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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

LEITURAS - IGREJA, MINISTÉRIO, CHAMADO E ORDENAÇÃO

10- livro lido em 2016- IGREJA, MINISTÉRIO, CHAMADO E ORDENAÇÃO. ESTUDOS A PARTIR DE LUTERO (Martin N. Dreher/ Editora Sinodal, Concórdia, 2011).
Lutero em meios chamados "reformados" é um ilustre desconhecido teologicamente. Se incensa o corajoso reformador que enfrentou o poder religioso estabelecido, mas se desconhece a originalidade de sua teologia, principalmente na área da eclesiologia. Fixam-se muito em quem veio depois e copiou o que Lutero desenvolveu, é o mesmo que começar a casa pelo segundo andar. 
Para os curiosos que não se contentam viver um "samba de uma nota só" aqui está uma ótima introdução para a eclesiologia luterana. O que o dr. Luther entendia por igreja, ministério eclesiástico, sacramento e Palavra de Deus, chamado ministerial, ordenação, autoridade e ordem eclesiástica. 
Muitas conclusões vão surpreender modernos crentes (chamados pomposamente de "reverendos") que atacam alguns teólogos modernos como liberais, nem sabem estes modernos "reverendos" que se vivessem no séc. XVI atacariam Lutero, pois o pensamento de muitos "hereges" de hoje é mais luterano que nunca em muitos aspectos. 
O Dr. Dreher dispensa apresentações para o leitor de história da igreja no Brasil, e por ser luterano e dominar o alemão, o livro é todo fundamentado nos escritos originais do reformador. 
A edição é muito bem cuidada como todas das editoras luteranas Sinodal e Concórdia. Assim, está mais que recomendado. E leiam Lutero!

LEITURAS- O LIVRO QUE FEZ SEU MUNDO

9- livro lido em 2016- O LIVRO QUE FEZ SEU MUNDO (Vishal Mangalwadi/ Editora Vida, 2012).
Se você acredita na Bíblia ou se não dá a mínima para ela, esse livro vai transformar sua visão sobre a influência desse livro em praticamente cada aspecto do nosso mundo ocidental. 
Para responder a pergunta como o ocidente é tão mais desenvolvido que o resto do mundo, Vishal Mangawadi parte para uma pesquisa sobre a cultura, e mostra que o fator de desenvolvimento preponderante para os povos é como a cultura foi formada. 
Partindo de sua realidade, a Índia, ele faz uma viagem sobre áreas vitais tipo: Racionalidade, tecnologia, heroísmo, revolução, línguas, literatura, universidades, ciência, moralidade,família, compaixão, riqueza, liberdade, e prova que por trás de tudo isso em países desenvolvidos está a influência direta da Bíblia, e nos países não cristãos que pegaram carona nesse desenvolvimento, ele prova que foram pessoas influenciadas pela Bíblia, ou por culturas bíblicas que levaram o desenvolvimento para lá. 
O livro tem 7 partes, é muito bem documentado, e no final faz um alerta ao Ocidente: Será que ele vai perder sua alma e deixar se perder tudo que conquistou como cultura moldada pela Biblia? Pois a secularização aponta pra isso ultimamente. 
O livro é bem feito, tem uns errinhos de digitação nas pgs. 179, 371, 425, mas nada de mais. 
Quem quiser provar para pseudo intelectual que tenta desfazer da Bíblia, ou fazer dela livro machista, contra o progresso, o seu essencial valor, leia esse livro. 
Recomendo efusivamente.

LEITURAS - LUTERO E A TEOLOGIA DA CRUZ

8- livro lido em 2016 - LUTERO E A TEOLOGIA DA CRUZ (Alister Mcgrath / Cultura Crista Editora , 2014).
Os estudos na obra de Martinho Lutero são fascinantes e quando o historiador é competente fica melhor ainda. Este é um estudo dedicado a examinar a construção da teologia de Lutero. 
Dividido em duas partes:
1) O contexto: Lutero como teólogo da baixa idade media: 1509-1514. Onde se descreve o conceito de justificação diante de Deus da época, o inicio da reforma em Wittenberg, humanismo, nominalismo, a tradição agostiniana. Lutero como teólogo da baixa idade média. 
2) O rompimento: Lutero em transição: 1514-1519. Onde analisa o descobrimento da justiça de Deus por Lutero, acompanha-se seu desenvolvimento teológico com base em seus escritos, e explica-se o que é a teologia da cruz concebida pelo Reformador. 
O livro mostra onde Lutero foi original e onde não foi tão original assim. Mcgrath disseca o pensamento de Lutero, tratando de sua construção e hermenêutica com maestria. Inteiras dos conceitos de teologia do tempo de Lutero e antes, o autor mostra a relação do Reformador com estas escolas de pensamento. O texto é indiscutivelmente o melhor no assunto, todo professor e pesquisador de teologia deveria lê-lo. 
Não é à-toa que o Journal of Eclesiastical History o chamou de "estudo magistral". 
A edição em português tem só um problema de palavra grafada errada na pg. 117, mas nada demais. 
Está recomendadíssimo. 

LEITURAS- O PENSAMENTO DA REFORMA


7- livro lido em 2016- O PENSAMENTO DA REFORMA (Alister Mcgrath/ Cultura Crista Editora, 2014).
Este é hoje um dos melhores livros sobre o tema em nossa língua. 
Quais pensamentos influenciaram os reformadores, o que era o humanismo, escolasticismo, via moderna, via agostiniana moderna. O que a reforma lurerana, radical, zwingliana tinham em comum ou diferente. 
Como as correntes da reforma entendiam igreja, ordenanças, predestinação, justiça pela fé, política. Como se deu a reforma inglesa, que correntes reformadas influenciaram ali. Tudo esta neste livro. 
Além de vários apêndices com fontes primárias de pesquisa, glossário de termos, cronologia, bibliografia selecionada. Completa índice de assuntos.
Tem dois probleminhas de palavras emendadas nas pgs. 263. 290, nada demais. 
Recomendo com certeza.
 

LEITURAS- ORIGENS INTELECTUAIS DA REFORMA

6- livro lido em 2016 - ORIGENS INTELECTUAIS DA REFORMA (Alister Mcgrath / Cultura Crista Editora, 2007).
Este é um daqueles livros "obra única", não tem similar em português. Quem quiser entender os porquês da Reforma religiosa do séc. XVI, quais as escolas de pensamento que formaram Lutero, Zwinglio, Calvino, tem que lê-lo. 
Na parte I "o contexto intelectual", Mcgrath discute em detalhes 1) o contexto intelectual, 2) o humanismo e a Reforma, 3) a Teologia da baixa Idade Média e a Reforma. 
Na parte II "fontes e métodos", ele analisa 1) as Escrituras: tradução, texto e tradição, 2) a interpretação das Escrituras, 3)o testemunho patrÍstico (como os reformadores usaram os Pais da Igreja). Isto porque nas palavras dele: "Qualquer tentativa de compreender a complexidade da Reforma do século 16 deve inclir um envolvimento sério com as ideias por trás dela" (p. 13). 
Todos os assuntos são discutidos com muita competência e abundância de fontes. Entenderemos como Lutero e seus pares não foram tão inovadores assim, pois muitas de suas ideias ja estavam em voga antes deles. 
Para uma 2a ed. A editora deve fazer uma revisão geral, pois o livro tem muitas falhas, palavras erradas como "introdução" em todas as primeiras pgs; a nota 2 na p. 12 está 1 (e eu não conferi as outras notas); bem como muitas palavras divididas errado (ex. pgs. 46, 48, 49, 50, 55, 56, 58, etc). Na pg. 25 o revisor deixou escapar "falta um trecho aqui", na pg. 181 o verbo determinar está escrito "determina", na pg. 179 o revisor ia citar uma pg. e deixou só o espaço em branco; enfim são muitos erros, e olhe que na ficha constam 2 revisores. 
Além do que o livro tem muitas notas (69 pgs.) e todas elas foram colocadas no final, assim o leitor tem que ficar indo para o final a leitura toda para consultar as notas, outra uma falha grave. Recomendo muito pelo valor do conteúdo, fico triste pelo descuido da edição. 
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