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sábado, 2 de julho de 2016

MULHERES PASTORAS NA IGREJA ADVENTISTA

Pastora Adventista consagrada na Holanda

  Fonte: Escojidas para servir

Introdução


A Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma denominação global que possui membros virtualmente em todos os países do mundo. Sua extensa dimensão é administrada mediante uma completa estrutura, fundamentada em 4 níveis.


O primeiro nível é a igreja local. Toda a autoridade da igreja nasce deste primeiro e fundamental nível. Cada igreja elege os membros que vão dirigi-la. A igreja também elege a representantes que se reúnem para votar os líderes do seguinte nível administrativo, que é a Associação Local. As associações, por sua vez, se reúnem para votar os dirigentes do próximo nível que é a união. As uniões formam os ‘’tijolos’’ básicos que compõem a igreja a nível mundial.


Estrutura da IASD


Uma vez a cada cinco anos, representantes de todas as uniões se reúnem para eleger os líderes da Associação Geral. Se considera que o comitê executivo da AG, liderada pelo seu presidente, é a autoridade máxima na IASD. No entanto, é necessário recordar que a autoridade dentro da igreja vem de baixo para cima. Toda a autoridade da Associação geral é delegada pelos níveis administrativos inferiores. A IASD não funciona de uma maneira vertical, tão pouco sua autoridade é exercida verticalmente. Neste sentido se diferencia de outras denominações que tem uma que são verticais como a Católica.


Devido a extensão global da Igreja Adventista, a Associação Geral, se dispõem de Divisões regionais que, reparte o mundo em 13. As divisões são escritórios regionais da Associação G. e, portanto, não são um nível administrativo independente. Atualmente a igreja tem 13 divisões e uma missão. No mapa abaixo pode-se observar a disposição territorial de cada Divisão (dê um click para dar zoom)


História de mulheres no ministério Pastoral


Agora que já se conhece a estrutura da igreja Adventista e quais são as divisões mundiais, nos concentremos no tema deste artigo: Quais as Divisões que atualmente tem pastoras em seus territórios?

Primeiro necessitamos saber brevemente um pouco da história da igreja Adventista e das pastoras dentro da denominação.

A igreja Adventista do Sétimo Dia se organizou oficialmente no ano de 1863 quando se formou a Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, com Tiago White como seu primeiro presidente. Durante esse tempo a IASD tinha apenas uns milhares de membros.

A Igreja Adventista começou a aceitar mulheres dentro do ministério pastoral, bem cedo. Em 1872, apenas 8 anos depois do estabelecimento da Associação G. Sarah Hallock Lindsay se tornou a primeira mulher a receber uma licença ministerial[1]. Durante os próximos dez anos outras dez mulheres receberam licenças ministeriais[2]. Segundo o DAS Yearbook (Anuário Adventista do Sétimo Dia) 28 mulheres tiveram licenças ou credenciais ministeriais durante 44 anos consecutivos.


Além das 28 mulheres listadas no Yearbooks, Bert Haloviak, ex direto do escritório de Arquivo, Investigação e Estatística da Associação Geral, encontrou nomes de 12 mulheres que também receberam licenças ministeriais entre 1878 e 1881 que não aparece nos anuários[3]. Isso significa que o número de mulheres com licença ministerial entre 1863 e 1915 era no mínimo 40. Durante este tempo houveram mulheres que, seja como pastoras ou instrutoras bíblicas, foram pioneiras ao introduzir a fé Adventista em lugares como Ásia, Austrália, África do Sul, América do Sul e Europa, entre outros.


A Igreja Adventista continuou tendo mulheres pastoras durante o resto do século XX, ainda que o número decresceu consideravelmente, exceto por uma região. Durante a primeira e segunda Guerra Mundial as nações Europeias recrutaram a maioria dos homens adultos, incluindo a pastores Adventistas, para aumentar seus exércitos e participar das guerras. A ausência de pastores motivou um forte aumento no número de mulheres no ministério pastoral e evangélico.


Considerando a herança Histórica que a Europa tem com as pastoras, é fácil entender porque um país Europeu, especificamente Finlândia, solicitou a Associação Geral permissão para ordena-las ao ministério pastoral.


O tema da ordenação da mulher foi tratado por vários comitês, como o de Camp Mohaven (1973), o Simpósio sobre o papel da mulher, do instituto de investigação Bíblica da AG (1975), o de Tahoma Park (1985), e o de Cohutta Springs (1989). Este último comitê, em seu relatório final, enviou recomendações ao Concilio Anual de 1989 que foram adotadas pela IASD. Tais como criar a figura do ‘’pastor (a) comissionado (a). Isso significava que as mulheres não poderiam ser ordenadas ao ministério pastoral e que não receberiam credenciais nem licenças ministeriais, receberiam no lugar disso receberiam uma licença como pastoras comissionadas. Mas esta nova política só poderia ser praticada nas divisões onde o comitê executivo decidisse aplicar as decisões tomadas no Concilio Anual de 1989, seguindo as recomendações do Comitê de Cohutta Springs, convertendo um fenômeno global em algo regional. Antes de 1989 houveram pastoras literalmente em todos os continentes, mas depois desse ano só as Divisões que aprovassem a entrega de credenciais como comissionadas para as pastoras poderiam ter mulheres no ministério pastoral.


Apesar de esta decisão do Concilio Anual 1989, que claramente vá de encontro da unidade e uniformidade dentro da IASD, o número de mulheres no ministério pastoral dentro de nossa denominação continua crescendo.

Divisões Com Pastoras


Atualmente só algumas das 13 divisões possuem mulheres no ministério pastoral, enquanto que outras não aplicaram em seus territórios a clausula do Concilio de 1989.

Veremos a seguir quais divisões tem e quais não possuem mulheres no ministério pastoral[4]. Se quer saber a que território corresponde cada divisão pode voltar acima e ver a imagem de todas as divisões e seus territórios respectivos.

Divisão Norte-Americana


O território desta divisão foi o primeiro a ter pastoras, quando em 1871 Sarah Hallock Lindsay Recebeu uma licença ministerial e Ellen White recebeu uma credencial ministerial[5]. Em 2012 havia pouco mais de 100 pastoras[6] e atualmente há um número maior.

Divisão Interamericana


Esta é outra divisão que comissiona pastoras. Em 2010 havia 15 pessoas com credenciais de ministro comissionado[7].

Divisão Sul-Americana


Esta divisão não tem praticado a prática do voto do Concilio de 1989. Atualmente não tem pastoras, mesmo que antes de 1989 as tenha tido[8].

 Divisão Transeuropeia


Também comissiona pastoras e atualmente há mais de 90 atuando em postos ministeriais em seu território[9].

Divisão Intereuropeia


Esta é outra das divisões que tem praticado o voto do Concilio de 1989e atualmente comissiona pastoras.

Divisão Euroasiática


Se bem que que esta divisão mantem a prática de entrega credenciais de pastores comissionados a ministros, atualmente não há pastoras comissionadas. Em outro período esta divisão teve pastoras em seu território.

Divisão do Pacífico Sul-Asiático


Esta divisão não tem pastoras nem tão pouco entrega credenciais de ministro comissionado.

 Divisão do Pacífico Norte-Asiático


De acordo com o relatório da divisão entregado no Comitê de Estudo da Teologia da Ordenação esta divisão contava com 3.221 pastoras no ano de 2013[10] Na China 70% dos pastores são mulheres[11].

Divisão do Sul do Pacífico


Esta divisão possui pastoras e as credencia como ministras comissionadas.

Divisão Sul-Asiática


Esta divisão não tem atualmente pastoras em atividade tão pouco entrega credenciais de ministro ordenado.

Divisão Centro-Leste Africana


Esta divisão não entrega credenciais a mulheres nem tem pastoras em atividade.

Divisão Centro-Oeste Africana


Esta divisão aprovou o voto do Concilio de 1989 e tem entregado credenciais de ministras comissionadas a mulheres. Atualmente há várias pastoras trabalhando nesta divisão, muitas em postos administrativos.

Divisão Sul-Africana Oceano Índico


Esta divisão tem várias mulheres servindo como pastoras, especialmente na Associação Sul Da África.

Conclusão


No mapa (click para ver maior) se pode observar em verde os territórios e Divisões que atualmente têm mulheres como pastoras. Em laranja estão as divisões que aprovaram o voto do Concilio de 1898, mas não possuem pastoras, e em vermelho estão os territórios e as Divisões que não empregam pastoras. Em branco está MENA (Mission of Eastern Asia and Northern Africa) onde há pouco mais de 2000 Adventistas, cuja administração depende da Associação Geral.



Em resumo se observa o seguinte: Das 13 Divisões, apenas 5 não tem pastoras em atividade, 1 Divisão não tem pastoras, mas seu regulamento permite que entregue credenciais como pastora comissionada. E 7 divisões atualmente tem atualmente pastoras trabalhando em seus territórios. Ou seja, mais da metade das Divisões tem pastoras e quase dois terços aceitaram o voto do Concilio de 1989.




Referências


[1] Review and Herald, 10 de Septiembre de 1871, p. 102.

[2] Bert Haloviak, Route to the Ordination of Women in the Seventh-Day Adventist Church: Two Paths, p. 5

[3] Kit Watts, “The Rise and Fall of Adventist Women in leadership”, Ministry, Abril de 1995, pp. 6-10

[4] A menos que se indique outra referência, los datos han sido tomados del SDA Yearbook 2015. http://www.adventistyearbook.org/default.aspx?page=SearchForm&Year=2015 (consultado: 10 de agosto del 2015).

[5] Review and Herald, 14 de Febrero de 1871, p. 69

[6] Carta de Dan Jackson a miembros de NADCOM, 12 de Enero de 2012.  http://es.scribd.com/doc/80849837/E-60-Update-Letter-Dan-Jackson (consultado: 9 de agosto de 2015)

[7] http://www.adventistworld.org/2011/january/inter-america-church-grants-commissioned-minister-credentials-to-eight-employees/562-inter-america-church-grants-commissioned-minister-credentials-to-eight-employees.html (consultado: 9 de agosto de 2015)

[8] por exemplo, durante o Comité de Tahoma Park em 1985 Mario Veloso, representante de Sudamérica, mencionou a uma pastora a cargo de quatro igrejas. https://www.adventistarchives.org/1985-study-committee-minutes.pdf (consultado: 9 de agosto de 2015)

[9] http://adventist.org.uk/news/2015/buc/response-to-no-vote-on-womens-ordination (consultado: 9 de agosto de 2015)

[10] https://www.adventistarchives.org/brc-northern-asia-pacific-division-presentation.pdf (consultado: 9 de agosto de 2015)

[11] http://news.adventist.org/en/all-commentaries/commentary/go/0/questions-answers-regarding-current-issues-of-unity-facing-the-church/ (consultado: 9 de agosto de 2015)

3 comentários:

victor disse...

Graça e Paz !! Excelente artigo. Eu tbem gosto de acompanhar o que acontece em outras denominações. Valeu p/compartilhar. Abs irmão !

Marcelo disse...

Na Conclusão está escrito "o voto do Concilio de 1898". Houve uma troca nos números, já que se menciona um Concílio de 1989. É isto? Se for, favor corrigir. Seu texto é muito esclarecedor. Muito obrigado.

Anônimo disse...

Nesta seita,tudo bem ter mulheres como pastoras!O que não pode isto sim,e na igreja de Deus!Só não espero que me chamem de machistas,pois esse tem sido o argumento de quem quer apoiar essa heresia!

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