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segunda-feira, 16 de julho de 2012

O QUE É A IGREJA.


Por Joelson Gomes

Texto Base: Ef. 2. 11-22

Texto áureo: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt. 16.18).

Objetivo da Lição: Ao término da lição o aluno deverá saber a origem da Igreja, definir o termo, e demostrar as marcas de uma verdadeira igreja.

 A Bíblia na Semana
Seg. Ef. 1.1-13
Ter. Ef. 2.11-22
Qua. At. 2. 42-47
Qui. 1Pd. 2.1-10
Sex. Ef. 1.15-23
Sab. 1Co. 12. 12-27
Dom. 1Jo. 4.7-21                                       

INTRODUÇÃO

Começamos nesse quadrimestre a estudar a comunidade dos fiéis, a Igreja do Senhor Jesus. A doutrina da Igreja chama-se eclesiologia e como cristãos é muito importante conhecê-la. Você já parou para pensar nesse assunto? Será que você estaria preparado para responder a uma pessoa que te perguntasse o que é a Igreja? Você precisa saber disso, e nessa lição vamos aprofundar sua compreensão desse fato.
No artigo 19° da Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo (1876), confissão de fé dos Congregacionais brasileiros está escrito:

A Igreja de Cristo no céu e na terra é uma só (1) e compõe-se de todos os sinceros crentes no Redentor (2), os quais foram escolhidos por Deus, antes de haver mundo (3), para serem chamados e convertidos nesta vida e glorificados durante a eternidade (4).

(1)               Ef. 3.15; (2) 1Co. 12.13; (3) Ef. 1.11; (4) Rm. 8. 29-30

            A mais antiga e conhecida declaração de fé dos congregacionais, a Declaração de Savoy de Fé e Ordem (1658), traz a seguinte definição para a Igreja:

A Igreja católica ou universal, a qual é invisível, consiste de todo o número dos eleitos que têm sido, são ou serão reunidos num só corpo, sob Cristo- sua Cabeça; ela é a Esposa, o corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas (XXVI, 1).

Pois bem, pensando nessas definições vamos nos aproximar das Escrituras para entender que elas têm a dizer sobre a Igreja.

I-                   O mistério Revelado.

a)      De onde vem a Igreja? Quem lê com atenção os primeiros três capítulos da carta de Paulo aos Efésios acha com facilidade a resposta para a pergunta inicial. Ali está exposto que a igreja se origina na mente de Deus muito antes da fundação do mundo (Ef. 1.3-6), e foi revelada na história,  a partir das boas-novas (evangelho) de Jesus Cristo (Ef. 1.22-23; 2; 3.1-13). Onde e como a Igreja começou aqui em nosso mundo? Preste atenção:

b)      O povo de Deus no AT. No Antigo Testamento havia um povo que servia a Deus e este povo estava majoritariamente entre os judeus. Eles eram chamados de a comunidade de Deus (Êx. 19.5; Dt. 7.6; 14.2; Sl.135.4; Ml. 3.17), e tinham uma aliança com Ele. Deve ficar claro que nem toda nação judaica era reta diante do Senhor, mas existia no meio deles um remanescente (grupo) fiel. Mas, a adoração desse povo ainda não era perfeita, pois o Messias ainda não havia se revelado.

c)      O mistério revelado. O Novo Testamento traz Cristo e com Ele muitas mudanças. O povo de Deus nesta época da graça (Jo.1.17) faz parte agora de uma nova aliança (Jr. 31. 31-33. Lc. 22.20; Hb. 8). De acordo com Paulo um grande mistério foi revelado a ele, agora não só os judeus são o povo de Deus, mas também os não-judeus poderiam fazer parte da mesma comunidade, a Igreja. A vinda de Cristo transforma todos os adoradores do Senhor num único povo, sem distinções, e esse povo forma o Corpo de Cristo.  Foi essa comunidade espiritual que Jesus veio edificar (Mt. 16.16-18; Ef. 3. 8-12; Tt. 2.14). A partir de Cristo todos os adoradores de Deus, em todos os tempos,  remidos por Ele estão em sua Igreja.

d)      A fundação da Igreja. Antes de sua morte Cristo prometeu o Espírito Santo aos seus Discípulos (Lc. 24.49), pois já no Antigo Testamento Deus através do profeta Joel havia anunciado este tempo (Jl. 2. 28-32). Então, após a morte e ressurreição de Jesus, nos dia de Pentecoste esta promessa foi cumprida, o Espírito desceu sobre os crentes reunidos em oração em Jerusalém (At. 1.12-14; 2.1-4), batizando-os e formando ali a Igreja Cristã, organismo vivo, composto de pedras vivas (1Pd. 2.5-10) que congregará a partir daí todos os salvos.

II-                O Significado da Igreja
                                                                                                  
a)   Uma palavra muito importante. A palavra que os autores do Novo Testamento usam para se referir ao povo de Deus é έκκλησια (ekklêsia). O famoso erudito em grego H. E. Dana informa que o uso de Ekklêsia no grego clássico era para significar uma assembléia. A antiga população grega organizava-se em cidades-estado, cada cidade principal tinha seu próprio governo. A autoridade governamental recaia sobre certos cidadãos competentes que formavam as assembléias legislativas. Assim, usava-se comumente esta palavra com referência aos grupos de representantes que se reuniam para levar adiante seus princípios democráticos.  As ekklêsias eram assembléias de cidadãos locais, autônomas, e democráticas (Manual de Eclesiologia, p. 7-10).

Também convém notar que a palavra ekklêsia nunca é usada no NT para se referir a um prédio, uma denominação, mas a grupos locais (At. 8.1; Rm. 16.16; 2Ts. 1.4), e a todo povo de Deus através dos séculos (Mt. 16.18; 1Co. 15.9; Ef. 5.25-26). Para os escritores bíblicos a Igreja é um organismo vivo, e cada igreja local é uma igreja completa.
      
b)      Conceitos de Igreja na história. O conceito de Igreja foi sendo construído durante a história.

b1- A Eclesiologia não recebeu muito destaque nos primeiros anos da era cristã. Os Pais da Igreja, primeiros teólogos após os apóstolos, entendiam a Igreja como o novo povo de Deus, o novo Israel,  a nova sociedade espiritual de crentes em Jesus.

b2- No sec. III, a Igreja era entendida como o único meio de salvação. Cipriano escreveu que se afastar da Igreja visível, era perder o direito à salvação, fazendo assim a salvação depender completamente da pertença a Igreja.

b3- No sec. IV Agostinho elaborou sua teologia da Igreja definido-a como o Corpo de Cristo, e fazendo uma distinção entre a Igreja invisível (conhecida apenas por Deus), e a Igreja visível sobre a terra. Em 381 o Concilio de Constantinopla deu os contornos finais às marcas da Igreja aceitas até o dia de hoje. Estas marcas são as seguintes:

·      A Igreja é Una- O testemunho do NT quanto a unidade da Igreja é claro (Rm. 1.10-30; 12. 3- 8; 1Co. 12; Ef. 4.1-6). Mas, esta unidade não implica uniformidade, pois dentro da Igreja existe diversidade de dons e ministérios, mas no essencial a unidade é requerida.

·      A Igreja é Santa- A união com Cristo envolve santidade (1Pd. 13-21), e quem faz parte da Igreja é chamado à santidade (1Co.1.2).

·      A Igreja é Católica (universal)- A palavra católica significa que a Igreja não é exclusivista, mas está aberta a todos, ela universal. Seu alcance é o mundo.

·      A Igreja é Apostólica- A Igreja é um edifício vivo edificado sobre o fundamento dos apóstolos (Ef. 2.20-22), ou seja, ela recebeu sua fé dos apóstolos e deve continuar crescendo e ensinando a doutrina deles (2Tm. 2.2).

Una, santa, católica, e apostólica essas devem ser características que definem a natureza da verdadeira igreja em todos os tempos.

III-             As Marcas da Reforma para a Igreja

Como distinguir uma igreja verdadeira de uma falsa (Ap. 2.9; 3.9)? Como saber se uma igreja é verdadeira nos tempos tenebrosos em que vivemos?  Bem, na época da Reforma homens lutaram para dar resposta a essas perguntas, já que eles estavam saindo da Igreja Romana.  Como provar que a Igreja Romana era falsa e que as comunidades começadas por estes reformadores eram verdadeiras?  Para isso apontaram as marcas que uma igreja verdadeira deveria ter.

a)As marcas para Lutero- A Confissão de Fé de Augsburgo (1530), assim se referia a Igreja no seu artigo 7:

Ensina-se também que sempre haverá e permanecerá uma única santa igreja cristã, que é a congregação de todos os crentes, entre os quais o evangelho é pregado e os santos sacramentos são administrados de acordo com o evangelho.

Assim, de acordo com esse ponto de vista, onde houvesse a fiel pregação da Palavra e a administração das ordenanças, ali estaria uma igreja verdadeira.

b)As marcas para Calvino- Calvino assim se expressou sobre o assunto:

Eis então de que modo a face da Igreja se manifesta ante nossos olhos: onde a Palavra de Deus é sinceramente pregada e ouvida, e vemos que os sacramentos são administrados segundo a instituição de Cristo, não podemos de modo algum duvidar de que ali está uma igreja de Deus... Pois, se uma igreja exerce o ministério da Palavra, e o honra, e, além disso, mantém a correta administração dos sacramentos, é preciso reconhecê-la como igreja... sustentamos que a pregação da Palavra de Deus e a administração dos sacramentos são os sinais distintivos para se reconhecer a Igreja... (Institutas, 4.1.9-10).

c)      A marca da disciplina. Subseqüentemente, no fim do sec. XVI outros reformadores também consideraram que uma das marcas principais da verdadeira Igreja seria o fiel exercício da disciplina. 

Portanto, encontra-se uma igreja verdadeira em todo lugar onde estas marcas forem vistas. Sabemos que em nossos dias poucos grupos pregam a Palavra de maneira fiel, celebram as ordenanças como as Escrituras prescrevem e exercem de maneira bíblica a disciplina eclesiástica. É hora de pensarmos se em nossas igrejas encontramos as características de uma verdadeira igreja de Deus.

CONCLUSÃO

A igreja cristã é o conjunto dos regenerados de todos os tempos (Hb. 12.23), é um grupo sobrenatural que tem a sua descendência não no primeiro Adão, mas no segundo (1Co. 15. 45), e que manifesta o pode do Cristo divino. Este povo chamado por Deus, eleito antes da fundação do mundo (Ef. 1.3-5), é a agencia de Deus sobre a terra de proclamação de sua Palavra e adoração ao seu nome. Não é nenhum tipo de instituição, objeto impessoal, mas sim, é o corpo de Cristo, constituído de componentes vivos (1Co. 12.12-27).
Porém, na manifestação histórica da Igreja, nem toda casa que leva esse nome é uma igreja verdadeira, para isso essa comunidade tem que levar as marcas que distinguem a comunidade de Deus. Devemos estar apercebidos destas marcas: unidade, santidade, catolicidade, apostolicidade, pregação da Palavra, celebração das ordenanças, disciplina bíblica, para saber se o grupo do qual fazemos parte é uma verdadeira igreja. Isso para que não consideremos igreja grupos que não são.
Como cristãos devemos conhecer a ekklêsia na qual somos parte e entender que o Senhor Jesus Cristo é o seu Cabeça eterno, e está no meio dela (Mt. 18.20). Em Apocalipse Ele é apresentado no meio dos candeeiros, ou seja, das igrejas (Ap. 1.13,20), e isso é glorioso porque nos mostra que o Senhor é quem nos sustenta. Ela as corrige, adverte, e parabeniza, participa de perto de sua vida cotidiana. A presença de Jesus é a garantia de que nunca “as portas do inferno prevalecerão sobre ela”.
                                                                                                               


Aprofundando

1-      O que é a Igreja?
2-      Qual a origem da Igreja?
3-      Quais as marcas da Reforma para a Igreja?
4-      Quais marcas da Igreja você encontra em sua igreja local?

____________________________
* Lição publicada na revista para Escola Bíblica da Aliança Congregacional, para informações alianca.b@hotmail.com

Um comentário:

Rick disse...

Pergunte aos apóstolos principalmente Paulo que fundou várias igrejas no pentecoste.
Igreja físicas é constituida por Deus sim! Se não os apóstolos não fundavam igrejas.
Tiveram a direção de Jesus para isto.
Era vontade de Jesus fundar igrejas físicas para o povo reunir sim!
Está na bíblia é só deixar o Espírito Santo lhe mostrar e parar de questionar o que a bíblia diz.
Se as igrejas hoje estão frias,errante, é por culpa do pecado e da apostasia do povo.
Jesus Cristo disse que no final dos tempos o amor de muitos esfriará, quase todos.
Então é o que estamas vendo, o amor de Deus esfriando nas igrejas físicas, no povo de Deus, onde congregam seus santos.
Mas ainda virá um avivamento espiritual ainda no povo de Deus para a volta de Jesus.

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