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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

DA "DEFORMA" À REFORMA

  Por Ricardo Pereira
 
 
Há exatos 495 Deus levantou um homem para ser a voz de uma grande reforma que mudou absurdamente os rumos da Igreja Cristã. Martinho Lutero não foi simplesmente um pregador idealista, líder com um “q” de loucura santa no coração. Foi um profeta de Deus e um pastor por Ele levantado no meio de um sistema eclesiástico e político completamente corrupto.
 
A Reforma afirmou e gritou que a salvação é pela graça, sem méritos. Fez ecoar nos rincões da Europa o sacerdócio universal de todos os santos, deixando claro que o clero era um meio de dominação contrário a Escritura, tornou claro que Cristo e somente Ele é o Senhor da salvação. Acima de tudo, a Reforma Protestante bradou que a Bíblia é a voz de Deus e que deve ser lida pelo povo livremente.
 
Depois de 495 anos fico a perguntar-me se realmente vivemos sob a égide dos ensinos dos reformadores. Questiono-me se de fato cremos nos ensinamentos de Calvino acerca da Soberania de Deus, se verdadeiramente amamos a Escritura e se pautamos nossas vidas pelos conceitos, normas e conselhos da Santa Palavra.
 
Quando ligo a televisão, ouço as músicas ou vejo os sermões pregados nos púlpitos de nossas igrejas sinto-me completamente angustiado. Vejo um misticismo semelhante ao da idade média. Pessoas adoram coisas, amuletos, outras pessoas. Há sempre um bispo ou apóstolo que se coloca como autoridade infalível e que é adorado como um “papa evangélico”.
 
As “Doutrinas da Graça” têm sido postas de lado e dá-se vez as heréticas teologias de um “deus” retribuidor que nada mais é que “um banco de bênçãos” e a igreja não passa de um “caixa rápido” onde os “crentes” depositam suas ofertas e pegam as “bênçãos”.
 
É de partir o coração ver que assim como na Idade Média os crentes não leem a Bíblia, andam alucinadas seguindo guias cegos que apenas decretam o que as pessoas devem crer. 
 
Infelizmente a Reforma parece não ecoar nos púlpitos, nas músicas e na prática cristã em nosso tempo. É inevitável reconhecer que vivemos uma época que partimos da Reforma à Deforma. Somos ensimesmados, egoístas, desprovidos de amor e de anseio verdadeiro pela doutrina da graça de Deus.
 
Carecemos urgentemente não de uma nova Reforma, mas de um retorno inegociável Às antigas doutrinas da Reforma. É fundamental, urgente e indispensável que reafirmemos e vivamos sob a Escritura como única regra de fé e prática, que amemos a doutrina da graça, que solapemos do trono todos os dominadores do rebanho e que nos disponhamos a pormo-nos ajoelhados diante do Trono da Graça. 
 
Depois de 495 anos da Reforma e em meio a tamanha "Deforma" Protestante, sinto paz pela convicção de que em meio a toda essa “bandaieira do gospi” Deus tem levantado remanescentes fiéis. Ele tem erguido homens que o temem, o amam e buscam viver para sua glória. 
 
Tenho plena convicção de que a Igreja do Senhor vencerá mais essa batalha, e que Ele nos conduzirá novamente da "Deforma" à Reforma!
 
Que Deus nos bendiga!

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