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quinta-feira, 17 de março de 2016

RESENHA: SOB OS CÉUS DA ESCÓCIA



Por: Joelson Gomes

Autor: Renato Cunha


Páginas: 223

Ano: 2015




 “Não lhes parece espantosa coincidência que os possuidores da fé Reformada tivessem deixado de crer na continuidade do dom de profecia após o século 18?” É assim que o Dr. Ron D. Smith, do Edimburg Theological Seminary, começa o prefacio de Sob os Céus da Escócia. Uma análise das profecias dos puritanos escoceses no séc. 17.


O livro se propõe a mostrar que na história dos teólogos chamados reformados da Escócia aconteceram muitos fenômenos espirituais, com destaque para muitas revelações, o que se chama profecia modernamente. O livro cumpre o que se propõe citando muitas fontes históricas para confirmar os fatos. O autor vai mostrando personagem após personagem da Teologia Reformada escocesa como: George Gillespie, Samuel Rutherford, George Wishart, John Knox, e outros, e como em seus escritos e biografias o sobrenatural nas revelações está tão presente. E entre eles entram teólogos não escoceses como João Calvino e Jonathan Edwards para mostrar a ocorrência de revelações sobrenaturais também em seus ministérios. Sim, Calvino admitia o oficio profético preditivo, ele mesmo afirma explicando Paulo:



Ele chama profetas não a quaisquer interpretes da vontade divina, mas àqueles que exceliam em singular revelação, como agora nenhum subsiste, ou são menos evidentes” (Citado na p. 50).



É claro que para o reformador o entendimento era não que não existissem pessoas com este oficio, mas que eram menos evidentes em seu tempo. E nem podia, pois ele mesmo teve revelação de uma batalha entre os Guisianos, partidários católicos do Duque de Guise e protestantes. As noticias chegaram a Genebra dias depois de Calvino ter a revelação.


O livro não se detém apenas em analisar os personagens, mas também levanta discussões como a Confissão de Westiminster entendia a cessação do dom de profecia, se novas revelações atentam contra a doutrina da Sola Scriptura, se os dons estavam restritos aos apóstolos, e outros.


É mais uma arma no arsenal contra a teologia cessacionista (os que dizem que Deus não concede mais dons para ninguém na igreja hoje), se junta com títulos como: O Dom de Profecia no Novo Testamento e Hoje (Wayne Grudem/ Vida, 2002), e Surpreendido pela Voz de Deus (Jack Deere/Vida, 1998). 


Para uma segunda edição recomenda-se uma revisão completa, pois quem lê sai com a impressão que o livro é uma parte de uma monografia, que foi cortada sem atenção editorial, com frase truncada, além de ter referências bíblicas erradas e muitos erros de metodologia nas citações e notas de rodapé.


Mas, esses senões não atrapalham o entendimento na leitura do livro. Recomendo, pois num pais onde a literatura cessacionista faz a festa mostrando parcamente só um lado da moeda, livros como esse vêm contrabalançar o debate e mostrar que nem só da exegese tendenciosa de John MacArthur vive o estudioso tupiniquim. Na capa está que é volume 01 esperemos o próximo.



Especificações:

  • Papel amarelo bom
  • Fonte em bom tamanho
  • Espaçamento: bom
  • Capa com orelha
  • Encadernação brochura costurada


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