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sábado, 8 de setembro de 2012

MISSÕES NO NOVO TESTAMENTO I


 Por Joelson Gomes

Texto Base: Mt. 4.12-22

Texto Áureo:Ele, porém, lhes disse: É necessário que eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado” (Lc. 4.43).

Objetivo da Lição: Ao término da lição o aluno deverá compreender como Jesus fazia missões, saber quando Ele pregava, e refletir onde Ele evangelizava para saber se a Igreja hoje faz o mesmo.

A Bíblia na Semana:
Seg. Lc. 22.45-49
Ter. Jo. 3.1-8
Qua. Jo. 3.9-21
Qui. Lc. 10. 1-12
Sex. Lc. 13- 24
Sáb. Mt. 9. 35-38
Dom. Mt. 4. 12-22


INTRODUÇÃO

Os evangelhos relatam a história de Jesus e a história de Cristo é a na realidade a história da missão de Cristo. Alguém já disse que: “o Novo Testamento é mais teologia em ação do que teologia em razão e conceito. Ele é teologia missionária” (George W. Peters. Teologia Bíblica de Missões, p. 160). Logo na apresentação de Cristo quando criança no templo foi profetizado sobre Ele que seria luz de todos os povos, pois era a salvação (Lc. 2.28-32).

Em toda sua vida Ele fez isso. Mas, não só fez como também deixou exemplo para que os seus seguidores, chamados discípulos, aprendessem com Ele e repetissem a sua prática. O Senhor Jesus encarnou a missão em si, viveu e morreu a missão. A consciência missionária não foi algo que Ele adquiriu pelo estudo das Escrituras, ou porque algum pregador famoso lhe fez ver sua responsabilidade. Missões emanava do seu ser, sua vida era isso. Ele disse: “minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou” (Jo. 4.34).
Nesta lição o nosso propósito é justamente olhar a vida de Cristo, e tirar exemplos de sua maneira de fazer missões. Portanto, vamos aprender com o maior missionário do mundo.


I-                   Como Jesus pregava.

Quando se estuda Teologia, especificamente a pessoa de Jesus, chegamos a um assunto chamado “os ofícios de Cristo”. Nesse tema se diz que Cristo era sacerdote, profeta e rei. Note, Ele era profeta, e como profeta sendo o cumprimento de uma predição de Moisés (Dt. 18.15, veja também At. 3.22), Ele traz a mensagem do Pai (Mt. 17. 5; Jo. 8. 26-28; 12. 49-50), e esta mensagem Ele proclamava ao povo e aos seus discípulos mais próximos (Mt. 4.17; e capts. 5-7). Ele entendeu perfeitamente Sua missão de evangelista, e disse isso de forma clara usando o texto de Isaias 60. 1-2 em Lucas 4. 18-19. Agora como Jesus exercia esse oficio de profeta, proclamador da mensagem divina? Vejamos:
a)   Era claro quanto ao pecado. Na pregação de Cristo o pecado era uma doença. Ele não procurava palavras suaves para falar desse mal (Mt. 9. 12-13; Mc. 7. 20-23) E o escape dessa doença só acontecia para aqueles que se dessem conta dela , entendessem seu pecado sem subterfúgios.

A verdade a respeito do evangelho segundo Jesus é que as únicas pessoas aptas a serem salvas são aquelas que compreendem que são pecadoras e desejam arrepender-se. A chamada de Cristo se estende tão somente ao pecador que, em desespero, compreende a sua necessidade e deseja uma transformação. O Senhor veio para salvar pecadores, porém, àqueles que não querem admitir seu pecado, Ele tem a dizer- a não ser pronunciar sua sentença (John MacArthur. O Evangelho Segundo Jesus, p. 87).

E quem O aceitasse deveria abandonar seus pecados (Jo. 5.14; 8.11).

b)   Chamava para conversão. O ministério evangelístico de Jesus pode ser resumido no texto de Marcos 1. 14-15. Ele passou a vida fazendo missões, e fazia isso chamando as pessoas à conversão, o que envolve arrependimento e . Timóteo Carriker escreve:

O chamado para a conversão é parte essencial da missão de Jesus de salvação. Implica em transformação, metanoia (mudança de mente) (Lc. 22.47; 3.3; 5.32; 15.7, 9, 32). As exigências do discipulado são uma forma intensiva deste chamamento à metanoia. Os candidatos para o discipulado devem calcular o custo e reconhecer a necessidade de renunciar todo obstáculo para o compromisso completo antes de embarcar no caminho do discipulado (Lc. 14. 25-33) (O Caminho Missionário de Deus, p. 216).

Esta exigência de arrependimento (Mt. 11.28), está atrelada a fé (Jo. 6.35), que por sua vez está atrelada a submissão (Mt. 11. 29-30), ou seja, o discipulado. 

c)    Exigia um novo nascimento. Jesus não perdia oportunidade de fazer missões. Nicodemos foi até Ele para elogiar seu ministério, mas sem deixar o momento passar Cristo anuncia-lhe o novo nascimento (Jo. 3.1-6). Quando ele ficou sem entender Jesus lhe explicou o único jeito de aquilo acontecer (Jo. 3. 9-18). Só quando aceitasse Aquele que falava com ele, como o crucificado, levantado; como o sacrifício pelo seu pecado, ele nasceria do alto.

d)   Desafiava os interessados. Jesus nunca escancarou a porta da salvação como muitos pensam, mas antes dificultou (Mt. 19.16-22). Hoje muitas igrejas têm quase levado pessoas a força para “aceitar Jesus” (algumas até levam), e o resultado disso é uma geração sem testemunho, sem frutos espirituais. Não, não é culpa deles, mas sim, da igreja que maqueou a barateou mensagem da salvação ao preço de uma famosa oração “repita comigo”, e assim têm muita gente membro da comunidade, mas que nunca foi convertido, apenas atenderam a um apelo choroso, e entraram no clube. Na pregação de Cristo o interessado era desafiado a calcular quanto custava segui-Lo. E só faria isso se fosse realmente convertido, se não, quando soubesse das exigências abandonaria o caminho (Jo. 6. 25-67).

e)    Era estratégico. Jesus tinha estratégias ao abordar as pessoas para evangelizá-las. Um grande exemplo é a mulher de Samaria (Jo. 4. 1-26). Aqui, sem fazer distinção por essa mulher não ser do seu povo (Israel), e pertencer a um povo discriminado (Samaritanos,  Jo. 4.9), Ele não chega para ela que tinha tido muitos homens e uma vida desregrada falando palavras duras. Ele começa a conversa usando a situação; ela havia ido buscar água, Ele estava com sede, é daí que principia a conversa que vai desembocar na “água da vida”. Jesus nos mostra com isso que o uso da técnica certa sempre dá bons resultados na evangelização. Quem nunca leu Suas parábolas, quando usando eventos do cotidiano de seus ouvintes Ele lhes falava do evangelho (Mt. 13)?

f)     Não discriminava. Em toda a Sua vida de missão Jesus pregou para mulheres o que era proibido na época  (Jo. 4.1-26; Lc. 10. 38-42), gentios, publicanos, e toda sorte de pessoas que havia no Seu contexto geográfico (Mt. 8. 5-13; 9.10; Mc. 7. 24-30; Lc. 19. 1-7). Não rejeitava ninguém. Ele até foi condenado por andar com essas companhias (Mt. 11. 19).  Essa atitude do Mestre é para ensinar que na obra de missões não pode haver escolha, todo ser humano é um ser digno do evangelho, viva onde for, seja quem for.


II-                Quando Jesus pregava.

a)   Em todo tempo. A vida de Cristo foi uma vida na missão como já foi dito aqui. Quando alguns escritores do NT fazem um resumo do Seu ministério, sempre dizem que Ele vivia pregando. Observe: Mt. 4.23; 9.35; Mc. 1.14-15, 39; At. 10.38.

b)   Com urgência. Existia um senso de urgência em Jesus quanto ao anuncio do evangelho. Ele tinha consciência de seu chamado para este ministério (Lc. 4. 42-43), e o desempenharia com abnegação. E esse senso Ele tentava incutir nos seus discípulos (Jo. 9.4). Cristo não esperava tempo bom, Ele fazia o tempo, cavava as oportunidades. Quais os nossos passatempos habituais? Eles atrapalham a missão? Se são empecilho e tempo gasto em vão podem ser um sinal de que não estamos fazendo a vontade de Deus no quesito missões.


III-             Onde Jesus pregava.

O modelo missionário de Jesus é completo, durante toda sua vida Ele com sua prática demonstrou o jeito, a quantidade, e os lugares onde seus discípulos deveriam pregar. Veja o exemplo disso no texto de Mateus 9. 35. Aqui diz que Ele percorria. O tempo do verbo usado mostra que isso não era algo esparso na vida do Mestre, mas era algo corriqueiro (Mt. 4.23; Mc. 1.39). Missões era o seu dia a dia.

a)Todas as cidades. Esta expressão mostra que o campo de ação era o todo. Ele não fazia uma ação sim e outra não. O Seu serviço não era pela metade. Se todas as cidades precisavam do evangelho, Ele iria a todas.

b) Todas as aldeias. Na época aldeias eram pequenos povoados sem expressão. Era lugar de gente pobre. Mas, estes locais também eram objeto da ação missionária de Jesus, porque o missionário não pode escolher lugar. O determinante para quem faz missões ir a um local é se ali existem pessoas precisando ouvir sobre a salvação em Jesus. Na missão não pode haver discriminação. Será que ainda escolhemos a quem e onde pregar, ou estamos indo a todos os lugares se exceção? 


CONCLUSÃO

A chamada de Cristo a todos os seus servos é para pregar o evangelho. Todo cristão é um missionário, e, portanto, deve viver a vida fazendo a missão. Jesus quando formou seu grupo de discípulos levou-os a pregar (Mt. 9. 35-38; 28. 18-20; Lc. 10. 1-20), e disse que a missão dos que ficassem após sua morte seria pregar (Lc. 24. 45-49; At. 1. 5, 8). Assim, é mais que claro que quem se diz crente e não é um missionário está vivendo uma contradição, vai contra a própria natureza do nome cristão.

O evangelho de Jesus não é o mesmo veiculado pela maior parte da geração atual que “é um calmante açucarado para tranquilizar os pecadores mais do que para convertê-los. O evangelho segundo Jesus é exatamente o oposto” (John MacArthur. O Evangelho Segundo Jesus, p. 177). As suas exigências não podem ficar de fora. 

Jesus tinha um sendo muito apurado da urgência da evangelização (Lc. 4.18-19, 42-43) e por isso passou a vida indo as cidades e aldeias fazendo a missão sem escolher tempo, pessoa ou lugar. Não falemos em missões se não fazemos o dever de casa. Você que diz que é discípulo saiba, a responsabilidade é sua. Existe uma obra a ser feita, Cristo nos deu o exemplo. Você vai segui-lo?


Aprofundando

1-      Cite três aspectos do trabalho missionário de Cristo;
2-      Cite três marcas da pregação missionária de Cristo;
3-      Sua igreja é uma igreja missionária?
4-      Você tem se espelhado no exemplo de Cristo para fazer missões?
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*Lição publicada na revista para Escola Dominical e grupos de estudos: Missões- Tarefa da Igreja, editada pela Aliança Congregacional. Pedidos: alianca.b@hotmail.com

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