade destas coisas, a não ser o Espírito Santo. Por isso o nosso Senhor disse aos apóstolos... “ficai, porém, na cidade de Jerusalém até que do alto sejais revestidos de poder”. Eles conheciam todos os fatos, tinham sido testemunhas oculares deles. Mas isso não bastava; eles nunca poderiam convencer ninguém enquanto o poder do espírito não estivesse neles. Somente ele pode iluminar e convencer (Martyn Lloyd-Jones. Cristianismo Autêntico. Vl. 2,  pp. 264-265).

Portanto, se a salvação é o receber a vida espiritual de Deus e nascer de novo, só o Espírito da vida pode fazer alguém ter a vida. Daí que sem o poder do Espírito não há missão.

CONCLUSÃO

Chegamos ao final desta lição e também da revista. Foi uma longa estrada, muitos conhecimentos adquiridos, questionamentos também, pois fazem parte de todo aprendizado. Mas, acredito que acima de tudo ficou muito claro como precisamos do Deus Espírito Santo para nos guiar na jornada cristã. Entendemos como necessitamos dEle para tudo o que somos, e também para tudo que fizermos no Reino de Deus. Seus dons são o equipamento de maturidade da Igreja durante todo seu tempo na terra. Seu poder é a energia da igreja para a execução de seu trabalho. Ele é o Espírito de toda vida, Aquele sem o qual não há criação, não há salvação. Cada nascimento natural de todas as criaturas de Deus é um ato do Espírito (Sl 104. 30), cada nascimento espiritual de uma pessoa que enxergou o Evangelho é uma obra Espírito (Jo 3. 5-6; Tt 3. 56). Por isso devemos procurar o poder do Espírito para sermos cristãos no modelo de Deus, no jeito de Deus.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

IDE E FAZEI DISCIPULOS

Por R. C. Sproul


Um dos momentos mais emocionantes da minha vida foi quando me converti a Cristo. Eu estava cheio de zelo por evangelismo. No entanto, para minha grande consternação, quando contei aos meus amigos sobre minha conversão a Cristo, eles acharam que eu estava louco. Eles acharam aquilo tragicamente curioso e não se convenceram, apesar de eu haver compartilhado o evangelho com eles. Finalmente, eles me perguntaram “Por que você não começa uma turma e nos ensina o que aprendeu sobre Jesus?”. Eles falavam sério, eu fiquei exultante. Nós programamos um horário para nos encontrarmos, mas eles nunca apareceram.

Apesar do meu desejo profundo por evangelismo, eu era um fracasso nisso. Pude constatar isso no início de meu ministério. Contudo, também descobri que existem muitas pessoas a quem Cristo chamou e a quem ele tem dado dons através de seu Espírito para serem particularmente eficazes no evangelismo. Ainda hoje, fico surpreso se alguém atribui a sua conversão em alguma medida à minha influência. Em um aspecto, fico contente que a Grande Comissão não seja uma comissão principalmente para o evangelismo.

As palavras que precederam a comissão de Jesus foram estas: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mateus 28.18). Então, ele prosseguiu: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” (v. 19). Quando Jesus deu esta comissão para a igreja, ele estava falando de uma posição de autoridade. Ele deu um mandato para a igreja de todas as eras não apenas para evangelizar, mas para fazer discípulos. Isso levanta uma questão importante: O que é um discípulo?

A definição mais simples de discípulo é alguém que direciona sua mente para um conhecimento e conduta específicos. Assim, podemos dizer que um discípulo é um aprendiz ou pupilo. Os filósofos gregos Sócrates, Platão e Aristóteles tinham discípulos. Sócrates se descreveu como um discípulo de Homero, que ele considerava como o maior pensador da história grega.

Nós tendemos a pensar em Homero mais como poeta do que como um filósofo. Mas Sócrates o via como o mestre supremo da Grécia antiga. Sócrates tinha seu próprio aluno, seu principal discípulo, cujo nome era Platão. Platão tinha seus discípulos, sendo o principal deles Aristóteles. Aristóteles também tinha seus discípulos, sendo o mais famoso Alexandre, o Grande. É surpreendente pensar sobre como o mundo antigo foi dramaticamente moldado por quatro homens: Sócrates, Platão, Aristóteles e Alexandre, o Grande. Na verdade, é quase impossível compreender a história da civilização ocidental sem compreender a influência desses quatro indivíduos, que por sua vez foram cada um discípulos do outro.

Aristóteles era conhecido como um filósofo “peripatético”. Ou seja, ele era um professor nômade que andava de lugar em lugar, sem ensinar em um local fixo. Os alunos de Aristóteles o seguiam enquanto ele caminhava pelas ruas de Atenas. De certa forma, os discípulos de Aristóteles viviam a vida com ele, aprendendo com ele no curso de uma rotina diária normal.

Estes conceitos ajudam a iluminar a natureza do discipulado. Entretanto, eles não conseguem captar toda a essência do discipulado bíblico. O discipulado bíblico envolve andar com o professor e aprender com as suas palavras, mas é mais do que isso.

Jesus era um rabino e, claro, o mais importante professor “peripatético” e fazedor de discípulos da história. Onde quer que andasse, seus alunos o seguiam. No início do ministério público de Jesus, ele escolheu indivíduos particulares para serem seus discípulos. Eles foram obrigados a memorizar os ensinamentos que ele falava ao caminhar. Além disso, as pessoas não enviavam uma inscrição para ingressar na Escola de Jesus. Jesus selecionou seus discípulos. Ele ia até os potenciais discípulos onde eles estivesse e lhes dava esse comando simples: “Segue-me”. O comando era literal: ele os chamava a abandonar seus deveres atuais. Eles tinham que deixar seus trabalhos, suas famílias e seus amigos para seguir a Jesus.

No entanto, Jesus era mais do que apenas um professor peripatético (itinerante). Seus discípulos o chamavam de “Mestre”. Todo o modo de vida deles mudou porque eles seguiram a Jesus não apenas como um grande professor, mas como o Senhor de todos. Essa é a essência do discipulado: submissão total à autoridade de Cristo, aquele cujo senhorio vai além apenas da sala de aula. O senhorio de Jesus abrange toda a vida. Os filósofos gregos aprenderam com seus professores, mas então buscavam aprimorar esse ensino. Os discípulos de Cristo não possuem mandado ou autorização para isso. Somos chamados a compreender e ensinar apenas o que Deus revelou através de Cristo, incluindo as Escrituras do Antigo Testamento, pois elas apontam para Cristo, e as Escrituras do Novo Testamento, porque são as palavras daqueles a quem Cristo designou para falar em seu nome.

A Grande Comissão é o chamado de Cristo a seus discípulos para estenderem sua autoridade sobre todo o mundo. Devemos compartilhar o evangelho com todos, para que mais e mais pessoas possam chamá-lo de “Mestre”. Esse chamado não é simplesmente um chamado para o evangelismo. Não é apenas um chamado para conseguir membros para as nossas igrejas. Em vez disso, Cristo nos chama para fazer discípulos. Discípulos são pessoas sinceramente empenhadas em seguir o pensamento e a conduta do Mestre. Tal discipulado é uma experiência vitalícia de aprender a mente de Cristo e seguir a vontade de Cristo, submetendo-nos em plena obediência ao seu senhorio.

Assim, quando Jesus nos diz para ir a todas as nações, devemos ir por todo o mundo com a agenda dele, não a nossa. A Grande Comissão nos chama para trabalhar com outros crentes na igreja a fim de produzir discípulos e inundar este mundo com cristãos inteligentes e articulados que adoram a Deus e seguem a Jesus Cristo apaixonadamente.

sábado, 16 de julho de 2016

POR UMA NAÇÃO MAIS JUSTA E UMA IGREJA MAIS FIEL


Por Aliança Cristã Evangélica Brasileira


 “Há tempo para todo propósito debaixo dos céus”, nos diz o texto sagrado dos cristãos. Os mais velhos dirão que já passamos por “vários tempos” neste nosso Brasil. Mas hoje - concordaríamos todos - é um tempo de enorme desarranjo político, tristeza e descrença. Um tempo de profunda crise política, graves desafios econômicos, sérios conflitos ideológicos e uma intolerância social que ameaça o próprio futuro.


Como Aliança Cristã Evangélica, nos solidarizamos com as vítimas deste nosso momento, denunciamos as artimanhas que não desejam reformas profundas e afirmamos todo o esforço possível para que a transparência dos fatos seja buscada e a justiça seja exercida. E oramos para que este nosso tempo convulsionado não seja em vão, mas nos leve a ser uma nação que:



Busque a paz,

Viva a justiça,

Exerça o amor,

Ampare os que sofrem.



Buscamos inspiração e direção nas palavras de um de nossos profetas bíblicos quando ele aponta para o que Deus espera de nós:



pratique a justiça,

ame a fidelidade e

ande humildemente com o seu Deus.



Como Aliança Evangélica, representamos denominações eclesiásticas, organizações, ministérios e líderes de todo o Brasil, sendo pautados por Cristo, sua palavra,  buscando ser uma igreja a serviço de Deus no Brasil de hoje. Os valores e princípios que aqui expressamos guiam a nossa própria caminhada e os afirmamos sem nenhum vínculo ou compromisso partidário:



Paz com justiça,

Compromisso ético individual e coletivo,

O serviço ao outro como exercício de cidadania,

Processos decisórios transparentes e respeitadores do outro,

Liberdade com responsabilidade num estado laico.



Reconhecemos que estes princípios e valores precisam ser aplicados e vividos primeiramente por nós mesmos, como cristãos brasileiros, o que nem sempre tem sido o caso. Por isso, lamentamos quando:



·         A fé cristã é colocada a serviço de práticas públicas e políticas espúrias.

·         Nos posicionamos na sociedade em busca de benefícios próprios.

·         Levantamos a nossa voz, na sociedade, de tal maneira que discriminamos ao outro, expressamos belicosidade e usamos instrumentos de poder que são “caciquistas” e “clientelistas”.

Juntos oramos, “tem misericórdia de nós, Senhor!”



Justiça e misericórdia para o Brasil



Solidarizamo-nos com tantos que neste tempo têm perdido o seu emprego, com as crianças que têm ficado sem merenda escolar, os enfermos que têm encontrado as portas dos hospitais fechadas, para citar alguns dos sinais de dor que marcam a nossa hora de crise. Crise esta que requer denúncia de todos os mecanismos de apropriação indevida, do que a Lava Jato é apenas uma pequena amostra.

 Afirmamos todo o esforço que se está fazendo, em todos os níveis possíveis, para desvendar mecanismos e estruturas de suborno e de corrupção. Denunciamos a nossa estrutura política que está vergonhosamente podre e tem protagonizado cenas que seriam cômicas se não fossem marcadas por processos decisórios que têm consequências para toda a nação.


 Necessitamos urgentemente de uma reforma política reestruturante e que questione os benefícios e os privilégios de todos os poderes republicanos, dialogando com os segmentos da sociedade civil que buscam o bem comum e não apenas os interesses próprios em viciadas e vergonhosas artimanhas de desvio, favorecimento e aparelhamento. Hoje, o que percebemos são mudanças de governo que reproduzem as mesmas práticas políticas espúrias e os mesmos conluios para beneficiar os detentores do poder nas diferentes esferas da  república, com tentativas de enfraquecimento dos processos de averiguação dos fatos e assim evitando, quando necessário, a denúncia e a punição dos envolvidos em mecanismos de corrupção.


 Advertimos a sociedade do perigo das mudanças superficiais que queiram garantir a manutenção da nossa injusta estrutura. E chamamos a atenção ao risco momentâneo de se buscar um “salvador da pátria” que não tenha compromisso nem com o sistema democrático, nem com a reforma política necessária e nem com os mais pobres e vulneráveis.



 Somos o povo da esperança e da oração


 Cremos que Deus quer oportunizar um novo tempo para o Brasil e quer inspirar o povo de sua igreja para isto. Expressamos a busca por este novo tempo através da oração que Jesus nos ensinou:



Pai nosso que estás nos céus,

Santificado seja o teu nome.

Venha o teu reino,

Seja feita a tua vontade

Assim na terra como no céu.

O pão nosso de cada dia dá-nos hoje,

E perdoa-nos as nossas dívidas

Assim como nós também perdoamos aos nossos devedores.

E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal,

Pois teu é o reino e o poder e a glória para sempre.

Amém





Brasil, 12 de julho de 2016.
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