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domingo, 3 de janeiro de 2010

A GARANTIA DA JUSTIFICAÇÃO


Muitos falam da Justificação pela Fé Somente, uma das doutrinas capitais, senão a capital, da Fé Protestante. Mas as vezes são vagos. Apenas dizem que esta doutrina existe, mas não falam de seus desdobramentos, como ela se processa ou como as coisas acontecem. Por exemplo, ao falar de Justificação pela Fé, o que nos garante que realmente somos justificados em Cristo? Este texto eu escrevi para responder a esta questão.

Para saber o que garante a justificação do salvo é preciso ler com atenção Rm. 4:25:


O qual (Jesus) foi entregue por causa das nossas transgressões, e ressuscitou por causa da nossa justificação.”


A Bíblia de Estudo de Genebra comentando este texto nos informa:


A morte e a ressurreição de Cristo são dois aspectos de uma única obra salvífica. Na primeira parte, Cristo levou sobre si a pena legal pela nossa culpa. Na segunda parte, a ressurreição de Cristo confirmou que sua morte foi uma oferta suficiente e eficaz pelo pecado, tendo agradado ao Juiz Supremo.[1]


Paulo ensina que Cristo foi entregue pelos pecados dos salvos e que a Sua ressurreição foi a base legal da justificação deles. Por que a ressurreição de Jesus foi tão importante para a justificação? Observe:


a) Cristo ao ir para cruz foi condenado em lugar dos que crêem nEle e ao ressuscitar foi justificado em lugar deles também. Como assim? Devemos prestar atenção no seguinte:


a.1) O pacto das obras- No Éden Deus entrou em uma aliança, um pacto de obras com o primeiro ser humano, Adão, como representante da humanidade diante dEle (Gn. 2:17). Adão não tinha vida inerente em si mesmo, sua vida dependia de ele cumprir as determinações do pacto de Deus, ser obediente. Diz a Confissão de Fé de Westiminster: “O primeiro pacto feito com o homem foi um pacto de obras, no qual a vida foi prometida a Adão e, nele à sua posteridade, sob a condição de perfeita e pessoal obediência”.[2]


E a Declaração de Fé de Savoy:



Deus fez um pacto de obras e vida com os nossos primeiros pais e todos os seus descendentes neles, mas eles sendo seduzidos pela subtileza e tentação de Satanás voluntariamente transgrediram a lei de seu Criador, e romperam o pacto comendo o Fruto Proibido. [3]



Isto pode ser visto nos termos do pacto feito por Deus; se a desobediência trouxe a morte, a obediência consequentemente traria a vida.


a.2) Na história da salvação Cristo é chamado de o “último Adão” (1 Co. 15:45), e Ele também entrou em um pacto de obras em favor nosso favor. Como Adão era o representante de uma raça caída (Rm. 5:12), Cristo é cabeça de uma nova raça (Rm. 5:17-19; 1Co. 15:21-22, 45-49). O primeiro Adão quebrou o pacto (Gn. 3: 1-6; Os. 6:7), o segundo, Cristo, o cumpriu totalmente (Rm. 5:19; Hb. 5:7-8; 10:9). Esta obediência de Cristo desfaz a desobediência de Adão e por isso Ele pode ser nosso sumo sacerdote (representante) diante de Deus.[4] Agora, é importante frisar que Cristo tem duas diferenças básicas para com Adão.


Primeiro: Cristo fez algo que Adão nunca teve que fazer, isto é, satisfazer a ira de Deus pela quebra do pacto das obras. Adão pecou, porém Cristo teve que se submeter ao julgamento de Deus por causa da rebelião de adão que afetou toda a sua posteridade. Ele levou sobre si o castigo que a rebelião de Adão provocou (cf. Is. 53:4-12).


Segundo: Cristo é verdadeiro homem e verdadeiro Deus, por isso recebe uma recompensa maior do que o primeiro Adão. Pois pela Sua fidelidade foi exaltado acima de tudo (Fp. 2:9-11). Jesus foi obediente até a morte, cumpriu os termos do pacto, e ganhou sua recompensa (Jo. 17:4-6; Hb. 5:7-8).


Quando lemos 1Tm. 3:16; Hb. 2:10; 5:8-10; vemos que os escritores dizem que ele foi, “aperfeiçoado, justificado no Espírito”. Mas como, se Cristo já era perfeito? A ressurreição de Cristo, sua volta da morte pela operação do Espírito (Rm. 1:4; 8:11), foi a sua justificação diante de Deus, não pelos seus pecados, mas pelos dos que Ele representava. Foi a declaração de aprovação por parte de Deus da obra redentora de Cristo. Como se Deus dissesse que tudo tudo havia sido pago, que não havia sobrado culpa nenhuma, e que portanto, não havia motivo para que Cristo permanecesse morto. Cristo é visto como O justo, e quem está nEle também é visto da mesma forma, pois nossa justiça é a justiça de Cristo.[5] Então, se como já vimos na parte 3, sobre o propiciatório, Deus nos vê em Cristo, que é a propiciação, nós somos justificados nEle, a justificação de Cristo foi para nosso favor. Se Cristo que foi o sacrifício não ressuscitasse, recebesse a vida de volta, isto queria dizer que Deus não havia aceito sua oferta, e ele permaneceria morto (o salário do pecado), e nós estaríamos mortos também. Veja como escreve Paulo:



E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé; e somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados (1Co. 15:14-17, grifos meus).



Mas porque Cristo ressuscitou da morte, recebeu a vida, isso significa que ele pagou o resgate pelo pecado, e porque não tinha pecado pode ter a vida de volta. Como ele era sem pecado, a justiça que Ele recebeu com Sua vida obediente e sua morte, não foi para ele, mas para os que Ele representava.[6]


Assim, nossa justificação e regeneração são garantidas pela ressurreição de Cristo (1 Pd. 1:3). É por isso que Paulo usa a expressão: “fomos ressuscitados com Cristo” (Ef. 2:5-6; Cl.3:1). Quando o pecador é declarado justo por Deus, no momento do Batismo com o Espírito Santo, no momento da Regeneração, da Justificação pela Fé, ele é incorporado no Corpo de Cristo: a Igreja Triunfante (1 Co. 12:13).



NOTAS

[1] A Bíblia de Estudo de Genebra (AT, NT) (São Paulo: Cultura Cristã, 1999), p. 1324.


[2] Capítulo II, seção ii


[3] Cap. 6, seç. 1. Tradução minha do original: “God having made a covenant of works and life, thereupon, with our first parents and all their posterity in them, they being seduced by the subtlety and temptation of Satan did willfully transgress the law of their creation, and break the covenant in eating the forbidden fruit”.


[4] Para este assunto vd.: BERKHOF, L. Teologia Sistematica, 3ª d. (Grand Rapids: T.E.L.L., 1976), pp. 250-259.


[5] Veja GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática (São Paulo: Vida Nova, 2000), pp. 513-515; FERREIRA, Fraklin e MYATT, Alan. Teologia Sistemática (São Paulo: Vida Nova, 2007), pp. 640-641.


[6] Vd. Para detalhes IRONS, Lee. “Ressuscitado para nossa Justificaçãoem Jornal Os Puritanos (4/6, 1996), pp. 21-24.


2 comentários:

Patrícia Lima disse...

A PAZ!!!
Obrigada pela visita, ja estou seguindo p GRAÇA PLENA
Bjos
Fiquem com DEUS

http://oliveirapatricialima.blogspot.com

Laudicéia Mendes disse...

Paz! Obrigada pela visita ao meu pequeno blog...
Gostei muito da tua página tbm!
Sempre que puder venho tecer comentários das tuas publicações...
Abraços,
Laudiceia Mendes

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