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domingo, 29 de abril de 2012

SERÁ QUE SE NASCE GAY? UM MÉDICO RESPONDE

Dr. John S. H. Tay estudou medicina na Universidade de Sidney, na Austrália, com a bolsa de estudos do Colombo Plan (1961-1966). Formou-se como o melhor da classe, o que lhe rendeu um título de honra e uma medalha da universidade. Tem mestrado em pediatria e dois doutorados – um em genética humana, outro em filosofia – pela Universidade Nacional de Cingapura. Ele fez parte da equipe acadêmica do departamento de pediatria da Universidade Nacional de Cingapura por 22 anos (1973-1995), e, de 1988 a 1995, foi professor e chefe do departamento de pediatria e da divisão de genética humana. Publicou algumas centenas de pesquisas, inclusive na área da genética.

O livro do Dr. Tay examina a afirmação insistentemente feita por grupos homossexuais e seus defensores de que os gays já nascem como tais e que isso não pode ser mudado. Seria tal afirmação veraz ou ela não passa de uma falácia ideológica? O autor, à luz da genética humana tenta oferecer uma resposta a este questionamento analisando vinte anos de pesquisas de alta qualidade e que foram publicadas em revistas internacionais bem conceituadas.


Introdutoriamente, o livro faz uma revisão de importantes trabalhos científicos publicados. Aqui o Dr. Tay apresenta com breves comentários artigos sobre a homossexualidade que datam do ano de 1991 até o ano de 2009. Somos informados sobre dificuldades de compreensão desses trabalhos devido a uma linguagem técnica e cálculos matemáticos complexos. No entanto, a revisão oferecida no corpo do livro prima por uma linguagem acessível.


Ao todo, são apresentados cinqüenta estudos com suas breves observações. Eis alguns títulos: Orientação sexual humana. As teorias biológicas são reavaliadas. Orientação sexual em gêmeos: um relatório sobre 61 pares e três grupos de trigêmeos. A homossexualidade é genética? Uma análise crítica e algumas sugestões. A descoberta do “gene gay” é questionada. Influências genéticas e ambientais na orientação sexual e seus correlativos em uma amostra de gêmeos australianos. Dados comparativos de assédio sexual na infância e na adolescência em pessoas heterossexuais e homossexuais. Mudando a orientação sexual: um relatório de pacientes. Alguns gays e lésbicas podem mudar sua orientação sexual? Duzentos participantes relatam uma mudança da orientação homossexual para a heterossexual. A importância de estudos de gêmeos.


No capítulo inicial denominado uma avaliação de pesquisas publicadas ao longo das últimas duas décadas o autor propõe uma discussão sobre a tão propalada base biológica para a homossexualidade. Ele inicia a conversa citando o psiquiatra estadunidense Jeffrey Satinover que polemiza a questão ao afirmar que a procura por uma base biológica para a homossexualidade pertence àqueles que querem destruir todas as experiências clínicas que provam ser a homossexualidade sujeita à mudança. Posteriormente, o Dr. Tay expõe condensadamente reveladoras conclusões que fundamentam a fala supra.  Já no fechamento desse capítulo o autor assume uma posição sobre ser a homossexualidade mais ambiental ou genética e se os gays podem mudar.


O segundo capítulo traz a baila uma introdução à metodologia de pesquisa.  A verdade relacionada a um aspecto do mundo visível deve ser o alvo final de todo pesquisador.  O bom funcionamento de um sociedade perpassa pelo respeito a verdade. Caso a verdade não seja levada a sério em qualquer área da sociedade, resultados de degradação e decadência são inevitáveis. O autor demonstra isso argumentando sobre o impacto da negação da verdade em setores da sociedade como artes e entretenimento, business e finanças, cultura e religiões, distribuição e mídia, educação e escolas, famílias e lares e governo e lei.


Dr. Tay explica que são evidências que estabelecem a verdade. Ele argumenta que em um tribunal as testemunhas são incitadas a falarem a verdade, outras são levadas a jurarem que suas informações são verdadeiras e outras podem até passar pelo detector de mentiras. No entanto, apenas por um conjunto de evidências suficientes é que um réu é declarado culpado. Em seguida, ele destaca e comenta três perguntas que devem ser feitas no processo de avaliação das evidências. São elas: A pergunta certa foi feita? A evidência é confiável? O que significam os resultados?


O terceiro capítulo define genética humana e apresenta os seus conceitos básicos. Dr. Tay explica o que são cromossomos, DNA e quais são as maneiras pelas quais se dá a herança dos genes. Em relação a este último ele apresenta quatro maneiras de transmissão dos genes de geração a geração. São elas: gene único (herança de Mendel), anomalias cromossômicas, muitos genes (herança poligênica) e contribuições genéticas para outras doenças.


O quarto capítulo discute como avaliar a contribuição dos fatores genéticos e ambientais para a homossexualidade. É apresentada uma medida para cálculo chamada de herdabilidade da tendência (h²). Os cálculos são complexos, porém a interpretação da herdabilidade é simples, afirma o autor. Neste capítulo, o objetivo é demonstrar como pode ser estimada a importância relativa dos genes e a importância do ambiente e, para isso, o Dr. Tay parte de duas abordagens chamadas de estudo de gêmeos e cálculo da herdabilidade da tendência. Alguns subtópicos da primeira abordagem são a importância dos estudos de gêmeos, interpretações das proporções de concordância e limitações dos estudos de gêmeos. Em relação a segunda abordagem, destacam-se os subtópicos modelos matemáticos e interpretação da herdabilidade da tendência.


O quinto capítulo examina as evidências de fatores genéticos na homossexualidade. Os estudos de gêmeos apontaram resultados surpreendentes assim como os estudos das estruturas cerebrais. Um estudo polêmico sobre diferenças estruturais entre o hipotálamo de homens homossexuais e o de homens heterossexuais escrito pelo neurocientista de Harvard Dr. Simon Lavey é discutido neste capítulo e, a seu respeito, são apresentados alguns resultados de uma cuidadosa análise à qual ele foi submetido. Neste capítulo há uma significativa discussão sobre estudos de gêmeos, metodologia que na opinião do Dr. Tay oferece a melhor evidência para a aceitação de que orientação sexual possa ter uma base biológica. Nesse contexto discute-se também, a partir dos estudos Amostra Nacional dos EUA e Registro Australiano de Gêmeos, a estimativa dos componentes genéticos e ambientais. Para resultados de estimativas de herdabilidade, é dito que a segunda pesquisa é mais relevante devido ao fato do tamanho da amostra ser maior e da estimativa da herdabilidade ser mais precisa. Outras discussões são levantadas até o fim do capítulo.


O sexto capítulo analisa fatores ambientais que poderiam levar à homossexualidade. São abordados fatores pré-natais como a razão entre as medidas do segundo e do quarto dedo e a homossexualidade masculina, mão predominante, dermatoglifia (estudo das impressões dos dedos e das palmas) e a ordem de nascimento fraternal e fatores pós-natais como relacionamento entre pai e filho e abuso sexual e físico. Além da discussão em torno desses fatores, discute-se também a denominada plasticidade da orientação sexual e os chamados fatores de manutenção. Toda argumentação que envolve esses fatores revela dados interessantes sobre o papel que o ambiente desempenha na orientação sexual.  Esse capítulo é finalizado com a indicação de que homens homossexuais tem o tempo de vida vinte e quatro anos menor que os heterossexuais. Números relacionados a pesquisas feitas na Dinamarca e Noruega fundamentam esse dado.


O sétimo capítulo discute a polêmica questão da terapia de reorientação. O Dr. Tay faz referência à Academia Americana de Pediatria e a Associação Psiquiátrica Norte-Americana como sendo organizações contrárias à terapia de reorientação. Esta posição fundamenta-se, segundo elas, na falta de evidências científicas publicadas. No entanto, de acordo com o autor, o propósito deste capítulo é analisar a possibilidade de reorientação sexual. Existem pelo menos três fontes em que se pode buscar respostas para a possibilidade de reorientação sexual. A primeira são histórias de pessoas que alegam ter experimentado a mudança. Outra são declarações consensuais de organizações de profissionais da psiquiatria e da psicologia. A terceira são pesquisas científicas, fonte que o autor escolheu examinar e analisar neste capítulo. Dentre alguns estudos citados, destaca-se o do respeitado psiquiatra estadunidense Dr. R. L. Spitzer. Seu trabalho chama-se Alguns gays e lésbicas podem mudar sua orientação sexual? Duzentos participantes que relataram uma mudança de sua orientação homossexual para a heterossexual.  Para fechar o capítulo, o autor tece comentários sobre questões relacionadas a ética médica.


Conclusivamente, o Dr. Tay apresenta e comenta, resumidamente, algumas “certezas” sobre a terapia de reorientação.


Esta obra desmistifica muitas afirmações sobre este assunto bastante sensível. Ela, em conjunto com todos os estudos indicados, pode auxiliar  como texto orientador na elaboração de políticas públicas relacionadas a homossexualidade afim de que as mesmas fundamentem-se na verdade.


O livro apresenta alguns termos técnicos, cálculos matemáticos e estatísticos revestidos de alguma complexidade. No entanto, percebe-se uma preocupação do autor em oferecer explicações suficientes para situar o leitor frente a toda linguagem acadêmica que inevitavelmente acaba por aparecer no corpo do texto.


Este livro é recomendado para o público em geral. Em particular, recomendo-o para pedagogos, psicólogos, advogados, teólogos, pastores, demais líderes religiosos e todos aqueles que se interessam pelo assunto.


  ___________________
Zwinglio Alves Rodrigues é graduado em pedagogia e teologia e tem especialização em Ciências da Religião. Atualmente cursa uma pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior, leciona no Instituto Federal da Bahia (campus de Vitória da Conquista, Bahia) e no Colégio da Polícia Militar na mesma cidade. Além disso, atua como pastor da Igreja Batista Vida.
 

2 comentários:

António Jesus Batalha disse...

Irmão Joelson, vim retribuir seguindo seu blog, reparei que meu irmão ainda tem o link da Verdade que liberta, só que esse blog foi excluido, agora é o Peregrino e servo. Tambem venho agradecer pelos maravilhosos ensinos através de seu blog.Desejo que o irmão continue a ser uma benção, e uma arma contra o pecado nas mãos de Deus.Muita paz.

Nike disse...

Que palhaçada é esta aí Joelson, desse idiotas dizerem, e querem dizer que já nascem gay!
Isto não é uma doença, é uma safadeza, e desvio de conduta moral do ser humano em sentir desejos em outras áreas que não é o normal como os gays e etc.
Já não basta eles dizerem que o homem quanto a mulher foi uma criação especial da evolução, veio de uma papinha, assim disseram os cientistas os "sábios" que não sabem nada de Deus e de sua criação, e também que não os pertence a eles, pois somente são carnes com limites de intectualidade limitada.
Por acaso os cientistas são Deus? Sem mais perguntas!
Deus criou o homem e e mulher, como diz em Gêneses 1.27 : Olha só! E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.
Deus criou o homem e a mulher, somente os dois, ele diz e está registrado sua Palavra na Bíblia Sagrada que e a Verdade e Deus não é homem para mentir.
Então irmão Joelson e irmãos, se passar disto que eles querem dizer que já nascem gays, é o pecado que habita no homem com desejos diferentes carnais!
Gay para mim é um desvio de conduta de personalidade, de caráter,um desejo pecaminoso que vem brotando dentro da pessoa em se satisfazer de outra forma ilícita que não agrada a Deus.
Se Deus fez o homem e mulher que só fez estes dois e não fez a coluna do meio o gay, não vamos perder tempo nesta bobagem de gay etc.
Seguimos o que a Blíblia diz, Deus fez o homem e a mulher e pronto acabou, ponto final; passar disto é pecado e desejos do homem safado que quer deturpar a criação de Deus que é limpa e santa.
Esta é minha opinião que sei que também é de muitos irmãos em Cristo!

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