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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

QUEM DISSE QUE O MUNDO NÃO ACABOU?

Por  Oswaldo Paião

Quem disse que o mundo não acabou? Ora, se você é um cristão sincero, que apesar de algumas falhas, erros e fraquezas pessoais que todos nós carregamos, busca de todo seu coração amar e servir a Deus, consulte a Veja São Paulo desta semana e conclua por você mesmo.

Sinceramente não queria estragar seu fim de semana, tampouco as suas merecidas férias, mas sinto-me no dever de sendo cristão, jornalista, pastor e editor, informar que o que mais temíamos aconteceu: as igrejas evangélicas - de modo geral - em vez de transformarem o mundo num lugar melhor pra se viver, converteram-se ao "negócio eclesiástico", ao "business espiritual" à "sacanagem de transformar incautos em compradores de fé e prosperidade".

Alguns pensadores cristãos sérios já vinham cantando essa bola há muitas décadas; infelizmente, alguns desses, também já se transformaram em "gente boa de Deus" (uma das diversas classificações que cada grupelho religioso dá à sua tchurma, mas a mecânica de seus líderes é a mesma, só pensam naquilo: grana e "puder").

A matéria - de um repórter infiltrado de Veja num dos maiores cursos para formação rápida de pastores - começa descrevendo o movimento de um dos muitos ônibus saindo do Bom Retiro, rumo às terras ungidas de Águas de Lindóia, onde cerca de 5000 formandos estariam aguardando as bênçãos dos líderes e especialistas na modalidade fazer crentes obedientes e contribuintes, na mais travestida onda do "mais bem aventurado é dar que receber"; pois bem, a sagacidade do repórter de Veja anotou a ordem de embarque e a palavra de oração do guia da excursão que bem poderia chamar-se trem da felicidade ou corrente para o progresso - de quem estiver no topo da pirâmide, claro: "Que Deus abra o caminho contra as sílabas do maligno!"

Pois é exatamente das "sílabas" e palavras do Inimigo que esse povo menos se apercebe. Até esse momento, cada cabeça, se é que podemos nos referir assim a esse povo, já havia pago, cada um, pelo menos 700 reais de inscrição, fora hospedagem etc, mas isso não é problema, afinal, a promessa é de que em pouco tempo isso se transformaria - da água pro vinho - em até 22.000,00 por mês de salário, fora benefícios, viagens e muito aplauso das congregações, no rentável mercado do que chamo de "pequenas igrejas, grandes negócios" - e devo confessar que tenho errado - tais igrejas já não são tão pequenas assim; como é fácil fazer crescer o mal (não escondo um ponto de inveja não).

Bem, não vou falar mais, por três motivos: primeiro, já falei no passado tudo que tinha de falar sobre isso, todas as figurinhas que vocês verão na reportagem são nossos velhos conhecidos, alguns até já nos enganaram feio, e ainda falta gente, quem quiser completar a lista é só me escrever.

A única vantagem de ficar velho e com a memória em dia é que a gente conhece quase todas as boas e más histórias desde o nascedouro, e algumas até ajudamos a construir como incautos, infelizmente.

O segundo motivo é que esse espaço, que modestamente escrevo diariamente há dois anos, tem por finalidade apenas dar um toque gratuito à alma de quem lê e apontar a solução só em Jesus, o Senhor, o fundador do Cristianismo, Aquele que não disse apenas que o amigo é quem dá a vida por seu amigo, mas que, efetivamente, foi lá na Cruz e deu a sua vida por mim e por você.

Engraçado, lembro que um dia desses, numa citação, troquei Calvino por Lutero, e alguns teólogos de plantão caíram de pau em mim. Com certeza diante de uma reportagem dessas, muitos estarão lá naquela velha e conhecida atitude evangélica de coçar as costas e o ego dos irmãos; muitos conseguem fazer isso enquanto esfaqueiam seus próprios parceiros de ministério, como certa vez me disse Ary Velloso, um dos mais coerentes líderes evangélicos brasileiros - graças a Deus, sempre escapa alguém bom.

E em terceiro lugar: poucos darão atenção a esse meu texto, e por todos os motivos mais compreensíveis do mundo; e portanto, não há razão para se falar muito sobre isso para uns poucos antenados, gente que prefere sofrer com Cristo, levar a sua cruz e viver na expectativa da Nova Jerusalém, do que puxar a carroça das heresias e sacanagens, correndo atrás de uma cenoura falsa, que jamais será alcançada ou de um pote de ouro que quando for finalmente abraçado será, na verdade, o tacho onde tais almas arderão no inferno eterno.
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Um comentário:

Paluza disse...

Gostei! A Salvação nos foi dada pela graça, de graça!! Como custea-la? Mercenários. Fazem da casa de Deus um comércio, como em Mateus, mas logo Jesus virá e limpará tudo isso!

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