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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

SÓ OS SALVOS PODEM ADORAR


Faz alguns dias publiquei aqui um artigo sobre a junção do artista André Valadão e a banda carismática Católica Romana Rosa de Sarom, No texto onde reproduzo palavras do próprio pop star, eu critico a idéia de que em uma reunião onde há cristãos e nãos cristãos haja adoração, ou culto verdadeiro. Talvez alguém tenha estranhado e se feito a pergunta: “mas se ali havia um culto todos não estavam participando e adorando?” O texto abaixo do grande C. H. Mackintosh traz muita luz ao caso.


Nós precisamos saber que estamos salvos, no poder da morte e ressurreição, antes de podermos prestar a Deus culto claro e inteligente. Haverá sempre na alma reserva e hesitação, provenientes, sem dúvida, da sua incapacidade em compreender a redenção que há em Cristo Jesus. Pode haver o reconhecimento do fato que há salvação em Cristo Jesus, e em nenhum outro; porém compreender, pela fé, o verdadeiro caráter e fundamento dessa salvação, realizando-a como nossa, é coisa muito diferente. O Espírito de Deus revela, com clareza inconfundível, na Palavra de Deus, que a Igreja está unida a Cristo na morte e ressurreição; e, demais, que Cristo ressuscitado e assentado à destra de Deus é a medida e o penhor da aceitação da Igreja. Quando se crê isto, a alma é transportada para lá das regiões da dúvida e incerteza. Como pode o crente duvidar quando sabe que é representado continuamente diante do trono de Deus por um advogado, Jesus Cristo, o Justo? É privilégio até do mais fraco dos membros da Igreja de Deus saber que foi representado por Cristo na cruz, e que todos os seus pecados foram confessados, levados, julgados e expiados ali. É uma realidade divina, e quando aceita pela fé deve dar paz. Mas nada menos que isto pode jamais dar paz. Pode existir o desejo mais sincero, ardente, ansioso e verdadeiro de Deus; poderão observar-se pia e devotamente todas as ordenações, deveres e práticas da religião, mas o único meio de libertar a consciência do pecado é vê-lo julgado na Pessoa de Cristo, oferecendo-Se uma vez como sacrifício pelo pecado na cruz de maldição. Se o pecado foi julgado ali uma vez para sempre, o crente deve, portanto, considerá-lo, agora, como uma questão divinamente e eternamente arrumada. E que a questão do pecado foi assim julgada está provado pela ressurreição do nosso Substituto. “Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente: nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele” (Ec. 3:14).

Contudo, enquanto é admitido em geral que tudo isto é verdadeiro quanto à Igreja coletivamente, muitos têm grande dificuldade em fazer a sua aplicação pessoal. Estão prontos a dizer como o Salmista: “Verdadeiramente bom é Deus para com Israel, para com os limpos de coração. Quanto a mim...” (Sl. 73: 1,2). Olham para si, em vez de olharem para Cristo na morte e Cristo na ressurreição. Estão mais ocupados com a apropriação de Cristo do que com Cristo mesmo. Pensam na sua capacidade em vez de pensarem nos seus privilégios. São retidos num estado de incerteza inquietante; e, por conseguinte, nunca podem tomar o lugar de adoradores ditosos e inteligentes. Oram por salvação em vez de se regozijarem na possessão consciente dela. Olham para seus frutos imperfeitos em vez de contemplarem a perfeita expiação de Cristo. (Estudos Sobre o Livro do Êxodo, pp. 147-148).


Eis o que falta a pessoa para que se torne um adorador verdadeiro. Como no Tabernáculo do Antigo Testamento existiam dois altares: o altar do holocausto primeiro, e depois o altar do incenso. Só poderia oferecer incenso a Deus em adoração, quem primeiro passasse no altar do holocausto e oferecesse o sangue, pois o caminho entre o pecador e o Deus santo é feito de sangue. Só Cristo na cruz entendido e crido nos leva a Deus e nos faz adoradores, fora isso é fogo estranho no altar do Senhor. É por isso que só cristãos, que entendem a salvação em Cristo somente, a justificação pela fé, são adoradores, quem coloca a si ou a outra coisa junto a Cristo para a salvação ainda precisa passar no altar do holocausto (Cristo), entender o significado do holocausto (paz na alma), para poder oferecer sacrifício de adoração no altar do incenso, e cantar: “Eu encontrei TEUS ALTARES Senhor Rei meu e Deus meu.”


Um comentário:

REV. PAULO SERGIO DA SILVA disse...

Graça e paz irmão.
Gostei muito de seus posts, deste e de tantos outros, que gostaria de sua autorização para publicar no meu blog. Obviamente citarei a fonte. Desde já grato. Abraços e que Deus continue te abençoando.
(Conheço um pastor congregacional em Santo André, Rev. Josué Cordeiro, conhece?)

NÃO PARE AQUI VÁ PARA OS TEXTOS MAIS ANTIGOS.